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By Ferramentas Blog
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Ciclovia: casos e descasos

5 de jan. de 2011

O STTrans está fazendo campanha em colégios, para ensinar crianças leis de trânsito e bons hábitos. Aparentementemente com os adultos isso é impossível. Uma das agentes me falou que as campanhas para adultos simplesmente não surtem efeito. A única coisa que funciona é a boa e velha multa. Ainda assim, não tão bem. Na Av. Guarabira, em Manaíra, é possível ver isso. Recentemente asfaltada, e recém-tornada mão única, todo o lado esquerdo está repleto de placas de "Proibido Estacionar". E os carros estacionam. O STTrans recebe uma reclamação, vai lá e multa. Em dois, três dias, lá estão todos eles de volta.

Mas citei isso só como exemplo. A falta de educação que mais me perturba acontece na ciclovia da praia, entre Tambaú e Cabo Branco. Além dos pedestres caminhando e correndo (dos quais já reclamei), que ficam indignados quando pedimos que saiam da via, os ciclistas, skatistas e afins precisam encarar barraqueiros, bugueiros e barqueiros, que fazem de uma das faixas o seu estande particular. Montam seu tablado ou seus painéis oferecendo passeios pelo litoral, adicionam uma cadeirinha de plástico e ficam lá, alegres e faceiros, desrespeitando peremptoriamente o espaço para quem está sobre rodas não motorizadas.

Ciclovia do Cabo Branco e um senhor correndo no lugar errado. Foto de © Julio Moraes, via Panoramio.

Além de táxis e ônibus obstruindo a ciclofaixa perto do Hotel Tambaú (estes a desocupam mais rápido, já que a fiscalização ali é mais intensa), no Cabo Branco os ciclistas precisam disputar espaço com caminhões de entrega. Sem a menor cerimônia, eles ocupam a ciclovia inteira: metade dela com o próprio caminhão estacionado, a outra metade com o material a ser entregue nos bares. Infelizmente o telefone que tenho do STTrans (0800 281 1518) não funciona de celulares, só telefones fixos.

***

Estação 1, Tambaú. (via Babel das Artes)
O sistema de aluguel de bicicletas não é mais o que era. O fluxo aumentou, provavelmente por causa do verão. Não há problema algum nisso. O único problema é que não há manutenção - ou ela não dá conta. Das últimas vezes em que fui alugar uma bicicleta, as encontrei sem corrente, com o ajuste do selim quebrado, freios sem funcionar ou, simplesmente, com o destrave sem funcionar. A bicicleta não desencaixava da estação.

Os problemas foram encontrados tanto na estação 1, em Tambaú, quanto na 2, no Cabo Branco. O atendimento ao cliente (3231-4734) não estava funcionando na primeira vez em que encarei os problemas e, na segunda, a atendente parecia despreparada.

Já havia ligado para a Central antes e fizeram o registro da minha reclamação, com direito a anotar nome completo, CPF, estação e bicicletas com defeito e aviso de que um técnico resolveria o problema até o dia seguinte (e resolveu, que eu fui conferir). Desta vez, ouvi apenas um "vá para outra estação".

Espero que o número de reclamantes seja grande e que façam a manutenção necessária. O grande problema dos serviços de João Pessoa, em geral, é a manutenção. É um fator que parece ser ignorado pelos responsáveis.

Ciclovia de Cabo Branco, foto do site da Prefeitura de João Pessoa.


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Ciclovia: pra que serve, afinal?

15 de set. de 2010

Já que semana passada eu falei do Projeto Pedala João Pessoa, que faz parte do Mobilicidade, resolvi que nesta quarta falaria de bicicleta também. E hoje é pra reclamar. Afinal como mulher, jornalista e crítica da sociedade, é mais que um prazer, é um dever. (Ok, ser mulher não tem nada a ver com a coisa, eu conheço homens bem mais reclamões do que eu e reclamarei com justa causa.)

Pra que serve esse trecho aqui, hein?
Tenho ido pedalar com alguma frequência. Já que a cidade disponibiliza uma área segura, me dá acesso às bicicletas e eu me viciei na atividade (quinta-feira passada fui pedalar debaixo do maior toró), por que não?

A ciclovia espaçosa que fizeram aqui dá até gosto. O problema são as pessoas. Compreendo os corredores utilizando a bordinha entre a ciclovia e o estacionamento dos carros, afinal de contas é difícil correr na calçada. Não acho que eles estão certos, mas os compreendo. Acontece que ciclovia foi feita pra bicicleta, não pra pedestre.

Está claro? (Acho que precisamos de placas como essa em João Pessoa) Ciclovia austríaca. Foto daqui.
Muitas vezes me deparei com pessoas caminhando tranquilamente que, inclusive, se recusam a sair da pista, mesmo quando há várias bicicletas transitando. Será que elas não percebem que também é um veículo? E que se o ciclista não conseguir se desviar, não vai ser uma simples trombada, vai ter o impacto do ciclista e da bicicleta agravados pela velocidade de quem estava no pedal? E que se o pedestre for atropelado na ciclofaixa, quem está errado é ele, não o ciclista?

Há pessoas que pensam que, apesar das placas e sinalizações no chão, aquela área é reservada para caminhadas. Já encontrei senhores em suas caminhadas vespertinas reclamando da ciclista iniciante em alta (ok, nem tanto) velocidade porque ela quase bateu neles. Apesar de todos os pedidos de "com licença" assim que eles entraram na ciclofaixa e do desespero, porque simplesmente não ia dar tempo de frear completamente a bicicleta. É muito mais seguro ficar fora da ciclovia se não há rodas sob seus pés.

Do mesmo jeito que correram risco com uma bicicleta, poderiam ter corrido com um skate ou patins, que também usam a ciclofaixa. Muito mais compreensível e aconselhável inclusive. São rápidos demais para transitar junto aos pedestres na calçada e o material do qual a faixa específica é feito é diferente, muito melhor para as diversas rodinhas.

Estacionados
Além daqueles que usam a faixa para caminhadas, passeios e voltinhas com as crianças soltas correndo de um lado para o outro e causando aflição em quem pode acidentalmente atropelá-las, tem as pessoas que, simplesmente, param. Se acumulam na pista, às vezes até estendem objetos ou usam para fazer manobras com motos. E ainda acham ruim quando os ciclistas reclamam e pedem que saiam dali.

Setinha apontando pra cá, setinha apontando pra lá.
Sabe o que isso indica? Que a ciclofaixa tem mão e contramão. E a de João Pessoa é ampla o suficiente para isso (ainda que tenha alguns trechos falhos). Mesmo com as marcações, muita gente resolve usar a mão contrária e espera que quem está na mão certa desvie. Já pensou se isso acontece com carros? Se eles resolvem andar na mão que mais lhes convier?

Não, espera... Isso acontece no Bessa. Tinha me esquecido deste detalhe. Mesmo após o calçamento de diversas ruas, muitas pessoas continuam dirigindo como se fosse terra sem lei. Ou a Inglaterra. E só não dá tumulto porque ainda não há tantos carros assim circulando. Ainda. Deixa começar a passar asfalto...

Ciclovia de Florianópolis. Foto daqui.

Espero, sinceramente, que a mentalidade das pessoas mude. Que não seja necessário encher a orla pessoense de placas dizendo aonde você pode e aonde não pode andar. Que as pessoas sejam mais cordiais, pensem um pouco além do próprio umbigo, evitem acidentes e se toquem de que isso não é para uso "dos outros". É para todo mundo. É meu. É seu também. Essa mentalidade não existe só em João Pessoa. Está em todo lugar, infelizmente.


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Sobre o sistema de aluguel de bicicletas

11 de set. de 2010

Já que algumas pessoas apresentaram dúvidas a respeito do projeto Pedala João Pessoa e eu tenho usufruido dele, resolvi explicar melhor como fazer.

Primeiro, não é algo para todo mundo, infelizmente. É necessário ter um celular e um cartão de crédito. Limita um pouco quem pode usar? Sim. Mas seria necessário um sistema de pagamento, não é mesmo? E o projeto daqui está simplismente usando algo que já foi implementado em outras cidades, através do Mobilicidade. Acredito que seja mais fácil do que criar algo novo do zero.

Não é a Áustria, mas com certeza é uma atividade agradável. Foto daqui.

Primeira coisa: acesse o site, na página de João Pessoa, e faça seu cadastro: http://www.zae.com.br/sambajp/ O cadastro é gratuito e evita dor de cabeça na hora de alugar uma bicicleta. Se você quiser fazer uma assinatura mensal, deve comprar o passe no próprio site, usando cartão de crédito Visa, Master ou Diners.

Para fazer um aluguel de 24 horas, basta o telefone celular cadastrado no site e o cartão. Vá até uma estação. A primeira fica em Tambaú, próxima ao Hotel Tambaú. As duas seguintes ficam em Cabo Branco. Há o planejamento de uma quarta estação, perto do MAG Shopping, mas a ciclovia até lá ainda nem foi construída, que dirá uma estação...

No painel, há um número de telefone. Ligue para lá, escolha a opção referente ao aluguel, digite o número do cartão de crédito na sequência informada. Depois de passar os dados, desligue o telefone e dê cerca de um minuto.

A partir daqui, o procedimento é igual para quem tem mensalidade ou diária. Ligue para o número informado no painel. Digite o número da estação e a posição na qual a bicicleta se encontra. Uma luz verde vai acender. Retire a bicicleta. Se notar que ela está defeituosa, você tem até 5 minutos para devolvê-la e pegar outra, sem custo adicional.

Tempo
As estações funcionam das 7h30 às 21h30. Uma diária é válida por 24 horas. Ou seja, se você contratou o serviço às 18h do dia 6, pode pegar uma bicicleta quantas vezes quiser, sem custo adicional, até as 18h do dia 7.

As viagens têm duração máxima de uma hora (60 minutos). Passado esse tempo, você terá que pagar mais R$ 5 (ou seja, uma diária). Não é necessário deixar a bicicleta na mesma estação em que foi retirada. Ela pode ser deixada em outra estação. Após 15 minutos, você pode pegar outra bicicleta, sem custo adicional. Ou seja, respeitando o intervalo de 15 minutos após cada hora, você pode utilizar o serviço quantas vezes quiser, dentro dos limites da sua assinatura (24 horas ou 30 dias).

E se houver um imprevisto?
Basta ligar para a central de atendimento (3566-1119). O prazo para a devolução será prorrogado por 15 minutos.


Mapa das estações

Espero ter esclarecido algumas dúvidas a respeito do serviço. Qualquer coisa, o número da central de atendimento está aí. =)


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Projeto Mobilicidade

8 de set. de 2010

Saí para caminhar nesse fim de semana e passei por uma das estações do projeto Pedala João Pessoa. Preciso fazer algum exercício e ficar na esteira ou bicicleta ergométrica é muito chato. Caminhar é sem emoção, ainda não tenho fôlego para correr e, até então, eu não ia pedalar porque não era seguro.

A bicicleta é uma idéia maravilhosa, mas para a qual as cidades não estão adaptadas. Bom, pelo menos as que eu conheço. João Pessoa tem uma ciclovia muito boa na orla de Tambaú, que vai até o Cabo Branco, mas até chegar nelas, não há muitos caminhos. É disputar espaço com carros e com pedestres. Há outras ciclofaixas, mais tímidas, e ainda sem conexão entre si. Espero que isso mude em breve. Outro problema é a segurança. Uma pessoa sozinha andando de bicicleta por dentro de um bairro corre um sério risco de ser assaltada.

Na ciclovia da praia, me parece que tal risco é menor. Há mais gente, melhor iluminação uma "muralha" de carros estacionados entre a via dos ciclistas e a via dos automóveis... Só falta agora as pessoas que andam de patins e correm não o fazerem na ciclovia.

O projeto me convenceu. Eu poderia ir para um terminal, retirar uma bicicleta, pedalar um pouquinho, devolver a bicicleta e voltar para casa sem ter bicicleta roubada e com riscos bem menores de perder também a carteira. Entrei no site para checar os detalhes e fazer meu cadastro, descubro que é um projeto que já existe em outros lugares.

Além de João Pessoa, o Mobilicidade está no Rio de Janeiro, Blumenal, Recife, São Paulo, Taubaté, São José dos Campos e Guarulhos. E, com o meu cadastro daqui, eu posso alugar bicicletas em qualquer uma das cidades com ciclofaixa disponível¹. Vale salientar que os valores são diferentes. Enquanto a mensalidade em João Pessoa é R$ 15, no Rio custa R$ 20. As diárias nas duas cidades, no entanto, custam R$ 5.

Para saber mais sobre o Pedala João Pessoa, veja esta matéria do site da prefeitura.

O cadastro para a mensalidade é feito pelo site e para a diária, pode ser feito por celular. O pagamento, em qualquer um dos casos, é efetuado com cartão de crédito. Para mais informações, cadastro e tirar outras dúvidas, veja a página de João Pessoa no site do Mobilicidade.


Cada viagem com a bicicleta (que parece ser boa) deve durar, no máximo, uma hora. O usuário pode fazer quantas viagens de uma hora quiser, respeitando o intervalo de 15 minutos entre elas. Eu gostei da idéia e devo começar a pedalar em breve. =)

 
¹Nem todas as cidades possuem ciclofaixa, o Mobilicidade também possui sistema de estacionamento e pedágio.


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