Nesses dias de tpm eu fico mais cismada com essas coisas, afinal a cólica no fim do caminho é o pavor da minha vida. A menstruação até que dá pra encarar numa boa. Mas a dor que a precede...
E a dor tem sido menor a cada mês. Então imagino que algo de certo eu estou fazendo. Por exemplo, me deixar levar pelo meu sono. Nada de acompanhar ninguém pela madrugada, a cama é minha melhor amiga nessas horas. Ceder à tentação de doce também ajuda. Tenho substituído os chocolates e afins por sucrilhos ou frutas com mel (às vezes uma colher de mel puro, mas pelo menos é um alimento saudável, né?). Ainda não resolvi a ânsia por comida salgada, mas chego lá um dia...
Aí, como eu venho chiando nos últimos posts, eu estive à beira de uma gripe. Quem me conhece sabe - ou devia saber - como fico insuportável quando tô doente. Já não me considero figurinha fácil no estado normal, apesar das minhas amigas discordarem (amo vocês! =D =*). Deve ter algo a ver com elas não pisarem no meu calo com frequência e eu gostar delas e achar que são pessoas com algo a acrescentar, então a patada é mais leve...
Mas enfim. Beirando uma gripe e coloco a culpa no jogador das madrugadas. Não que ele tenha infligido a doença de propósito, eu é que só notei o caso quando já não tinha mais prevenção, só remédio. É como uma médica disse uma vez: "Não existe isso de início ou final de resfriado. Ou se está ou não se está doente. A intensidade da doença é que pode variar." Ou seja, esqueçam esse mimimi de "beirando gripe". Eu gripei mesmo, mas ela não me derrubou.
A questão é porquê ela é um tsunami para alguns e uma marola para outros.
Primeiro, eu só adoeço na TPM. Eu falo tanto dela aqui, e tão mal, que devem estar achando que ela só causa mal-humor. Vejo o mal-humor como decorrência do resto. Nesse caso específico, a imunidade baixa. Aí eu viro prato fácil pra vírus e bactérias dançando por aí.
Vou me comparar a quem me "passou" o vírus (eu é que fui buscar, mas deixa quieto). Ambos fazemos exercícios e procuramos uma alimentação minimamente saudável. Eu invisto mais na salada e dispenso as pizzas de fim de semana. Não dispenso um café da manhã de modo algum! Sou mais - digamos - corpulenta (quem disser "gorda" apanha! eu sei kung fu!). E respeito meus horários de sono. Mesmo há alguns meses, quando ainda não trocava pizzas por filés com brócolis, eu ainda dormia de noite e acordava de manhã. E antes disso, quando dormia de madrugada e acordava de tarde, nenhuma virose era páreo para mim! Eu pegava todas! Não deixava escapar uma que fosse.
Aí, apoiada pelos diversos profissionais da saúde que me cercam, eu afirmo que dormir durante a noite tem a ver com a imunidade sim e tem gente que não acredita! Que acha que basta dormir o suficiente em qualquer horário e está bom. Acontece que a gente tem um tal de relógio biológico (vou chamar assim...) cuja função não é dizer que está na hora de ter um bebê. Bom, é também, afinal a espécie precisa continuar e blábláblá. Mas isso não importa. O que importa é que o organismo sabe quando é dia e quando é noite e só libera certos hormônios durante a noite, quando estamos dormindo. Certos processos de reparação, de fortalecimento da imunidade e também de memória, não funcionam quando a gente tá acordado na frente do computador/TV/livro/na balada, sabe?
Então é necessário não apenas dormir bem como dormir na hora certa. Você não precisa acreditar em mim. Pode fazer uma pesquisa no google, em sites de imunologia, perguntar ao seu médico... E sabe de uma? Além de dormir, beba bastante água. Não apenas vai melhorar a situação de uma TPM (a mulher que não sabe da culpa da retenção de líquido na parada, levanta a mão), mas de uma doença também. Quer dizer, não a da doença, mas a do seu organismo de combater a doença.
Sleeping Beauty
Postado por Fernanda Eggers às 11:46 0 comentários
Marcadores: aconteceu_mesmo, fikdik, mimimi, saúde, TPM
Sunday Bloody Sunday*
Pé de cachimbo
O cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo!
Tô nem aí se essa versão é errada ou diferente da sua, é a que eu cantava quando criança. E este é bem um domingo de fim do mundo mesmo. Acho que é isso que acontece depois de uma festa boa em plena época de carnaval.
Siiiim, porque eu fui numa festa boa ontem! Quem disse alguma vez que casamento em churrascaria era brega, vai ter que engolir a língua com pimenta, que é pra arder bastante. A decoração estava linda, a comida estava ótima (tem como errar com um churrasco mal-passado?!) e a lembrancinha, muito fofa! (Um móbile de tsurus pra cada convidado.)
Aí eu acordo numa manhã de domingo pré-tepeêmica, beirando um resfriado, com o BF doente, as Virgens de Tambaú se preparando pra descer a Epitácio Pessoa e todas as casas ao redor tocando músicas ruins. No replay. Pra melhorar, só faltava mesmo eu ter a minha primeira ressaca.
Então que este dia faça o favor de se implodir.
*Sim. Este título de música tem a ver com o dia. Eu odeio as músicas famosas do U2. Podem jogar as pedras.
Este é mais um #postdesabafo, trazido para você pela Eggers&CO.
Sunday Bloody Sunday*
Postado por Fernanda Eggers às 17:40 0 comentários
Marcadores: aconteceu_mesmo, cotidiano, infância, mimimi, rapidinha, TPM, WTF?
BTW
By the way, o caos psicológico do último post era tpm mesmo. Felizmente. Já basta o resto de depressimo/paranóico/mal-humorado crônico.
Claro que encontrar com meu orientador super-gente-boa hoje de manhã deu um up na minha vida! O cara é a pessoa mais alto astral que já conheci, dá prazer trabalhar com alguém assim. Mais uma coisa pra eu aprender, além de cinema, literatura, narratologia e afins (ó, ao menos o agradecimendo da mono tá pronto).
Falando em agradecimentos, jamais posso esquecer de B.O.B.
E vamos que vamos!
BTW
Postado por Fernanda Eggers às 20:53 0 comentários
Desabafo
O post de hoje nada tem de interessante. Estou de tpm. Ponto.
Acontece que minha tpm está tirando uma com a minha cara. Só pode. Porque eu nunca me senti um lixo tão lixo (e olhe que me sentir um lixo meio que faz parte da minha personalidade) na minha vida. Não me lembro de ter estado tão deprimida ou de ter achado tão difícil me animar. E não, eu não tenho motivo algum para ficar deprimida. E também não estou - ou não deveria estar - de cabeça vazia. Quem tá tentando escrever uma monografia, tem trocentos feeds pra ler por dia, tá tentando aprender violão e tem joguinhos para jogar nos quase inexistentes momentos livres não está de cabeça vazia. Sem contar com as pessoas ao redor, interações sociais também ajudam a preencher um pouco o tempo.
E, no entanto, até meus pensamentos de querer morrer voltaram (sim - eu passei parte da minha infância e parte da minha adolescência achando que o mundo seria um lugar melhor sem mim). Não são pensamentos suicidas. Eu não quero me matar. Nem de uma vez nem aos pouquinhos. Eu fantasio sobre mortes absurdas ou inesperadas, como ser acertada por um tijolo vindo do alto de uma construção ou escorregando e batendo a cabeça ou simplesmente não acordando. Sendo vítima de uma bala perdida (oi? em João Pessoa? Sério?) que me acertaria de um jeito fatal. O médico depois diria "Sinto muito, ela não teve chances. Ela nem ao menos sentiu o tiro. Foi imediato." Se bem que eu desconfio desse discurso. Acho que é falso e que o médico só diz isso pra aliviar a família/os amigos da vítima.
Surpreendo-me que estou escrevendo esse texto, principalmente se estiver saindo de uma forma coerente, porque eu não vou revisar.
Confesso que morro de medo de ter uma depressão de verdade. Dessas de distúrbio químico no cérebro, dificuldade em produzir ou assimilar aqueles hormônios que dão a sensação de felicidade... Os fatos de estar com dificuldade pra encontrar prazer nas coisas que normalmente me dão prazer, de encontrar motivação pra fazer as coisas que quero e as coisas que preciso fazer e a facilidade com que meus olhos se enchem de lágrimas sem motivo algum me assustam de verdade. Eu fico em pânico, com medo de, de repente, ter dado um estalo na caixola e ter revirado tudo lá dentro e eu estar doente. Também me aterroriza eu estar tão fora de controle, com vontades repentinas de chorar por nada.
Estou escrevendo uma besteirada dessas porque não consigo conversar com ninguém. Isso me tira o chão.
Mas eu estou de tpm, mais dia, menos dia a menstruação desce e essa situação imobilizante e assustadora vai passar. Vai ter que passar! Porque se não passar, todo o resto vai por água abaixo e aí eu realmente vou perder a noção de sentido na vida. E o que é que se faz com uma vida sem sentido, sem objetivos?
Desabafo
Postado por Fernanda Eggers às 21:27 2 comentários
Perfect Moment for Suicide
Tá, eu não gostei do final, mas dá um desconto. Não estou tão mal assim, as cólicas já deixaram de ser excruciantes, estão só beirando o insuportável e eu não desejei matar ninguém. Neste mês (hehehe!). Mas estou de TPM (PMS, em inglês - explicando o título e as fotos) e com o raciocínio ligeiramente prejudicado.
Em breve
Agora eu vou dormir, que o remédio que tomei realmente dá sono e eu fico meio lesa e sem noção de espaço, então dirigir está fora de cogitação. Se o mundo não for capaz de esperar, azar o dele, que eu é que não arriscarei o meu lindo
Perfect Moment for Suicide
Postado por Fernanda Eggers às 14:13 2 comentários

