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By Ferramentas Blog
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Une Nuit Très Chic

10 de jul. de 2010

Talvez eu esteja escrevendo isso sob efeitos da alegria etílica, mas realmente não há o que reclamar do Empório Gourmet nessa primeira ida, por indicação de Thaís (@thaiscbleite). Fui para lá com ela e Iara (@iarabcunha), estávamos, as três, loucas para sair, beber alguma coisa e conversar amenidades (qualquer coisa não relacionada à trabalho, por favor).

O restaurante estava cheio, mas havia uma mesa na adega, muito bonita, por sinal. A decoração toda feita com rolhas e garrafas de vinho, dando um charme à parede de cobogó. Aqui cabe a pergunta feita durante a noite: e a poeira nas garrafas? Faz parte da decoração? É para dar um ar envelhecido?

Fomos atendidas por um garçom muito atencioso que, diante da nossa dúvida sobre qual vinho pedir, especialmente por causa da iniciante aqui, recomendou um Casa Valduga Arte Caubernet Sauvignon, levinho, que eu achei delicioso! (Tanto que me dei ao trabalho de procurar para achar o nome dele, registrar aqui e não esquecer mais.)

Para acompanhar, um carpaccio de carne com torradas e pãezinhos. Pães deliciosos, macios, torradas blé (comunzonas, dessas que tem em qualquer padaria e estavam meio moles) e um carpaccio muito gostoso, mas delicado demais.

O lado italiano chiou da torrada. Amo pão, principalmente quando artesanal. Amo torrada, mas das feitas em casa. Não sei como, mas torrada de padaria nunca sai certa. Chiou um pouco do carpaccio, também. Apesar de ser um prato italiano, criado em Veneza, comi pela primeira vez num bar alemão e o molho de mostarda que o acompanhava era forte. Criou o hábito, né? Ainda assim, o carpaccio do Empório Gourmet foi devidamente aprovado.

O ambiente é agradabilíssimo. A climatização me agradou. A presteza dos garçons, idem. Os preços não foram tão altos quanto achei que seriam. A reclamação maior é do banheiro, com uma das cabines interditadas e a outra num estado deplorável. Ok, não tem como alguém ficar limpando o tempo todo, mas me espanta que num restaurante tão elegante, o público seja tão porco. Mas dinheiro não é educação, então...

Localização:





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Dia 5 (II) - Vagão Beer & Food

10 de mai. de 2010

04.04.2010
Saindo da Feirarte, fomos ao restaurante Vagão Beer & Food, por sugestão e insistência do priminho do meu namorado. Pense num garotinho de 3 anos que sabe escolher o jantar! =) O restaurante é muito interessante: é ambientado num vagão de trem, todo de madeira, com mesas para duas ou quatro pessoas. Há também mesas fora do vagão de trem e uma parede revestida com os mais diversos tipos de cerveja, especialidade do local.

O próprio local já vale a visita, mas nossos estômagos não se deixavam enganar. O meu não estava nem aí para como o lugar era diferente e interessante, queria era ver a carne. O menu de especialidades chamou a atenção, cada prato vinha bem detalhado, inclusive informando quantos gramas de carne seriam servidos. O restaurante serve, principalmente, comida australiana, pelo que li, mas confesso que achei que fosse americana, de início. Há também pratos brasileiros. O que escolhemos foi o Filet Baldwin Especial, nada menos que meio quilo de filé mignon (ok, não lembro se era isso tudo, mas era muito e pedimos um desses para duas pessoas - 250g/cada, no caso) com molho de queijo gorgonzola, acompanhado de batatas fritas e arroz com queijo, cenoura e castanhas. Preciso dizer que minha refeição seguinte foi o café da manhã de segunda-feira?

O menu de cervejas não deixa à desejar, possui um monte de opções, algumas novas para mim, mas passamos os alcóolicos. Sem problemas durante a espera dos pratos: além das câmeras fotográficas, três televisores de LCD exibiam cada uma programação: um DVD de clipes antigos e dois jogos de futebol. Também não é muito difícil entreter crianças, pois o estabelecimento dá um livrinho de colorir e fornece um baldinho com giz de cera - azul para os meninos, vermelho para as meninas.

Depois de uma ótima manhã de comprar e de um almoço que foi uma prazerosa e saborosa experiência, recheada de fotos que infelizmente não chegaram às minhas mãos, pegamos a estrada para Niterói.

A Volta
Poupa-los-ei dos detalhes. Foram três ou quatro horas dentro do carro por causa do engarrafamento. Felizmente eu dormi a maior parte desse tempo (santo ombro do namorado). Sei que, independente de trânsito congestionado por causa de feriado ou falta de roupa, gostaria muito de ter tido mais um fim de semana numa cidade tão linda, tranquila e geladinha. Teresópolis consta na minha lista de melhores viagens, definitivamente.

Lembranças
Quando criança, fui à Teresópolis uma vez. Morava em São Paulo ainda e fomos passar uma páscoa lá. (Que coisa - este ano também!) Não lembro de muita coisa, só que a pousada que ficamos era muito boa, visitamos um museu que tinha uma locomotiva antiga e foi quando descobri que nem todas as princesas seguiam o padrão Disney. Havia uma pintura da Princesa Isabel, se não me engano, e choquei quando meu pai disse que sim, ela foi uma princesa e que era feia daquele jeito. Lembro também de comprar uma roupinha de frio pra minha boneca Barbie na Feira do Alto.
*Se eu achar fotos, digitalizo e coloco aqui*

Localização do Vagão
O restaurante possui uma "estação" em Teresópolis, na Av. Lúcio Meira, 855 e outra em Itaipava, na Est. União Indústria, 11.000 lj. 105A. Ambas funcionam a partir das 18h nas quartas e quintas-feiras e a partir do meio-dia às sextas, sábados e domingos. Se for à Teresópolis ou Itaipava, não deixe de visitar! Gastronomicamente falando, esse foi o ponto alto da viagem.


O site não deixa por menos, possui fotos, mapas, cardápio e lista de cervejas: http://www.vagaobeer.com/new/

*As fotos foram extraídas do site Vagão Beer & Food.
Os outros dias:
Dia 8 - Mais chuvas, quedas de energia e o inevitável retorno

Quer me ajudar? Clica aqui e responde um questionário sobre HQ e Cinema. Curtinho, juro!


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Dia 4 (III) - Sancho Panza

26 de abr. de 2010



03.04.2010
23h, dirigimo-nos ao Sancho Panza Cafe, que estava a uma semana de comemorar seus 10 anos de existência e tinha gente saindo pelo ladrão. A noite estava fria, mas o bar estava bem quente. Não tanto quanto os bares daqui de João Pessoa que insistem em não possuir circulação de ar decente nem ar-condicionado, é verdade. Mas eu estava feliz de estar com uma blusinha branca levinha por baixo do casaco.

Sem mesas para nos sentarmos, por enquanto, ficamos no balcão, aonde fomos atendidos pelo dono do bar, que me serviu uma Ice Blue, drinque que eu estava curiosa para provar desde de tarde. A invenção foi do Fernando, o dono; assim que a Smirnoff Ice chegou ao Brasil, ele deu um jeito de incrementar a bebida. E é super-simples: basta adicionar um pouco de Curaçau Blue à garrafa. Fica gostoso, mas ainda mais perigoso: se a Ice já parece um refrigenrante normalmente, depois dessa adição, parece ainda mais inocente (mas beba cinco seguidas e veja se você anda em linha reta muito tempo...).

Com dois caras que entendem de música, não podia deixar de prestar atenção na banda. Os músicos pareciam ser bons, mas não gostei da voz do vocalista. As poucas músicas boas do repertório não combinavam com ele. E a insistência na década de 1980 também foi um erro, na minha concepção. Eles se aventuraram, no máximo, pelo início dos anos 90 e, quando tocaram o Parabéns da Xuxa e descambaram para o Ilariê e afins, a galera foi ao delírio, eu fui ao facepalm.

Mas a noite foi divertidíssima (apesar da trilha sonora)! O lugar é muito legal, todo decorado com a temática mexicana, a área é até grande, possui um palquinho, as bebidas são legais (eu provei a marguerita do namorado, está aprovada) e a comida, saborosa. Pedimos duas pizzas, que vieram numa massa fininha, que lembra o pão que comemos com guacamole, cortadas à francesa para facilitar nossas vidas.

Momento leseira: eu esqueci todos os documentos na casa. Quando o tio do meu namorado foi deixar os nossos casacos no carro e voltou, o segurança confirmou com ele se eu realmente tinha mais de 18 anos, porque estava cheio de "criança" e, de vez em quando, tem batida por lá. Imagina se acontece uma naquela noite e eles resolvem me elogiar, pedindo minha identidade?

Localização
O Sancho Panza Cafe fica na Avenida Oliveira Botelho, 80, em Alto, Teresópolis (ver no Google Maps). Funciona de segunda à quinta-feira, das 19h à 1h e na sexta e sábado, das 19h às 4h. No site (http://www.sanchopanza.com.br) há mais informações sobre o bar e sua história. Infelizmente as páginas de cardápio ainda estão em construção. Telefone: (21) 2642.6760 

UPDATE
Esqueci de falar isso ao mencionar a banda. Gostei muito de algumas coisas que vi em Teresópolis que descobri valerem para o Rio de Janeiro como um todo e, aparentemente, também vale para São Paulo. Além de ganharem bem, os músicos têm uma folguinha. O show é dividido em duas partes. No Sancho, o intervalo durou uns 20 minutos (durante os quais tocaram as melhores músicas da noite) e a banda retornou, descansada, alongada e abastecida. O som também estava bem distribuído pelo bar. Lembrei por causa deste twit do Rhino Pub.

*Todas as imagens foram retiradas do site do restaurante. 
Os outros dias:


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Notte Italiana

12 de mar. de 2010

Depois de despedidas com família, amigos, com jantar e com churrasco, bem que eu merecia uma noite só com o BF. No dia anterior da viagem, fomos ao restaurante Divina Itália, na Feirinha de Tambaú.

É um desses lugares simples, mas arrumados. Mesas de madeira, ar-condicionado, cadeiras acolchoadas e lindas luminárias coloridas, lembrando abajures, com velinhas de LED acesas. Na lateral, a adega. Nos fundos, a cozinha fica visível através de uma vidraça. Sentei-me de frente para a cozinha, até porque dá para ver uns quadros que me hipnotizam toda vez que vou lá.

O atendimento do local é excelente, os garçons são gentis e educados. Uma reclamação constante minha, aqui em João Pessoa, é o atendimento ao cliente. Normalmente é desleixado, feito de má vontade, deixa muito a desejar. No Divina Itália esse aspecto é impecável.

Cardápio nas mãos, hora de escolher os pratos, em sua maioria, individuais. Se não me engano, as lasanhas servem duas pessoas. Acho o menu uma graça: ele leva a fundo a idéia de oferecer uma experiência italiana. A maior parte das refeições tem nomes que remetem ao país. São filmes italianos, artistas, lugares... Pedi um Cinema Paradiso, macarrão em formato de bombom recheado com frango ao molho funghi. BF foi de Da Vinci, penne com um molho de tomate, ervas, filé e mais outras coisas que não lembro – afinal não fui eu quem comeu – dentro de um pão italiano. A apresentação do prato dele é a coisa mais linda!

Antes de vir o prato principal, saboreamos um antepasto de pão artesanal com bolinhas de queijo. Sim, o pão é realmente artesanal. Como neta de uma italiana danada que faz de massa de pão à massa de macarrão em casa, fiquei feliz da vida! Novinho, macio, ligeiramente adocicado (mas não muito) por causa das ervas... Valeu a pena.

A entrada custou R$ 15. Os pratos ficaram entre R$ 25 e R$ 32, não sei ao certo. Sei que o Cinema Paradiso está na faixa dos R$ 20 e o Da Vinci, na dos R$30. É o preço médio de um prato por lá, ainda que alguns sejam mais caros.

Apesar de o restaurante possuir mesas maiores, para acomodar uma família ou um grupo de amigos e ofereça pizzas, mais próprias para reuniões com muita gente, acredito que seja um ótimo lugar para ir de casal. A atmosfera favorece. =)

Divina Itália – Avenida Targino Marques, 56 – Tambaú 

*Nós pagamos os pratos, ninguém no restaurante esperava uma resenha (nem mesmo eu, acabei de decidir que devia escrever a respeito) e eu sou chata pra caramba.

 *Imagem do Gourmetidos


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Há vida além da pizza

5 de fev. de 2010

Há algum tempo fui confrontada com uma realidade bem chatinha: tenho refluxo gástrico e, na ocasião, ele havia queimado minha garganta sem que eu nem sentisse. Feliz, não? E a solução cabível: cortar todas as besteiras - ou, ao menos, a maior parte.

Alguns meses (ou teriam sido semanas?) depois, saí pra comer uma pizza. E passei mal. E comecei a reagir de forma não muito positiva a alimentos altamente engordurados. E vi que minha vida de pizzas havia acabado. Não foi de todo ruim, afinal eu realmente queria perder peso. Mas depois de shows, festas e afins, ninguém vai pro Divina Itália comer uma massa ou pro Tanabata curtir um japonês. Vai é pra pizzaria!

Já estive nessa situação duas vezes. E achei que seria um problema, mas nem foi, ó!

Noite 1: Eu sinceramente não lembro de onde vínhamos, acredito de um show dos Old Boys, e todo mundo decidiu que era uma boa ir comer uma pizza no Dona Branca. Ótimo lugar, tem cardápio bem variado, tanto de comida quanto bebidas, seu forte são cachaças que, inclusive, fazem parte da decoração. Mas eu não sou grande fã de cachaça.

Aí todo mundo pede pizza gigante e eu fico olhando pro cardápio, procurando uma opção que:
a) Se daria bem com meu estômago frescurento;
b) Se daria bem com meu bolso frescurento e;
c) Se daria bem com as altas horas da madrugada.

E lá estava: frango grelhado com babatas sautée e brócolis. Aí um monte de gente diz: "EEEEECA! Brócolis!!". Acontece que eu sou de Marte e gosto desses matos, tá? Então eu fiquei muito feliz de ver que vinha um troço verde no lugar do (eca) arroz. Só dava pra ser melhor se, no lugar do frango, fosse um filé. Descobri depois que esta era uma opção, mas o prato já estava vindo, então deixei pra lá.

Acabou que comi de me fartar e saí mais satisfeita do que normalmente o fazia após uma pizza. E a comida não foi jogada fora duas horas mais tarde. Meu bolso ficou feliz. Meu estômago também. E minha amiga ainda roubou umas batatinhas.

Noite 2: Colação de grau de um amigo, vamos todos comer na Pizza Hut. Eba! Oh noes! Foi a pizza de lá que desencadeou a primeira reação forte do meu organismo contra pizzas! Mas eles tem opções, né? Tem umas saladas e tals. Chegando lá, não é que tem uma opçãozinha simpática no cardápio?

Um prato executivo que consiste da pasta do dia (a do dia em questão era penne ao molho de ervas), meia porção de breadsticks (um pãozinho gostoso com um molhinho não tão gostoso) e a fruta do dia (metade de um abacaxi bem docinho com raspas de limão). Acho que nunca comi tão bem por R$19,90. Alíás, eu nunca comi tão bem na Pizza Hut.

Depois dessas duas, resolvi que valia a pena, sim, levar a reeducação alimentar pra fora da mesa do almoço. Os estabelecimentos costumam ter opções e ainda que pareça ser mais caro, é um investimento a longo prazo. Um investimento na sua silhueta, que eu sei que você quer manter/melhorar, não adianta mentir pra mim. ;) E no seu estômago, que não vai ter chance de reclamar depois. Pelo menos é assim que eu vejo.


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Na Prisão

2 de jan. de 2010

O Natal do namorado foi cheio de páginas, presenteadas por mim, cheia de segundas intenções. ;) Claro que escolhi coisas das quais ele gostaria. Já mencionei aqui "AUTHORITY: Sob Nova Direção". No pacote, dei também o autobiográfico "Na Prisão", de Kazuichi Hanawa.

Como menciona Tomohide Kure na introdução, as cartas que davam maior prazer aos presos eram aquelas com assuntos corriqueiros do dia-a-dia. Aqui, o caminho inverso foi feito. Hanawa fala de como foi a vida na prisão, sem grandes pretensões, denúncias ou escarcéus.

O quadrinista foi preso em 1994 por porte ilegal de armas. Ele colecionava armas de brinquedo e logo passou a comprar armas modificadas. Foi descoberto e preso pela polícia quando as testava nas montanhas. Julgado e condenado, Kazuichi passou alguns anos encarcerado e mostra, ainda que atrás das grades, uma cultura completamente diferente da nossa.

A culinária japonesa é o ponto principal do mangá e aparece na maior parte das 234 páginas de história. Foi impossível fechar o livro e não ir à um restaurante japonês!

A vida na prisão e a mentalidade dele também são coisas completamente surreais, ao pensarmos na realidade carcerária brasileira. Apesar de seu crime não ser algo sério como um roubo ou assassinato, Kazuichi não se acha merecedor daquilo que recebe na prisão: refeições completas e saborosas, privilégios como banho, trabalho etc. A organização e limpeza são coisas extremamente valorizadas, podendo haver punição por qualquer coisa que não esteja em seu devido lugar e os próprios detentos cuidam uns dos outros para que tudo esteja onde deve estar, na hora e do jeito que deve estar.

Há alguma crítica, sim, dos presídios, que faz parte da narração de uma rotina. Afinal de contas, ainda é um presídio.

Quadro a quadro o autor vai mostrando como as coisas funcionam e o que ele pensa delas. Leitura muito boa pra concluir em uma tarde e ir jantar num japa. Até o namorado, que não é fã de coisas cruas, quis ir num restaurante japonês, mas num "de verdade, não esses 'inventados' que tem aqui!"

Sushi Bessa
Eu sugeri que fôssemos, então, ao Tanabata, que tem comida japonesa de verdade, incluindo os crus, os cozidos e os fritos, mas ele fez um "nahh..." de doente. Então deixei meu doentinho em casa e foi pro meu segundo restaurante japonês favorito.

Era 25/12, mas o Bessa Shopping estava aberto, com a maior parte dos restaurantes funcionando. Reparei, no caminho para o Sushi Bessa, que o Tókyo estava fechado.

O movimento estava grande, ainda assim encontrei aquilo que queria. Munida dos meus sushis (que sempre achei um pouco grandes, apesar de muito gostosos) fiquei pensando se o outro restaurante fechara para o feriado ou de vez.

Gosto do Sushi Bessa porque o arroz usado é o "certo". E tem o gostinho de vinagre, utilizado no preparo, ligeiramente acentuado, que é o que eu acho que dá a graça na coisa toda. O restaurante não estava lá muito bonito ou organizado, mas estão ampliando o lugar, então eu perdôo. Só não gostei que, desta vez, a variedade de sushis se resumia ao de salmão.

Não sanou a vontade de comer as coisas diferentes ilustradas em Na Prisão, mas deu para satisfazer até que fosse possível uma visitinha a m lugar mais requintado.


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Restaurante Tókyo

3 de dez. de 2009

A mãe de uma amiga minha disse, uma vez, que eu não poderia trabalhar como degustadora, porque comia de tudo e achava bom. Claro que achava bom, ela era uma senhora cozinheira e fazia cada comidinha mineira gostosa...

Me lembrei disso mais cedo. Estava chegando no Bessa Shopping, com a intenção de comer uma tapioca com água de coco e não gastar nem R$ 5, mas a moça me entregou o panfleto do restaurante e meu estômago me pediu para eu testar o restaurante novo. Como recusar o pedido? Mas só se não fosse caro.

Aí eu dei uma olhada. Não era exatamente barato, mas a fome também não era tanta. Dei uma olhada, a comida parecia bonita, então eu decidi arriscar. Por quê não, não é mesmo? Já que eles faziam temakis, seria a vítima da vez. Dificilmente superaria o do Tanabata ou do Temaki da Villa, mas daremos a chance.

Eles não tinham cardápio. Um "epa" piscou lá no fundo do inconsciente, mas uma mulher precisa ser alimentada antes de prestar atenção a esses sinais. Fui perguntando e me decidi pelo temaki basicão de salmão. Água de coco, só de caixinha. (Sempre acho que tão tirando uma da minha cara quando dizem isso, porque, tipo, no Bessa é praticamente atravessar a rua e tem um coqueiro! Mas tudo bem...) Vai a boa, velha e gasosa Coca-Cola mesmo.

Dou aquela twitada básica do celular, com as primeiras impressões, e observo a placa. "Tókyo". Não tinha como ser mais enfeitado. O "epa" já virou um alerta amarelo. Porque a pessoa tem que escolher entre "Tóquio", em bom português, ou "Tokyo". Mas isso é preconceito meu.

Chega meu temaki basicão. A apresentação é bonita, ainda que não seja a ideal. Um prato comum não é o melhor lugar para o temaki, porque não dá muito apoio. Há suportes específicos para isso. Considerei isso bobagem e parti pro ataque. Não é ruim, mas sabe como é... Quando se come coisas melhores, o paladar fica fresco. Ainda mais com uma comida "metida" como é a japonesa. Mas eu tenho uma séria reclamação a fazer: utilizaram arroz comum.

Arroz japonês, na minha concepção leiga da coisa, vai além do modo de preparo e do tempero (que varia de restaurante pra restaurante e eu acho superdivertido ficar observando as diferenças). O arroz oriental tem um gosto diferente e "dá a liga" de um jeito diferente do arroz nosso do dia-a-dia. Resultado: na metade o temaki desmontou e exigiu alguma habilidade da minha parte pro bicho não ir todo pro chão.

Mas não vou reprovar um restaurante por causa de um único prato. Servi-me, então, de alguns sushis, alguma coisa empanada que eu não sabia o que era e aquela couve-flor cozida que eu acho muito gostosa. O sushi também era com arroz comum (mas estava melhor temperado que o do temaki), um empanado continuou não-identificado, o outro era um pedacinho de camarão (!!!) e a couve-flor foi uma frustração. Não se deram ao trabalho de descobrir como fazia e simplesmente jogaram tempero de miojo. Ok, podia não ser de miojo exatamente, mas se eu quisesse comer comida com gosto de miojo de galinha caipira, eu tinha ficado em casa. Isso tinha na despensa.

Eu resolvi que não volto mais lá, ao menos não tão cedo. Se daqui a um ano o restaurante ainda estiver ali, é porque melhoraram. Ou porque o paladar do povo é muito pouco confiável. O Sushi Bessa, a duas lojas de distância, é mais barato e mais gostoso.


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São Paulo - Dia 3: Light²

4 de out. de 2009

Dia 1
Dia 2, parte 1
Dia 2, parte 2
Dia 3, parte 1

17.09.2009
Pouco depois de chegar da rua, a Camilla chega para nosso jantar seguido de cinema. Enquanto troco de roupa, decidimos ir ao cinema ali perto, na Joaquim Floriano, e comer numa lanchonete no meio do caminho. Seguimos pela S.Gabriel (notaram que a S.Gabriel me ligou praticamente a todos os meus passeios?) conversando sobre passados, futuros e baladas e compramos o ingresso para depois lancharmos. Gostei da brincadeira: o cinema possui poltronas marcadas, então dá para escolher o lugar e voltar só na hora do filme.


New Dog
A lanchonete foi criada em 1967 e continua no mesmo lugar até hoje. É enorme, estilo lanchonete americana mesmo, point pós-balada (a Mi mesmo me falou que sempre ia lá depois que saía com as amigas e nunca tinha se tocado de que era tão perto da casa da vovó) e comida gostosa. Ao menos eu aprovei meus caríssimos cheeseburguer com cebolas fritas e milkshake de Nutella (e só isso já explica os 32% de gordura corporal que acharam em mim na academia). Desde sempre eles têm uma maionese feita lá, ótima para comer com as batatinhas fritas.

Chegamos no horário de se chegar em lanchonetes aqui em J.Pessoa e estava quase vazia. Ainda assim, o atendimento foi um pouco lento. Mas a medida que o tempo foi passando e começaram a chegar famílias por ali, ocupando boa parte das mesas, eles se agilizaram. Apesar de caro, gostei da comida e do atendimento. Os garçons foram simpáticos e prestativos (e ainda ganhamos pirulitos junto com a conta), dá para conversar tranquilamente no local, existem opções menos engordativas e tem rede de internet sem fio, para aqueles incapazes de se desconectar. Mas falta de educação tem em todo canto, né? E tinha uma galerinha bem mal-educada e gritona na mesa ao lado.



A foto é de 2007, mas o local continua exatamente igual.

Na hora eu, com a endorfina lá em cima de tanto castigar meu pobre cartão de crédito, não estava nem aí. Mas tenho ouvido com alguma frequência as pessoas falarem meio admiradas que S.Paulo deve ser uma maravilha em questão de atendimento, educação e gente bonita e não é bem assim. Tem de tudo. Tem muito mais coisas do que por aqui. Como é muito maior e tem muito, muito mais gente, encontramos pessoas educadas com mais frequência. E é verdade que fui bem atendida em quase todos os estabelecimentos que fui (mas ou eu tenho sorte ou sou tolerante, que em JP também raramente sou mal-atendida). Mas lá estava o povo na mesa do lado gritando. E o celular tocou no cinema. E tinha gente comendo de boca aberta. E vi gente jogando lixo no chão, a poucos metros de um lixeiro. Ces't la vie.

Jantamos, rimos, falamos pelos cotovelos (já vi que isso é genético) e fomos embora, caminhando pela noite geladinha para nosso próximo objetivo.

Os Normais 2
Queríamos assistir "A Verdade Nua e Crua", com Gerard Butler, ator que babamos, mas por motivos diferentes. Ela, porque acha lindo; eu, porque... bem, gosto da aparência dele, ainda que não o ache exatamente bonito, e gosto da atuação dele. O filme não estava disponível, então escolhemos outra comédia bobinha não-pensante. Eu estava em férias auto-impostas e, quando voltasse, assistiria um monte de filmes pensantes na universidade. Coisas leves e engraçadas para mim, por favor.

Não lembro o nome do cinema, sei que fica no mesmo prédio aonde tem uma livraria Saraiva gigantesca e linda de morrer e vários restaurantes arrumadinhos, estilosos, que pareciam bem legais e bem caros. Talvez nem fossem, mas não entrei pra perguntar.

O cinema não é novo. Claro que deve ter passado por suas reformas, mas existe ali há muito tempo. Eu, acostumada com a falta de conservação dos cinemas daqui, fiquei ligeiramente admirada com a sala de lá. Não era grande, mas tinha cadeiras muito confortáveis (!), com espaços para as pernas (!!) e cujo encosto tinha uma ligeira inclinação (!!!), o que ajuda a sair de lá sem uma dor na lombar. Assisti o filme confortavelmente, sem ficar me remexendo a procura de uma posição confortável e nem achei tão ruim pagar bem mais caro do que normalmente não pago para ir ao cinema em JP.


Exibir mapa ampliado

Sobre o filme: É legal! É engraçado! Eu ri bastante! Vani está frustrada com a frequência sexual de Rui (ou a falta dela) e resolve ceder ao desejo dele, fazer um menage à trois. Lá vão os dois atrás da garota ideal. Se dão mal com a prima despirocada da Vani, se envolvem com uma lutadora de kickboxing (isso tá escrito certo?), com uma francesa, um traficante, ficam presos dentro de uma banheira de hodromassagem... Para quem gosta da série, é legal. Parece um episódio extendido que eles conseguiram fazer de modo que não ficasse cansativo. E vale salientar: eles não maltrataram nenhum animal durante a filmagem e só um ou dois estagiários.

Voltamos para o apartamento da minha avó e já combinamos as aventuras do dia seguinte: a busca a famigerada calça jeans que eu não achava em canto nenhum (e olhe que passei mais de um ano procurando).



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