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By Ferramentas Blog
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Projeto Mobilicidade

8 de set. de 2010

Saí para caminhar nesse fim de semana e passei por uma das estações do projeto Pedala João Pessoa. Preciso fazer algum exercício e ficar na esteira ou bicicleta ergométrica é muito chato. Caminhar é sem emoção, ainda não tenho fôlego para correr e, até então, eu não ia pedalar porque não era seguro.

A bicicleta é uma idéia maravilhosa, mas para a qual as cidades não estão adaptadas. Bom, pelo menos as que eu conheço. João Pessoa tem uma ciclovia muito boa na orla de Tambaú, que vai até o Cabo Branco, mas até chegar nelas, não há muitos caminhos. É disputar espaço com carros e com pedestres. Há outras ciclofaixas, mais tímidas, e ainda sem conexão entre si. Espero que isso mude em breve. Outro problema é a segurança. Uma pessoa sozinha andando de bicicleta por dentro de um bairro corre um sério risco de ser assaltada.

Na ciclovia da praia, me parece que tal risco é menor. Há mais gente, melhor iluminação uma "muralha" de carros estacionados entre a via dos ciclistas e a via dos automóveis... Só falta agora as pessoas que andam de patins e correm não o fazerem na ciclovia.

O projeto me convenceu. Eu poderia ir para um terminal, retirar uma bicicleta, pedalar um pouquinho, devolver a bicicleta e voltar para casa sem ter bicicleta roubada e com riscos bem menores de perder também a carteira. Entrei no site para checar os detalhes e fazer meu cadastro, descubro que é um projeto que já existe em outros lugares.

Além de João Pessoa, o Mobilicidade está no Rio de Janeiro, Blumenal, Recife, São Paulo, Taubaté, São José dos Campos e Guarulhos. E, com o meu cadastro daqui, eu posso alugar bicicletas em qualquer uma das cidades com ciclofaixa disponível¹. Vale salientar que os valores são diferentes. Enquanto a mensalidade em João Pessoa é R$ 15, no Rio custa R$ 20. As diárias nas duas cidades, no entanto, custam R$ 5.

Para saber mais sobre o Pedala João Pessoa, veja esta matéria do site da prefeitura.

O cadastro para a mensalidade é feito pelo site e para a diária, pode ser feito por celular. O pagamento, em qualquer um dos casos, é efetuado com cartão de crédito. Para mais informações, cadastro e tirar outras dúvidas, veja a página de João Pessoa no site do Mobilicidade.


Cada viagem com a bicicleta (que parece ser boa) deve durar, no máximo, uma hora. O usuário pode fazer quantas viagens de uma hora quiser, respeitando o intervalo de 15 minutos entre elas. Eu gostei da idéia e devo começar a pedalar em breve. =)

 
¹Nem todas as cidades possuem ciclofaixa, o Mobilicidade também possui sistema de estacionamento e pedágio.


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Rotina

25 de mar. de 2010

Há mais de duas semanas que não vou à academia, por motivos diversos. Isso não devia atrapalhar minha vida, talvez só um pouco. Só adiar a conquista de uma barriga mais apresentável, mas eu não sou coelhinha da Playboy, não é meu corpo que paga minhas contas, então podia viver com isso.

Acontece que a quebra desse padrão acabou alterando todos os outros. Meus horários de sono estão esquisitos, meus horários de fome estão esquisitos, até as reações do meu corpo estão esquisitas. Hoje eu perdi a hora de uma forma fenomenal. Coloquei dois despertadores para tocar e, não sei como, ambos falharam. Só que eu sempre tive essa coisa: se tenho algo importante para fazer pela manhã, eu acordo automaticamente uma hora antes desse horário, não importa o quanto eu tenha dormido na noite anterior. Na manhã do vestibular, na última fase, no último dia de prova... O despertador não tocou. Mas eu acordei na hora certa, simplesmente porque sabia o que tinha naquela manhã. E ainda bem, porque meus pais e irmão estavam viajando e, tipo, era eu e eu mesma. Não tinha nem o calor infernal das manhãs pessoenses, porque estava me aproveitando da vida mansa e dormindo no quarto dos meus pais, que tem ar-condicionado.

Aí agora minha cabeça me vem com essa. Sei que preciso retomar aquele hábito de vida saudável, academia e frutinha de lanche, porque aparentemente meu corpo se acostumou com isso de tal forma que quando é "mal-tratado" fica desorientado. Mas qual é? Ele devia me dar um desconto! Estava sofrendo de amor numa semana e arranquei um dente na outra. Eu até que merecia...

(Ok, não tem desculpa para ontem: passei a tarde vendo O Outro Lado da Meia-Noite com minha mãe no Telecine Cult, perdi a hora da academia e tive que usar o resto para estudar.)

Retomando minha rotina saudável e acabando com esse post-desabafo-meio-bobo em 3... 2... 1...


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Perdendo peso

12 de fev. de 2010

Passei pelo Frescurinha, descobri lá o MagraEmergente e achei esse TickerFactory. O que a autora do MagraEmergente usa é um ticket para perda de peso e resolvi usar o mesmo, só para me manter focada.

O post de hoje ia ser sobre e-Readers, mas já que passei a maior parte da semana falando de dormir bem, se exercitar e tudo mais, acho que posso fazer um post rapidinho sobre meus objetivos de perder peso.

Porque não é que eu esteja gooorda, gorda. É que não estou confortável. Tenho facilidade para engordar, a genética não ajuda e é aquela coisa: o corpo cria novas células adiposas, mas não as "descria". Quando emagrecemos, elas simplesmente desincham. Por isso engordamos novamente tão rápido. É mais rápido inchar do que desinchar e, uma vez que as bolsinhas de gordura já estão lá, não precisam ser criadas, voltar ao peso antigo é um pulo.

Aí eu resolvi que não queria sofrer com sobrepeso no futuro. E que não preciso dar chance a nenhum dos problemas relacionados com o peso existentes na parte pesada da família. E que, se eu já achei duas calças jeans que prestaram, após dois anos de busca, posso muito bem me manter dentro delas, bem como das outras coisas bonitas que tenho no armário. E resolvi que se um monte de gente consegue ter pouca celulite, barriga chapada e pele limpinha, por que não?

Além do mais, por mais que eu sofra na academia, tenho que admitir que depois eu me sinto melhor. Com mais disposição, menos dores, mais flexibilidade. E isso ajuda bastante.

Então não vou apenas manter o peso, vou tentar alcançar medidas mais, digamos, seguras. E reconsquistar a cintura que eu tinha há alguns anos. O post é única e exclusivamente porque, depois que eu coloco as coisas por escrito, acho mais fácil seguir com o planejado. Nem foi tão curto quanto eu gostaria, não foi lá muito interessante, mas ao menos trás boas dicas de blogs. =)


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Puxando ferro

10 de fev. de 2010

Aproveitando o ensejo, deixa eu falar bem de exercício físico! Não que eu goste, acho um saco! Mas é necessário. Quer dizer, eu até gosto...

Dia desses eu comentei que sentia falta do kung fu e da dança. E sinto mesmo. Mas eu não tenho nem tempo nem dinheiro pra pagar academia e uma atividade extra. Não estava evoluindo em nenhum dos dois, porque não tinha preparo físico o suficiente. E não basta correr, pular, fazer abdominais e mexer o quadril pra lá e pra cá. O que me faltava era força pra executar os movimentos. As pessoas vêem uma dançarina do ventre atravessando o palco fazendo um manquinho nas pontas dos pés, dobrando-se em duas num belo cambré, girando, girando e sorrindo como se isso não fosse nada e não se dão conta da força que está sendo empregada nos pés, pernas, coluna, abdomen e braços (pra não me extender muito).

Pra fazer isso tudo e ainda sorrir, sem se desmontar de dor e partir pros analgésicos depois, é necessário malhar. Nem vou falar de lutas! Mesmo se não for feita a prática de combate, é evidente que precisa ter força, nem que seja para a execução certa do movimento. Não se enganem, não é só força, é jeito e conhecimento também. Na época eu era capaz de me defender de alguém com o dobro do meu tamanho, se necessário.

Precisei parar com as aulas, até com o francês eu parei. Mas precisei começar a musculação. Não era mais para fazer piruetas, mas para manter o peso, fortalecer o corpo e corrigir a postura. De início, eu achava um saco, mas os resultados começaram a aparecer e vi que não era só o físico que estava melhorando, mas tudo, no melhor estilo "corpo são, mente sã".

Vi que para se manter numa atividade chata, algumas coisas tem que acontecer.
1. Não é algo a mais que você vai fazer. É parte da sua rotina tanto quanto comer ou fazer xixi.
2. É necessário ter um objetivo. Não adianta entrar na academia por entrar. Entre para perder/ganhar peso, corrigir a coluna, resolver aquela dor nas costas, fortalecer os punhos e parar de sofrer com as tendinites (meu objetivo do mês)...
3. Musculação é auxiliar. O melhor jeito de encarar é criando um cliclo. Acho melhor academias com aulas por isso. Você vai malhar para melhorar na dança/pilates/balance/jump, o que consequentemente ajuda na musculação. Um leva benefícios para o outro e todos trazem benefícios para você.
4. Passear no bosque não é exercício. Ou até é. Se você prestar atenção no que está fazendo, no ritmo, no tempo, se fizer com regularidade, se aumentar a intensidade com o passar do tempo, se fizer pelo menos umas 3 vezes por semana, 40 minutos cada vez. Se não, é só um passeio.
5. Separe o tempo para se exercitar, faça dele uma rotina fixa e todo o resto se arruma ao redor. Você mesmo vai ajustar seus compromissos desse jeito.

Eu recomendo esse texto, pra quem lê bem em inglês: 7 Exercise and Fitness Beliefs You Need to Overcome




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A Piscadela

27 de out. de 2009



Na academia há muitos seres estranhos. Na minha antiga tinha uma gordinha divertidíssima, da qual eu gostava muito, apesar de nunca ter trocado nem bom dia. Ela era uma pessoa bem feliz-com-a-vida-apesar-dos-50Kg-excedentes e não lembro de tê-la visto de cara fechada uma vez. A via era dançando vez por outra, no intervalo das séries. Corpitcho sarado nada, eu queria era aquele bom-humor daquela mulher!

Em qualquer academia há os tarados. Eles variam de idade, cor, credo, mas existem, estão lá e estão olhando para o seu bumbum enquanto você está na flexora.

Há também aquelas criaturas que só malham a parte superior do corpo (mais comum em homens) e as que só malham a parte inferior (mais comum entre mulheres) e fica aquela coisa tosca, que você olha não porque é bonito, mas porque é bizarro e, até se acostumar, é difícil desviar o olhar.

Junto dos tarados, sempre há as putas. Melhor mudar o verbete. Puta, pelo menos, cobra pelo que faz, é trabalho. Essas dão de graça e só faltam pagar pra ver se o homem pega. Na academia em que um amigo meu malha a uma biscate que rende histórias engraçadíssimas. Eu, honestamente, acho meio nojento, porque elas vão seminuas e ficam se esfregando nos aparelhos suados e carregados de possíveis vírus/fungos/bactérias de doenças de pele (já falei que tenho um sério pavor a doenças de pele?)

Mas a figura que eu ainda não tinha tomado conhecimento e que podia ser um rinoceronte histérico correndo ladeira abaixo que teria me atropelado todos os dias e ainda assim eu não ia notar - até o presente momento - é o cara da piscadela.

Ele não é um, é vários. E são os mais diferentes estilos. Cheguei hoje e me deparei com um cara que estudou inglês comigo a séculos. Dei aquele tchauzinho básico, com um sorriso não-sou-simpática-mas-também-não-sou-mal-educada e a retribuição foi um sorriso, uma piscadela e um tchauzinho. Tá. Tudo bem.

Seguem os minutos, faço meus exescícios e fico esperando a última máquina que me resta vagar. O cara se levanta. Pergunto, só para confirmar, se ele terminou (porque podia ser só um intervalo). Ele me diz que sim, com o dedão pra cima, um sorriso e... uma piscadela. Começo a me intrigar. Será que eles acham que são o Cool Jesus? Ou o Obama dizendo "You're the man" pro Lula?


Sessão de tortura chinesa Exercícios terminados, entrego minha ficha, cheia de marcações, para meu instrutor e, após uma breve conversa instrutor-aluna, despeço-me. E ele sorri, pisca e aponta para mim. Mais Cool Jesus impossível: até cabelo comprido e olho azul ele tem. Aí eu páro e olho ao redor. Vários marombeiros conversando entre os exercícios, alguns rindo, hora ou outra todos eles apontam e piscam.

Retrocedo um pouco no meu breve histórico de academias e lembro que sim, eles sempre sorriram, apontaram ou levantaram o dedão e piscaram. Antes que eu pisque e aponte para alguém, vou para um lugar são, aonde as pessoas sorriem, acenam e piscam, mas cada coisa na sua vez, não tudo-junto-misturado-agora-mesmo-e-de-novo-daqui-a-cinco-minutos.



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