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By Ferramentas Blog
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Xixi na Xícara

15 de jun. de 2010

Com X se escreve xícara
Com X se escreve xixi
Não faças xixi na xícara...
O que irão dizer de ti?!

A quadrinha acima é de Mário Quintana e está no livro Batalhão das Letras, que meu irmão ganhou do meu pai quando estava aprendendo a ler e virou minha paixão. Cada letrinha tinha um versinho, mas eu bolava de rir com o X toda vez e nunca mais esqueci! Entendam: eu conheço esse versinho há 14 anos... Para alguém cuja memória é inferior à de um peixinho dourado, é muito eu ter guardado a quadrinha por tanto tempo!

Postei isso só para alegrar a terça-feira de vocês e lembrar que sempre dá para ser um pouquinho criança... Nem que seja apenas pelos minutos (será isso tudo?) que levaram para ler este post. Até breve!


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Read 'till you drop

26 de mai. de 2010

Ganhei este selinho da Jac, do Se é Grátis Eu Quero!. Sei que já tinha dito que iria postar memes e essas coisas no Fernandices, mas...
...1: O indicado foi o Excentricidades;
...2: Eu ainda não tenho um texto para essa semana, então, pelo menos, atualizo. (Umas semanas com tanto, outras com tão pouco...)



Regras:
Postar o selo no blog;
Oferecer a três blogs e avisá-los
Responder a  três perguntas.






Perguntas:
1º Diga uma coisa que o leitor vai pensar "Hummm... interessante!"
   Hm... Interessante... Eu não tenho nada de interessante que vocês provavelmente não saibam... Ah, tem uma! Eu troquei alguns livros no Skoob com o Lucas e, além da série do Guia do Mochileiro das Galáxias (S2), ganhei um amigo! Achei isso muito massa! Ele é meu primeiro amigo virtual! Hahaha! E tenho um penpal (deveria ser emailpal nos dias de hoje, né?) na Sérvia, fizemos contato através do Postcrosing

2º Diga uma coisa que o leitor diga: "Uau, eu nunca ia saber disso!"
   Eu fui apaixonada pelo professor de matemática na quinta série e era ótima nisso, assim como era ótima em física até a oitava série, adorava estudar ondas, tinha uma parte de química que gostava muito e comecei a estudar genética desde o primeiro ano (dois anos antes do resto da cidade, fugindo das aulas de inglês e por interesse próprio). Se certos eventos não tivessem ocorrido e eu não tivesse virado rebelde sem causa, ainda estaria me entendendo com esses assuntos de exatas e talvez estivesse terminando um curso de Arquitetura ou Computação hoje, e não Comunicação.

3º Diga uma coisa que o leitor vai dizer "O quê?" e vai ficar de boca aberta! 
   Eu não me vejo mãe, não quero ter filhos, não sei o que fazer com uma criança muito pequena, além de achá-la fofa à distância, fico desconfortabilíssima com um bebê nos braços e não sei como brincar com nenhuma delas. Meus amigos sabem que não tenho nenhum interesse em ser mãe, mas acho que nem todos  sabem dessa "aversão" (mil aspas aqui, não tenho problema nenhum com crianças, simplesmente não sei interagir com elas e certas coisas, como pegar um bebê, me apavoram, porque acho que vou derrubá-lo ou "quebrá-lo"). Talvez seja um trauma, talvez minha carga genética esteja quebrada e o instinto materno não veio no pacote. I'm not mum material and I'm happy that way.
Indicando:
Je Suis Diva
Diva Genérica
Penteadeira
(Só tem diva na minha lista! Hahaha!)


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Dia 5 (II) - Vagão Beer & Food

10 de mai. de 2010

04.04.2010
Saindo da Feirarte, fomos ao restaurante Vagão Beer & Food, por sugestão e insistência do priminho do meu namorado. Pense num garotinho de 3 anos que sabe escolher o jantar! =) O restaurante é muito interessante: é ambientado num vagão de trem, todo de madeira, com mesas para duas ou quatro pessoas. Há também mesas fora do vagão de trem e uma parede revestida com os mais diversos tipos de cerveja, especialidade do local.

O próprio local já vale a visita, mas nossos estômagos não se deixavam enganar. O meu não estava nem aí para como o lugar era diferente e interessante, queria era ver a carne. O menu de especialidades chamou a atenção, cada prato vinha bem detalhado, inclusive informando quantos gramas de carne seriam servidos. O restaurante serve, principalmente, comida australiana, pelo que li, mas confesso que achei que fosse americana, de início. Há também pratos brasileiros. O que escolhemos foi o Filet Baldwin Especial, nada menos que meio quilo de filé mignon (ok, não lembro se era isso tudo, mas era muito e pedimos um desses para duas pessoas - 250g/cada, no caso) com molho de queijo gorgonzola, acompanhado de batatas fritas e arroz com queijo, cenoura e castanhas. Preciso dizer que minha refeição seguinte foi o café da manhã de segunda-feira?

O menu de cervejas não deixa à desejar, possui um monte de opções, algumas novas para mim, mas passamos os alcóolicos. Sem problemas durante a espera dos pratos: além das câmeras fotográficas, três televisores de LCD exibiam cada uma programação: um DVD de clipes antigos e dois jogos de futebol. Também não é muito difícil entreter crianças, pois o estabelecimento dá um livrinho de colorir e fornece um baldinho com giz de cera - azul para os meninos, vermelho para as meninas.

Depois de uma ótima manhã de comprar e de um almoço que foi uma prazerosa e saborosa experiência, recheada de fotos que infelizmente não chegaram às minhas mãos, pegamos a estrada para Niterói.

A Volta
Poupa-los-ei dos detalhes. Foram três ou quatro horas dentro do carro por causa do engarrafamento. Felizmente eu dormi a maior parte desse tempo (santo ombro do namorado). Sei que, independente de trânsito congestionado por causa de feriado ou falta de roupa, gostaria muito de ter tido mais um fim de semana numa cidade tão linda, tranquila e geladinha. Teresópolis consta na minha lista de melhores viagens, definitivamente.

Lembranças
Quando criança, fui à Teresópolis uma vez. Morava em São Paulo ainda e fomos passar uma páscoa lá. (Que coisa - este ano também!) Não lembro de muita coisa, só que a pousada que ficamos era muito boa, visitamos um museu que tinha uma locomotiva antiga e foi quando descobri que nem todas as princesas seguiam o padrão Disney. Havia uma pintura da Princesa Isabel, se não me engano, e choquei quando meu pai disse que sim, ela foi uma princesa e que era feia daquele jeito. Lembro também de comprar uma roupinha de frio pra minha boneca Barbie na Feira do Alto.
*Se eu achar fotos, digitalizo e coloco aqui*

Localização do Vagão
O restaurante possui uma "estação" em Teresópolis, na Av. Lúcio Meira, 855 e outra em Itaipava, na Est. União Indústria, 11.000 lj. 105A. Ambas funcionam a partir das 18h nas quartas e quintas-feiras e a partir do meio-dia às sextas, sábados e domingos. Se for à Teresópolis ou Itaipava, não deixe de visitar! Gastronomicamente falando, esse foi o ponto alto da viagem.


O site não deixa por menos, possui fotos, mapas, cardápio e lista de cervejas: http://www.vagaobeer.com/new/

*As fotos foram extraídas do site Vagão Beer & Food.
Os outros dias:
Dia 8 - Mais chuvas, quedas de energia e o inevitável retorno

Quer me ajudar? Clica aqui e responde um questionário sobre HQ e Cinema. Curtinho, juro!


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Tim Burton's Alice

28 de abr. de 2010


Após esperar dois anos por este filme, fui ao cinema assiti-lo sem a menor empolgação. Explico: a produção do filme fez o maior alarde, criou a maior expectativa, todo mundo ficou cogitando se seria um filme sombrio ou extremamente colorido, qual lado da criança louca de Tim Burton seria utilizado para o filme. Confesso que, logo de cara, há dois anos, achei que não podia haver melhor diretor nem melhor Chapeleiro Maluco (Johnny Depp - de quem gosto muito, só não acho bonito).

Aí lançam o filme lá fora e nós, brasileiros, ficamos a ver navios e os lindos pôsteres nas entradas dos cinemas. Babei aqui e babei em Teresópolis. Finalmente o dia da estréia no Brasil e eu agendo com uma amiga para ver no primeiro fim de semana. Não dá muito certo, mas acabamos indo ver na segunda-feira, 25/04. Eu, ela, Deny e Chris, do Diva Genérica, Rafaella, os respectivos de quase todo mundo e um casal amigo deles. Vale salientar que, depois dos twits de @thikos, eu fiquei sem nem querer perder meu tempo, mas Deny já tinha comprado meu ingresso, era um evento social (já fui a festas com menos gente) e minha primeira experiência com as novas salas 3D. Fui.

E fui com expectativas baixíssimas. Já sabia que Burton ia misturar um pouco dos dois livros, Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho, se ater mais ao segundo e adicionar coisas que não estão em nenhum dos dois. Tinha noção da faixa etária recomendada de 10 anos e já tinha lido por cima que não podia esperar grande coisa dos diálogos.

Estamos com uma história infantil nas mãos. E é isso que Alice é: uma história para crianças. Os livros foram feitos para crianças. A animação da Disney foi feita para crianças. A obra literária é mais robusta, exige um pouquinho mais da mente, trabalha um pouco mais certas coisas, porque o veículo - o livro - permite isso. E lembrem-se: as obras de Hans Christian Andersen e dos irmãos Grimm também são para crianças e nem por isso deixam de ser, muitas vezes, assustadoras. A Pequena Sereia mesmo passa por mil torturas e, no final, se dissolve em espuma! A Disney trouxe uma versão bem mais açucarada e os nossos tempos dizem que criança não lida com morte, perda e essas coisas todas. Mas estou divagando, isso é um texto sobre Alice no País das Maravilhas, não uma comparação entre os contos de fadas originais e as versões Disney, que eu também adoro.

O visual do filme é belo! Os figurinos e maquiagens me deixaram boquiaberta. E sim, tivemos Burton, a criança doida colorida, ainda que, assim que Alice entra no mundo fantástico, nos deparemos com algo bem mais sombrio do que a versão anterior (a animação), mas que eu achei condizente com o livro.

Alice (Mia Wasikowska) se recusa a acreditar que esteja vivendo toda aquela loucura até quase o fim da trama, mas ainda assim ajuda seus novos velhos amigos o máximo que pode e, no final, quando finalmente acredita no impossível, leva para o mundo real "real" tudo o que aprendeu sobre si no mundo inferior e toma as rédeas da própria vida de um jeito muito pouco condizente com uma garota da época. Nada que eu não esperasse. Mas sou grande fã de desenho animado, comédias românticas açúcar-com-água e histórias de "é mesmo, eu sou a dona do meu nariz!". Como não fui esperando ver o livro narrado na tela e querendo me encantar com as imagens fabulosas, valeu a pena. Mas eu não pagaria para ver novamente no cinema.

Além da cabeçorra fabulosa da Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter), que acredito ter ficado excelente no personagem, adorei os trejeitos "nojentinha" da Rainha Branca (Anne Hathaway)! Aquela mãozinha sempre no ar, meio que "não quero tocar o mundo", tornaram a personagem marcante e engraçada, além de - vejam só! - não ter ficado nojentinha.

O Gato que Ri (Cheshire Cat), com voz do Stephen Fry, é, mais uma vez, o meu personagem preferido! Não falarei a respeito dele, porque não sei como fazê-lo sem contar detalhes importantes do filme e quero evitar os spoilers.

No fim das contas, não é tudo aquilo que dois anos de teaser nos fizeram crer que seria. Acho que isso se deve justamente à criação de expectativas. Todo mundo foi ao cinema esperando ser arrebatado pela genialidade do filme ou algo assim e não é para tanto. Mas também não é um filme ruim, que lhe faça implorar pela hora de acabar para sair logo do cinema porque não aguenta mais! Acho que vale uma meia entrada numa sala normal.

A Sala 3D
"Ó, céus que emoção, um filme em 3D!" Not that much. Quando eu era criança, fui ao Parque da Mônica (Shopping Eldorado, SP, nem sei se existe, li em algum canto que iria fechar) algumas vezes e lá tinha cineminha 3D. Todo mundo sentado no chão, com óclinhos azul e vermelho, tentando pegar os peixinhos que saíam da tela em nossa direção.

A tecnologia mudou, os óculos são bem menos... artesanais e os efeitos não são mais o espetáculo em si, mas o complemento da história. Veja um texto sobre a nova tecnologia aqui.

Achei que o filme em 3D é muito interessante por causa da perspectiva e profundidade apresentadas, coisa que não dá para ser feita da mesma maneira num filme normal. Muita gente esperava passar o filme tentando pegar borboletas e desviando de possíveis projéteis. Confesso, eu desviei de uma xícara de chá, mas faço isso vendo 300 de Esparta pela 108ª vez na TV de casa, então não sirvo de referência.

Os efeitos 3D não são tanto o de coisas  fora da tela, mas o de dimensões diferentes dentro dela. Acho que dá para comparar com um palco de teatro, só que com um cenário melhor. Gostei disso. Há horas em que fica cansativo, mas no geral, a experiência é positiva (não tanto para o bolso, portanto não devo repetir tão cedo).


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Onde Vivem os Monstros

14 de mar. de 2010

Where the Wild Things Are é uma adaptação do livro de Maurice Sendak, de 1963, que eu não conhecia até hoje, mas imaginei na sala do cinema, quando a mãe atrás de mim começou a narrar o filme, ler as legendas e fazer comparações para o filhinho ao seu lado. Não preciso tecer comentários sobre isso nem sobre o fato de, mais tarde, ela ter ficado conversando no celular e balancando o pé, que batia na minha cadeira, né? Tá faltando educação básica pra esse povo.

Como eu tinha que matar a tarde de domingo ou ela me matava e eu já tinha levado um bolo, saí falando com as pessoas e fui ao cinema com @lucianocnj , que também tinha interesse na história. Fomos. Eu não tinha grandes expectativas, até porque não procurei muitas informações sobre o filme, o que foi bom, porque o filme é... estranho.

Dirigido por Spike Jonze e com roteiro adaptado pelo diretor e pelo romancista Dave Eggers (que não é meu parente, mas, tecnicamente, poderia até ser, já que a família Eggers é uma só) o que realmente me encantou foi a fotografia da ilha para onde o pequeno Max vai após ter uma crise de rebeldia e ser posto de castigo pela mãe. Lá, ele se passa por rei e tem que lidar com diversos monstros, cada um com a personalidade mais diversa que o outro.

Assim que saí do cinema, achei o filme bom, mas bobinho. Talvez porque não estivesse muito a fim de pensar (ou por causa da mamãe-super-educada e seu filhinho que infelizmente vai sairigual-quiném). Tem uma história simples, personagens cativantes, as cenas de dia na ilha são quase todas no sol nascente ou poente, o que me encanta e Max pode até ser desajeitado e não saber bem como lidar com os monstros, mas é bastante esperto e criativo (tinha que ser, o filme se sustenta na criatividade infantil dele).

Depois eu fiquei pensando e vi que o filme:
1. Falava de amadurecimento, da dificuldade e da necessidade;
2. Querendo ou não falava de família, foi o principal aspecto para mim. Não só a relação de Max com sua mãe, mas dos próprios monstros da ilha.

Aí li esta resenha do Omelete  e vi o que fiquei com preguiça de ver mais cedo: como os monstros são representações de diferentes aspectos da personalidade do próprio Max. Agora tô achando que é um filme para ver com a mente mais desanuviada e sem ninguém chutando minhas costas, para pegar os detalhes.



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Sunday Bloody Sunday*

7 de fev. de 2010

Hoje é domingo
Pé de cachimbo
O cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo!

***

Tô nem aí se essa versão é errada ou diferente da sua, é a que eu cantava quando criança. E este é bem um domingo de fim do mundo mesmo. Acho que é isso que acontece depois de uma festa boa em plena época de carnaval.

Siiiim, porque eu fui numa festa boa ontem! Quem disse alguma vez que casamento em churrascaria era brega, vai ter que engolir a língua com pimenta, que é pra arder bastante. A decoração estava linda, a comida estava ótima (tem como errar com um churrasco mal-passado?!) e a lembrancinha, muito fofa! (Um móbile de tsurus pra cada convidado.)

Aí eu acordo numa manhã de domingo pré-tepeêmica, beirando um resfriado, com o BF doente, as Virgens de Tambaú se preparando pra descer a Epitácio Pessoa e todas as casas ao redor tocando músicas ruins. No replay. Pra melhorar, só faltava mesmo eu ter a minha primeira ressaca.

Então que este dia faça o favor de se implodir.

*Sim. Este título de música tem a ver com o dia. Eu odeio as músicas famosas do U2. Podem jogar as pedras.


Este é mais um #postdesabafo, trazido para você pela Eggers&CO.


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O que você quer ser quando crescer?

19 de out. de 2009

* Post de dia das crianças atrasado.

Toda criança sempre quis ser umas coisas bem nada a ver quando crescesse. Bom, alguns sonhos nem eram tão nada a ver assim. E acabou que eu segui o último e mais nada a ver de todos eles: ser jornalista. Não condiz nem um pouco com o primeiro desejo forte de ser alguma coisa que tive.

Eu já quis ser professora. Acho que boa parte das meninas já quis isso um dia. Já quis também ser modelo/atriz/apresentadora. Aí cresci e fiquei tímida. Colocou um microfone na minha mão e uma câmera na minha cara, pronto, acabou-se! Minha capacidade de raciocínio diminui e a produção das glândulas sudoríparas aumenta proporcionalmente. Além do mais, eu era uma criança gordinha e nunca terei o vara-pau-way-of-life das modelos.

Descobri, na adolescência, que era o maior trabalho escravo, porque a agência te contrata e te dá um book, uma campanha no oriente, estadia em hotel e tudo o mais. Aí deduz tudo do seu salário até pagar as dívidas. Só depois a modelo começa a receber algo. Sem falar no: "1,70m e 40 Kg? Ah, minha filha, vc está muito gorda, precisa perder uns 10 Kg ainda!"



Porque, afinal de contas, é supersexy ser um cabide com uma cabeça desproporcionalmente grande. A Keira Knightley não é modelo, mas tá bem no estilo.

Aí eu quis ser cantora e tocar algum instrumento. Muito depois de ter passado esse sonho, ainda fiz uns meses de canto coral no colégio aonde eu estudava, afinal sempre gostei da idéia de cantar bem, ainda que fosse pra mim mesma, no chuveiro. E bateu a tal da timidez, lembram? Eu não ia ser lá grande coisa em cima dum palco com um microfone na mão. Mas a vontade de tocar um instrumento nunca me abandonou.

A primeira coisa que quis tocar foi violão, mas aí meu irmão começou e eu não queria fazer a mesma coisa que ele. Aliás, abandonei o desenho e diversas outras coisas porque ele também fazia e eu queria ser notada por algo que ele não fizesse e não comparada. Didn't work out very well... Anos depois eu vi, numa festa de Halloween, uma menina tocando baixo. Bem quietinha no canto dela, com o maior jeito de quem sabia o que estava fazendo. Achei fantástico. Aí meu namorado babaca da época (eu era uma aborrecente na ocasião) me disse que eu não poderia fazer isso.

No entanto, a primeira coisa que eu quis ser, sem nem saber direito o que era, foi ser astrônoma. Nem astróloga, nem astronauta. Astrônoma. Eu ficava encantava com as poucas estrelas que via no céu paulistano e bestificada com as que via no céu pessoense, quando vinha passar as férias. Meu pai me apontava algumas constelações e me ensinava algumas coisas do universo e eu ouvia atentamente, como se fosse a coisa mais maravilhosa do meu mundinho infantil. Eu queria estudar as estrelas, as galáxias, descobrir de um observatório, com um telescópio gigantesco, um novo brilhinho lá em cima.

Aí passou-se o tempo, eu fiquei sem saber o que fazer da vida e resolvi fazer jornalismo, já que eu gostava de milhares de coisas e, como jornalista, esperava ver um pouquinho de cada uma delas.


Clique na imagem para ampliar

No dia 11/10 eu me revoltei contra tudo e contra todos, inclusive contra minha reeducação alimentar, e fui almoçar no Mconald's, porque tava a fim de comer calorias vazias e ninguém tinha nada a ver com isso. Aí me deparo com este cobertor de bandeja e me lembro de como eu queria estudar essas coisas.

O violão e o baixo já estou estudando. E astronomia, será que ainda dá tempo?

E você, o que quer ser quando crescer?
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