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By Ferramentas Blog
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Live in 3... 2... 1...

14 de jul. de 2010

E o Excentricidades deve voltar à ativa com força total em breve! Mas eu mereço um descanso, ah mereço...

Deixa logo eu agradecer a todo mundo que deixou recado no twitter, ligou e/ou apareceu hoje na apresentação da minha monografia, também às pessoas que me ajudaram no processo todo (e ao orientador e à banca, claro)! Porque um trabalho, seja ele qual for, não é feito sozinho. Mesmo que a ajuda seja indireta, ela sempre é bem vinda!

A defesa da monografia foi ótima, eu gostei de fazer isso, apesar do nervosismo e tenho algumas coisas para ajustar no texto, depois eu coloco aqui o link para download. ;) Talvez disponibilize também a apresentação do powerpoint, que Iara me ajudou a montar e ficou belíssima!

Mais novidades: ganhei um beagle, coisa mais fofa desse mundo (já tinha mencionado que iria ganhar), acabei de tirar algumas fotos dele e depois passo para o computador. Provavlemente vai se chamar Sheldon (foi mal, Tatah).

Guga, Anand, Iara, Elô, Rodrigo (s), Rubles, Rah, Vania, Mousinho, Neta, Dinarte, Allana, Chris, Romina, Deny, Dani (s), Audaci, Daslei, Manassés, Rafa, João, Thais, Dimitri, Cabelo, Josey, Adriana... Enfim! Um beijo pra minha mãe, um beijo pro meu pai e um beijo pra vocês! (Se o nome de alguém não constar na lista, não me apedrejem, eu estou morrendo de sono.)

Com o meu 10 devidamente alcançado, eu vou dormir, que estou precisando nesse momento...

“How do I feel by the end of the day
(Are you sad because you're on your own)
No, I get by with a little help from my friends”
The Beatles


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Em suspenso... #FimDePeríodoUFPB

4 de jun. de 2010

Eu me dediquei a reduzir meu curso de Jornalismo de 9 para 8 períodos e consegui. Quis abreviar o curso diversas vezes, pagando cadeiras de dois períodos ao mesmo tempo, e só não consegui por questões burocráticas. Durante esse tempo todo, mantive um CRE acima de 9.

Não acho que seja hora de colocar tudo em risco. Não é hora de perder um período para entregar uma monografia no início do próximo e prejudicar minha média, minhas férias e minha auto-confiança. Falta pouco tempo para eu me formar e, então, fazer o que eu quiser da minha vida. Inclusive levar três mil blogs adiante...

No mais, vocês devem continuar me vendo continuamente no Fernandices, principalmente com reblogagens, e quinzenalmente no Editor Vilão. Tenho planos de contribuir também com o Diva Genérica num futuro próximo, então fiquem de olho. =) O 16 Milímetros está se recuperando a passos lentos, devo escrever nele assim que tiver cabeça para falar de Robin Hood. O filme foi muito bom! (Valeu, Cabelo! Só tem vc!)

Ah, claro! Volto aqui em breve para anunciar o resultado do sorteio! E já estou pensando na promoção de um ano de Excentricidades! 

Pois é... Se até Leônidas concorda, quem sou eu para contestar? Vou voltar ao trabalho, que com esses espartanos não se brinca. Se eu não entregar a monografia a tempo, vou sonhar com 10 mil gregos livres em guerra contra minha displicência. Hehehe!


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The Spirit - O Filme

4 de jan. de 2010

Frank Miller trabalhou, no início dos anos 1990, com roteiros de cinema e se desiludiu logo com o meio, decretando que toda e qualquer adaptação de seus quadrinhos estava terminantemente proibida (a dramaticidade fica por minha conta).

Aí, nos anos 2000, ele mudou de ideia, resolveu que podia fazer um teste, mas ficou ali, do ladinho, na produção de Sin City - A Cidade do Pecado. E foi bom. E então ele co-dirigiu 300. E aí imagino que ele tenha se empolgado e, em 2008, roteirizou e dirigiu The Spirit, baseado nos quadrinhos de Will Eisner, que eu gostaria muito de ter lido, mas fiquei só nos pedaços utilizados no livro Comics & Sequential Art, do mesmo autor.

E pode ser que eu esteja dizendo isso porque faz tempo que não assisto um filme baseado em quadrinhos (300 não conta mais), mas é o filme mais "quadrinho animado" que já vi, especialmente na cena em que Spirit corre pelos topos dos prédios de Central City.

A fotografia também me lembrou muito de Sin City. O preto e o branco brilhante, o destaque para o vermelho, ainda que, ao longo do filme, as cenas em preto e branco se misturem com cenas coloridas (com cores "desbotadas") e em sépia, quando mostra a parte feliz da infância de dois dos personagens.


É impossível não comparar The Spirit com Sin City, porque, se não me engano, os quadrinhos de Will Eisner inspiraram Frank Miller em sua criação. (Preguiça de abrir um site e dizer com exatidão é triste, mas na hora em que o fizer, vai ser pra voltar pra mono e não vou ter a coragem de "desperdiçar tempo" no blog.) Na hora em que o personagem principal começou a falar, um nome piscou na minha cabeça: Hartingan. Na fisionomia, os dois não tem nada a ver. Mas o discurso de protetor da cidade e da paixão pelo lugar, mesmo sendo perigoso, corrupto e cruel, me fizeram ligar um personagem a outro.

E eu sou muito suspeita pra falar de Spirit sem babar. Primeiro, porque já gostava dele no pouco que conheci dos quadrinhos. Supostamente bonito, definitivamente inteligente, bem-humorado e aparentemente sedutor (os trechos contidos no livro de Eisner não mostram muito esse lado, mas já dava para deduzir). Aí ele aparece com todas essas qualidades, definitivamente bonito e usando roupa social e uma gravata! Nos quadrinhos a vestimenta não teve tanto impacto, mas no filme... Até eu faria feito Ellen (Sarah Paulson) e esqueceria a canalhice dele!

Menos babação e mais filme, né? A história já começa com a ação acontecendo, mostrando os personagens como se já os conhecêssemos (fan movie?), ainda que, mais pra frente, cada um deles vá ser explicado. Já que ainda estamos falando de personagens, tem um deles que achei muito mal-explorado: Plaster of Paris, interpretada por Paz Vega. Tá, tudo bem, ela salva o herói (SPOILER!). Mas me parecia alguém muito interessante pra só aparecer por... O quê? Uns 8 minutos? E olhe que ela está na capa do filme, hein!


Enfim, Spirit (Gabriel Match) é o vingador mascarado de Central City e trabalha junto com a polícia. Até que seu nêmesis, Octopus (Samuel L. Jackson), passa a interferir em tudo. O detetive acha que Spirit deve deixar o supervilão de lado, mas, como todo bom heroi, Spirit é incapaz de ignorá-lo. Afinal, Octopus é que é a raiz de todos os problemas, junto com sua parceira, Silken Floss (Scarlet Johansson, no único papel em que não a achei linda) e suas criaturas desengonçadas e burras (Pathos, Egos, Logos, Adyos etc. etc. etc., interpretados por Louis Lombardi).

Claro que o grandalhão superforte com aversão a ovos, que o enfrenta logo no início do filme, não é a única preocupação de Spirit. Ele também precisa encarar a sedutora e gananciosa Sand Saref (Eva Mendes), com a qual tem uma relação bastante conturbada: a primeira grande paixão, mal curada e jamais esquecida, está de bom tamanho para você? Ela ainda não representa grande ameaça, mas o filme deixa isso no ar.

Octopus é mal, mas também ridículo. Tem um "fetiche" por fantasias (cada cena em seu covil tem um cenário esdrúxulo diferente, como uma decoração de academia de artes marciais japonesas num momento e templo nazista em outro), um sério problema com ovos e tendências a cientista maluco. Por mais que ameace, eu não acho que ele tenha a real intenção de destruir Spirit, parece que se diverte demais enfrentando-o.

O vilão é o responsável pelo crime que inicia o filme, ainda que Spirit acredite ser culpa de Lorelei Rox (Jaime King), o anjo da morte (mais uma coisa que gostaria de conhecer mais a respeito da história). Ao enfrentá-lo, o heroi vê que não é uma simples onda de assassinatos de policiais o que está acontecendo. Octopus está atrás de algo, tem outra pessoa envolvida, e, como protetor da cidade, está nas mãos deles impedir que o pior aconteça.

Como eu estava com sono, não achei a história empolgante de início e, comparada com Sin City, a segunda é melhor. Ainda assim, eu fui acordando e me envolvendo com a história, me deixando levar pela sedução de Spirit e gostando cada vez mais de Sand (ela é uma vilã bem interessante...). Valeu o preço da locação. E vou assistir novamente com minha mãe.


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AUTHORITY: Sob Nova Direção

26 de dez. de 2009

Então eu resolvi manter um elo entre o Natal de 2008 e o deste ano. Havia dado a primeira edição de AUTHORITY para o namorado e, tendo sido aprovado por nós dois, resolvi dar a segunda edição este ano, acompanhada de Na Prisão, de Kazuichi Hanawa.

Gostei muito do primeiro, mas achei o segundo ainda melhor. Como é dito na introdução, os super-humanos do AUTHORITY não são quaisquer supers. Podem, sim, ser classificados como heróis (pelo menos por mim), mas não estão sob a autoridade de nenhuma nação (exceto, talvez, a Jenny Sparks, o Espírito do Século XX, mas acho que é menos subserviência e mais paixão pela Inglaterra), como está o Super-Homem, por exemplo. Sim, ele está! E eu não gosto muito dele, então nem vou discutir o assunto.

Ou melhor, vou: pra quem não sabe, minha monografia consiste na comparação de 300 de Esparta nos dispositivos quadrinhos e cinema. Para isso, lógico, óbvio e evidente, eu fui estudar a história dos quadrinhos (depois linko aqui os artigos que podem ser úteis, estou postando do e-mail). E o Tio Sam convocou não só os heróis americanos para a Segunda Guerra Mundial, mas também os super-heróis. E, se as cores de seus uniformes já estampavam antes a bandeira americana, agora o comportamento é mais "For America! For Freedom"* do que nunca. Aí, depois da guerra, apareceu um psicólogo que lançou um livro dizendo que quadrinhos eram maus, subvertiam as crianças e as transformavam em criminosas violentas. A maioria dos heróis, que eram muuuuuitos durante a Guerra, desapareceu. Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha foram alguns dos poucos sobreviventes. Mais tarde, alguns foram renascendo. Mas o texto é sobre os supers de Warren Ellis & cia, não dos heróis padrão que você conhece.

Jenny Sparks, fumante inveterada, sempre com sua camiseta estampada com a bandeira inglesa, comanda seus companheiros, "habitantes" da Balsa, uma nave do tamanho de uma cidade, abastecida por um universo bebê, que transita no limite da realidade. Ela é, aparentemente, um organismo vivo e está dentro e fora da Terra podendo, portanto, abrir uma porta para qualquer lugar. Isso possibilita que o AUTHORITY salve qualquer país de qualquer ataque. Os poderes dos heróis também são utilizados de forma pouco comum, ainda que boa parte deles seja recorrente em outros gibis mundo afora.

Jenny tem o poder do séc. XX: a eletricidade. Além de todo o conhecimento acumulado desde 1900.

Apolo é praticamente um deus-sol. Usando a energia do astro-rei para se abastecer, é um dos mais fortes da trupe. Faz todas aquelas coisas que queremos que um herói faça: voa, explode coisas, tem super força... E, aparentemente, não morre. Basta deixá-lo exposto ao sol que ele se regenera!

Meia-noite compartilha a super-força do companheiro (em todas as acepções da palavra), além de se mover nas sombras. Praticamente um Batman, né? Só que o Robin dele é muito mais poderoso. ;)

Temos também o Deus das Cidades, que pode se mover entre todas as grandes cidades e se comunicar com elas. Tipo, o vilão tá destruindo Roma e ele está em Nova Iorque? Num piscar de olhos ele está na Itália e já convenceu o chão romano que era uma boa idéia engolir o cara.

Swift não mostrou as garras em combate nesta edição, mas seu principal poder é voar. Ela possui asas gigantescas, é bastante forte (já que fica carregando o povo pelos ares) e não pense que "saber voar" se aplica só a si própria. A coisa anda pelos ares? Então ela sabe pilotar.

A Engenheira trocou seu sangue por um metal-líquido-orgânico-muito-

louco, tem todas as informações que precisa sobre qualquer máquina, pode se transformar numa ela própria (aliás, passa a maior parte do tempo em seu formato metálico, combatendo o crime nua por aí) e, se ela não aprendeu sobre a máquina em questão ainda, pode fazer o download das informações necessárias num instante.

Para finalizar (ufa!), temos Doutor, o Xamã. Ele tem conhecimento de todos os xamãs que existiram antes dele (ou seja, desde o início da raça humana), se transporta para um mundo de sonhos e para um mundo espiritual, aonde conversa com seus antecessores, faz um monte de perguntas e adquire as informações necessárias. Tem episódios em que ele é só guia espiritual, em outros, ele é bastante útil, como quando troca uma porta de segurança máxima pelo ar puro das montanhas ou os ossos do seu oponente por elásticos de cuequinhas Calvin Klein.

Sob Nova Direção
Em Sob Nova Direção, o Doutor é que descobre como salvar o mundo. Ou melhor, do quê salvar o mundo. A Terra não é dos humanos. Nós apenas a herdamos, o dono é outro, está voltando e não está feliz. Uma forma alienígena criou o planetinha para ser perfeito para ele. Era um pouco mais próximo do Sol do que o é atualmente, a configuração da atmosfera era outra... Mas resolveu deixar o conforto do lar e vagar pelo universo, pra ver se fazia uma casa de praia por aí. Ao voltar das férias, descobre seu planeta fora do lugar, com um satélite e uma infestação de 6 bilhões de habitantes mexendo em tudo. Então deus resolve que vai colocar ordem na casa e "desterraplanar" a Terra, pra poder voltar a viver nela confortavelmente.

***Spoiler Alert***
A história se passa nos últimos dias de 1999. A líder do grupo é o Espírito do Século XX, prestes a terminar. Eles precisam derrotar Deus antes que a srta. eletricidade durona encontre seu fim. E agora?!

Natividade
No mesmo volume de Sob Nova Direção está Natividade. Vou começar metendo o pau: não gostei do desenho! Nas outras histórias achei muito mais legal. Nesta, está todo mundo bicudo. Também não vi grandes expressões faciais. Eu esqueci de olhar quem era o desenhista, então fico devendo essa.

Agora vamos falar bem. Gostei deveras da história. Primeiro porque os heróis mostram a que vieram. Mostram que não vão baixar a cabeça pra governo americano, japonês ou de onde quer que seja. Mostram também que não estão ali só para combater super-vilões nonsense e ameaças alienígenas. Se é pra proteger o mundo de invasões bizarras, que seja um mundo que valha a pena defender. Portanto, eles acharam por bem acabar com a ditadura corrupta de um país na Ásia, cujo governo estava exterminando parte da população.

***Spoiler Alert***
Segundo, gostei porque, como o próprio nome indica, é a edição de nascimento do Espírito do Século XXI, codinome Jenny Quantum. É claro que, morrendo a Sparks, junto com o séc. XX, seu espírito iria reencarnar, mais poderoso do que nunca.

Eu vou fechar a matraca agora, porque se não o fizer, conto a história toda, aí ninguém vai querer ler o gibi! E ele é muito bom, vale a pena!

* "For Sparta! For Freedom!" Leônidas em 300. Livro ou filme, a frase está lá.


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