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By Ferramentas Blog
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Xixi na Xícara

15 de jun. de 2010

Com X se escreve xícara
Com X se escreve xixi
Não faças xixi na xícara...
O que irão dizer de ti?!

A quadrinha acima é de Mário Quintana e está no livro Batalhão das Letras, que meu irmão ganhou do meu pai quando estava aprendendo a ler e virou minha paixão. Cada letrinha tinha um versinho, mas eu bolava de rir com o X toda vez e nunca mais esqueci! Entendam: eu conheço esse versinho há 14 anos... Para alguém cuja memória é inferior à de um peixinho dourado, é muito eu ter guardado a quadrinha por tanto tempo!

Postei isso só para alegrar a terça-feira de vocês e lembrar que sempre dá para ser um pouquinho criança... Nem que seja apenas pelos minutos (será isso tudo?) que levaram para ler este post. Até breve!


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Ausência

2 de mai. de 2010

Chegou em casa tarde naquela noite. Tirou os desconfortáveis sapatos antes mesmo de fechar a porta, apoiando-se na maçaneta. Deixou-os na sala, amanhã guardaria, e seguiu para o quarto com passos leves e rápidos pelo chão frio.

Ele estava sentado diante do computador e a recepcionou com seus grandes olhos e um sorriso carinhoso, que ela recebeu com alívio depois do dia que tivera.

Disse-lhe que tomaria um banho rápido, depois iriam para a cama e assim o fez. Voltou para o quarto relaxada após a ducha quente e deitou-se ao lado dele. Deixou que o peito macio aquecesse suas costas, confortou-se com o braço que passava pela cintura e, sentindo que estava em casa, inspirou fundo o aroma amadeirado que ele exalava e que tomava todo o ambiente.

Inspirou até que não sentiu mais. O quarto esfriou. O peso do braço era imperceptível. Nas suas costas, só o vento gelado. Não havia vincos nas cobertas ou o peso da cabeça dele no travesseiro. No ar, nada do aroma reconfortante, só o cheio asséptico do lustra-móveis. Ele esvanecera, tal qual fumaça.

*Imagem por Meaghan Thomas, no Flickr


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Weird Dreams

3 de nov. de 2009

Isso de dormir de tarde nunca dá certo. Não sei se é o calor ou é o fato de estar estudando. A casa aonde eu estava é recorrente. E não é ruim.

Sempre sonho com uma linda casa numa praia paradisíaca (que nem é tão difícil assim de achar aqui, é só ir um pouco mais pro norte ou pro sul, atrás de uma praia vazia). A casa tem 3 andares, 5 suítes fantásticas, um belo jardim, um terraço num dos andares superiores, piscina, salona, cozinha grande... Deu pra sentir o drama, né? E o quanto eu gostaria de realmente estar lá?


Kinda like that... But nicer. And whiter. ^^

O estranho desse sonho foi Tofu. Sim, meu lindo gatinho. Que, no sonho, era fêmea. E estava grávida, só que a gente só descobria quando ela dava à luz há uma dúzia de filhotes. Dentre eles, dois cães, um beagle e um chiuaua (me corrijam se o nome estiver errado). Dos gatos, nasceu até um persa. E, tipo, tudo super fazia sentido e eu ia ficar com o beagle, o persa e ia doar os outros bichinhos.


É, o sonho retratado por Salvador Dali faz menos sentido que o meu. (Read about it)

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Thyra II

6 de set. de 2009

Parte I

A primeira coisa que quero saber é como o gato se comunica comigo. Provavelmente há alguém por trás. Quando o indago a respeito, ele diz que não. Não há magos, ilusionistas ou qualquer coisa do gênero. A voz vem dele.


Mas como?


Com essa pergunta, o gato começa a explicar algumas coisas:


  "Eu era um scout estava trabalhando para uma feiticeira, mas me recusei a completar seu último pedido. Ela não ficou satisfeita e me amaldiçoou. Há cinco anos eu procuro alguém que possa me ajudar. Você foi a primeira pessoa com quem consegui me comunicar."


  "E como espera que eu te ajude?"


  "Você precisa achar algum mago forte que possa desfazer o feitiço. Ou convencer a feiticeira a fazê-lo. Eu posso pagar. Além disso, sua habilidade com as flechas podem vir a calhar."


  "Como você vai me pagar? Você é um gato. Não vejo como pode ter carregado qualquer coisa com você."


  "Tenho uma quantia em dinheiro escondida. Você vai me ajudar?"


  "Vou."


Eu não via outra alternativa. Em primeiro lugar, não queria um animal me senguindo. Depois, achei que ele merecia retornar à sua forma original, mesmo não sabendo exatamente quem ele era ou quem era a feiticeira. Mas imaginei que alguém que transforma os outros em animais apenas por não satisfazer um de seus caprichos não devia ser a peça boa da história.


O gato saiu pela janela e voltou em instantes, com uma pequena bolsa na boca, contendo 60 peças de ouro, um plano inicial e uma recomendação:


  "Nesta mesma estalagem há uma outra mulher que talvez possa te ajudar. Diz ela ser uma ladra. O quarto dela é o segundo à direita. Há um mago em uma cidade próxima, talvez ele possa me ajudar. Fale com a mulher e proponha pagá-la para que te acompanhe."

Ainda era manhã, mas o sol estava alto. Imaginando que a tal ladra estaria acordada, bati na porta do seu quarto. Do outro lado, ouço resmungos e grunhidos de quem estava dormindo e um "quem é" mal-humorado. Identifico-me e falo que tenho uma proposta para ela. Ela abre a porta, sonolenta, com olheiras embaixo dos olhos negros e o cabelo, também preto, emaranhado. Conto-lhe que preciso procurar um mago em outra cidade e estou disposta a pagá-la para me acompanhar.

  "Quanto?"

  "10 peças de ouro." (O gato me sugere o valor.)

  "20."

 "15." (Ouço o gato me dizer que lhe dê 15 e não mais do que isso.)

Ela estende a mão e lhe dou 8 peças de ouro, explicando-lhe que, quando alcançarmos nosso objetivo, pagarei o resto. A mulher pede para que eu a espere no salão da taverna. Arrumo minhas coisas e a espero numa mesa, aonde ela senta e come antes de partir-mos. Conversamos enquanto ela come, e ela identifica-se e fala com bom-humor, diferente de quando a encontrei na porta de seu quarto.

 "Sou Eris Fastlane." - diz a ladra de cabelos pretos comendo animadamente. Ela se encanta com o gato preto que me segue e faz-lhe firulas, chamando-o de Fofis. Imagino que o scout dentro daquele monte de pêlos não fique muito satisfeito com isso, mas, como não me diz nada, deixo-a pensar que é apenas meu animal de estimação.

Compramos casacos grossos, comida e partimos em viagem pelo litoral gélidode Lamórdia, com o gato dentro de uma bolsa para que não sinta frio e não tenha dificuldade em acompanhar nossos passos. Não contei a Eris sobre o gato ou o motivo pelo qual procurávamos um mago, mas ela pareceu não se importar. Conversava animadamente e falava de sua vida. De repente, me tinha como melhor amiga. Também, não é todo dia que se encontra outra mulher com uma arma na mão se aventurando pelo mundo.

Continua...


******
Dando prosseguimento à história.
Em Earthdawn, todo mundo é herói - ou quer ser. E imagina se algum hero-to-be deixaria um pedido de ajuda de lado? A ladra em questão também busca reconhecimento como heroína (e, claro, fazer fortuna).
Sem imagens desta vez. Fiquei com preguiça de procurar e mais ainda de dar aquela editada básica para ver se ficava parecido com o que imagino. (Nota: preciso aprender a desenhar ASAP!)



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Acidente (?)

13 de ago. de 2009

O carro vinha em alta velocidade pela rodovia. Ele havia cruzado um longo e absolutamente desnecessário caminho. Estava levemente embreagado. Não viu a curva. Não pisou no freio. Capotou.

O veículo rodou quatro vezes até bater num poste. O motorista, desacordado. Na madrugada vazia, de repente, surgem espectadores, cada vez em maior número, se amontoando em volta da lataria amassada. O eixo principal já era. Os comentários aumentam. Ninguém viu o ocorrido, mas todos têm um pitaco.

Alguém pensa em descobrir que é o jovem incauto. Mexe na carteira e no celular. Liga para o número registrado em "Casa". Avisa do acidente. Outro alguém chama uma ambulância. "É 911?" "Não, demente! Você tá vendo seriado americano demais! Liga pro 190."

A ambulância chega, o familiar chega, o motorista não abriu os olhos. Há um corte na cabeça, a pulsação está fraca, o sangue escorre profusamente do corte. Pede transplante! Qual tipo de sangue? Manda O+ e tá tudo certo! Mas e se ele for negativo?

O coração arrítmico não aguenta. O corpo anêmico não aguenta. O jovem falece a caminho do hospital.



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Exercendo meu "super-poder"

6 de ago. de 2009

Porque, aparentemente, não há nada que eu faça melhor (ou com mais frequencia) do que criar blogs. Já tive blog para contar história, para entreter e informar, blogs conjuntos e pessoais. Mas eu nunca tive um blog pessoal para contar histórias, coisa que sempre gostei de fazer.

Sempre gostei muito -MUITO - de falar. Com 6 meses eu já estava tentando engatar conversas com as pessoas no aeroporto quando vinha visitar minha avó. E as tentativas, segundo minha mãe, eram bem sucedidas. Mas (né?) nunca se sabe. Eu não lembro. Mas dizem meus pais que desde muito nova eu já falava pelos cotovelos.

Aí, eu lendo um livro, me deparo com a frase "ser jornalista é, antes de tudo, ser um contador de histórias". Nem sei mais em que livro foi, mas o autor era, provavelmente, um jornalista. Livros de jornalistas sempre me fascinaram e eu queria ser assim quando crescesse. Aí inventei essa de "vou fazer jornalismo". E até ouvi a tal frase de um professor (achando que tava abafando, mas já não era mais furo, era embalagem de peixe) no início do curso, mas eu não vejo muito isso do contador de histórias no jornal.

As notícias não tem cor, não fogem da forma padrão em que todos os fatos são encaixados e moldados para depois saírem no jornal. Muitas vezes nem dá para saber se foi escrito por Fulano ou Beltrano. O texto de um é igual ao de outro mesmo...

Claro que há jornalistas que têm seu diferencial. Mas não é o que aprendemos no curso. Lá, aprendemos a pirâmide invertida, o lead e a padronização. And stick to it! Os professores até gostam de pegar o texto de um aluno ousado que foge do padrão e dá um acabamento mais elaborado, mais literário para uma matéria, mas acho que muitos deles partem do pressuposto de que ninguém sabe escrever ao adentrar a universidade (e, se depender de muitas delas, sai do curso tão analfabeto funcional quanto entrou).

Então esse blog é para contar histórias. Tentar extrair algo de bom, interessante e quem sabe um pouco mágico das chatices cotidianas. É um blog pra ver se eu volto a escrever! É também um lugar para trazer umas coisas menos cotidianas e mais mágicas, porque faz tempo que não escrevo um conto, por exemplo. E continua sendo um canto para praticar alguma forma de jornalismo, porque se formos pensar direitinho os bardos da Idade Média exerciam esse papel, não?



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