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By Ferramentas Blog
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Sobre o sistema de aluguel de bicicletas

11 de set. de 2010

Já que algumas pessoas apresentaram dúvidas a respeito do projeto Pedala João Pessoa e eu tenho usufruido dele, resolvi explicar melhor como fazer.

Primeiro, não é algo para todo mundo, infelizmente. É necessário ter um celular e um cartão de crédito. Limita um pouco quem pode usar? Sim. Mas seria necessário um sistema de pagamento, não é mesmo? E o projeto daqui está simplismente usando algo que já foi implementado em outras cidades, através do Mobilicidade. Acredito que seja mais fácil do que criar algo novo do zero.

Não é a Áustria, mas com certeza é uma atividade agradável. Foto daqui.

Primeira coisa: acesse o site, na página de João Pessoa, e faça seu cadastro: http://www.zae.com.br/sambajp/ O cadastro é gratuito e evita dor de cabeça na hora de alugar uma bicicleta. Se você quiser fazer uma assinatura mensal, deve comprar o passe no próprio site, usando cartão de crédito Visa, Master ou Diners.

Para fazer um aluguel de 24 horas, basta o telefone celular cadastrado no site e o cartão. Vá até uma estação. A primeira fica em Tambaú, próxima ao Hotel Tambaú. As duas seguintes ficam em Cabo Branco. Há o planejamento de uma quarta estação, perto do MAG Shopping, mas a ciclovia até lá ainda nem foi construída, que dirá uma estação...

No painel, há um número de telefone. Ligue para lá, escolha a opção referente ao aluguel, digite o número do cartão de crédito na sequência informada. Depois de passar os dados, desligue o telefone e dê cerca de um minuto.

A partir daqui, o procedimento é igual para quem tem mensalidade ou diária. Ligue para o número informado no painel. Digite o número da estação e a posição na qual a bicicleta se encontra. Uma luz verde vai acender. Retire a bicicleta. Se notar que ela está defeituosa, você tem até 5 minutos para devolvê-la e pegar outra, sem custo adicional.

Tempo
As estações funcionam das 7h30 às 21h30. Uma diária é válida por 24 horas. Ou seja, se você contratou o serviço às 18h do dia 6, pode pegar uma bicicleta quantas vezes quiser, sem custo adicional, até as 18h do dia 7.

As viagens têm duração máxima de uma hora (60 minutos). Passado esse tempo, você terá que pagar mais R$ 5 (ou seja, uma diária). Não é necessário deixar a bicicleta na mesma estação em que foi retirada. Ela pode ser deixada em outra estação. Após 15 minutos, você pode pegar outra bicicleta, sem custo adicional. Ou seja, respeitando o intervalo de 15 minutos após cada hora, você pode utilizar o serviço quantas vezes quiser, dentro dos limites da sua assinatura (24 horas ou 30 dias).

E se houver um imprevisto?
Basta ligar para a central de atendimento (3566-1119). O prazo para a devolução será prorrogado por 15 minutos.


Mapa das estações

Espero ter esclarecido algumas dúvidas a respeito do serviço. Qualquer coisa, o número da central de atendimento está aí. =)


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Ê vidinha...

26 de jul. de 2010

Eis que, na semana que deveria ter voltado a atualizar o blog, o abandono novamente. Tenho um motivo justo, o BF chegou. Depois de meses de distância, eu merecia me isolar numa dimensão paralela. Além do mais, todo o grude com o notebook decorrente da monografia me fez pegar um abuso sem tamanho de computador. Mais do que nunca, ele está associado a trabalho e eu bem que merecia umas férias. A @iarabcunha, que estava em Minas e já prometeu umas resenhas de viagem aqui pro blog (te comprometi! hehehe!) já me perdoou pela distância/ausência. Espero que vocês também o façam. =)

Tenho muitas decisões a tomar. Na verdade, de minha parte, estão tomadas, ainda que eu as revise todo dia, para ter certeza de que a tomei pelo motivo certo. Acredito que sim, tendo em vista que todos os motivos que me levaram a pensar nisso, os 2 certos e os 5 "errados" me empurraram para o mesmo caminho. Não acho certo expô-los agora, especialmente os motivos "errados", que não são exatamente errados, e sim motivações pessoais peculiares que, se causarem dano a alguém, será a mim mesma, mas estou disposta a arriscar. O que é a vida, se não uma grande oportunidade de correr riscos? Já notei que, se não conseguir correr esse risco, vou me arrepender muito mais amargamente do que se o fizer e der errado. As coisas darem errado é normal, é parte do aprendizado. Elas não acontecerem é estagnação, e é aí que mora o perigo.

O que mais? Bom, eu preciso de renda. Não aquela que a gente usa para decorar roupas, nem o esmalte da Risquè. =p Preciso de capital, dindim, money. Essas coisas que todo mundo precisa. Tenho uma proposta extremamente interessante, satisfatória e que não me prende fisicamente a um local. O que mais uma pessoa poderia querer? 1. Que dê certo. 2. Outra dessas, que é para ter mais renda. =D

Enquanto eu os deixo aqui com meus pensamentos incompletos e sonhos para o futuro de uma comunicóloga quase formada (a colação de grau será em 3 dias), vou adiantar alguma coisa, para facilitar algum dos planos.


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Bolsa-Viagem

11 de mar. de 2010

Tantos planos para dar dinheiro a quem precisa, bem que eu poderia inventar o meu, né?

Tudo começou com uma brincadeira com uma amiga. Eu disse que ia fazer uma vaquinha para visitar o BF na Páscoa, ela sugeriu que eu pedisse um real a cada amigo do orkut e eu pensei... Por que não criar um botão de doações do PayPal e adicioná-lo ao blog?

Porque tô lisa, lesa e louca. E até me acostumar com a distância, eu que o via todo dia - ou quase - vou choramingar um bocado. Tá. Existem férias. Eu sei. Ele volta. Existe também um calor desgraçado por essas bandas e um friozinho muito agradável por aquelas e eu tô doida pra usar meia calça, conhecer uma cidade nova e perturbar tanto o homem que ele vai me colocar de volta no avião, à força, no bagageiro, 2 dias mais cedo.







Então vote em mim! Ops! Clica aí, faça uma doação e veja uma blogueira feliz! xD

(Criei o post de brincadeira, mas o botão realmente funciona. E realmente vai para a minha conta do Paypal.)


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"Das Tripas, Coração"

9 de mar. de 2010

No caminho de volta, o motor do carro roncava alto, e eu só pensava no barulho de decolagem do avião. Era igual. Na minha cabeça, ao menos, era igual. Enquanto meu sogro zunia pela estrada, meus pensamentos estavam com o filho dele, naquela altura do campeonato já cruzando o país. Já devia estar saindo do Nordeste. E eu, ainda nem tinha saído de Pernambuco.

A viagem até Recife foi tranquila, quente, apesar do ar-condicionado, com o sol a pino invadindo minha janela. Ele do meu lado. A camiseta aberta por causa do calor. Eu olhava e pensava que morreria de saudades daquele 6-pack. E olhava pra ele através dos óculos escuros, com o marejado dos olhos muito bem escondidos e perguntava: "E agora, já posso começar o drama?" "Ainda não", dizia ele, "só quando eu estiver indo." Meu estômago então se revirava, não sei ainda se por causa das saudades prévias ou do balanço do carro, do zigue-zague da estrada, que me deixavam enjoada.

Ainda brinquei que tinha entendido o ditado "fazer das tripas coração". Ele me olhou com aquela ruguinha de indagação entre os olhos, também protegidos do sol, e eu disse que meu estõmago estava todo revoltado, e a culpa era dele, que não queria que eu chorasse. Se tivesse uma gastrite, ia mandar a conta pro Rio. Ele riu, eu sorri. Conversamos amenidades.

Aeroporto de Recife. Despachar malas, taxa de embarque, check-in. Um lanche rápido - muito rápido - e hora da despedida. Minha garganta fechou, a voz embargou, correram umas poucas lágrimas. Abraços, beijos, abraços na sogra, boa viagem, me manda uma mensagem quando chegar, pra eu ter certeza que o avião não caiu.

Até que o choro foi pouco. A fome pra lanchar depois foi pouca. A vontade de voltar pra casa foi pouca. Grande mesmo foi o choque. Voltar pra casa, pro meu quarto bagunçado, tomar banho e saber que não farei uma chamada local para comentar os acontecimentos do dia, não farei um charme para encontrá-lo fora de hora, o próximo abraço tem data certa para acontecer: cerca de 3 meses. Tudo isso pesou por dentro, ao mesmo tempo que esvaziou minha cabeça. Uma dor gelada sobe pelo esôfago. O rosto está quente e a cabeça girando. O lado irracional briga pra explodir, o racional lembra-me das outras coisas.

Daqui a pouco o avião pousará e ele sairá, já nem lembro se do Galeão ou do Santos Dumond. Estará cansado, meio amarrotado, espero que minimamente alimentado. Espero também que encontre fácil a carona dos parentes que o levarão para sua moradia temporária. Então meu telefone vai tocar e eu vou ler/ouvir que o avião não caiu, ele está bem, vai descansar e amanhã deve começar a procurar apartamento. E eu vou chorar e ele vai mandar eu parar. Porque não é o fim do mundo, achar passagens de avião com desconto não é difícil e eu tenho uma monografia para fazer.

No fim, minha estrada corre para o mar dele, de qualquer forma. Mas eu precisava desabafar antes que meu esôfago me abafasse. Que venha a monografia, as férias e o fôlego, porque passar no mestrado e chorar no aeroporto de saudades antecipadas dos meus pais no fim do ano só cabe a mim.


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Back to Black

21 de jan. de 2010

A chuva começou a cair de surpresa, mas pesada, sem jeito de que passaria em breve. O vento fustigava aqueles que ainda se encontravam na rua. As mulheres foram as primeiras a entrar no bar, para protegerem seus cabelos alisados pela escova e as maquiagens tão minuciosamente trabalhadas. Em seguida entraram os homens que ali estavam como acompanhantes e, por fim, os solteiros.

Dentro do bar fechado, nada mais se ouvia da rua. Mal se ouvia a chuva caindo lá fora, tudo abafado pelas conversas, risos, pequenos e agudos gritos femininos e pelo som da banda, que dominava o ambiente. Lá fora, na calçada oposta, um casal ligeiramente distanciado conversava debaixo de uma marquise. As expressões eram tensas. Ela tinha a testa franzida, ele mexia muito as mãos. Estava encostado numa moto preta, o capacete próximo ao corpo. Ele fazia menções de subir na moto e deixá-la ali. Ela não ia com ele, mas não o deixava partir.

No palco do bar, a vocalista começa a cantar uma música de Amy Whinehouse.

We only said good-bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to.....
I go back to us 


A mulher parece a ponto de chorar. O homem parece estar com raiva. Começa a colocar o capacete, quando ela estende as mãos para ele. Faz uma pergunta. Ele para para pensar no assunto. Lá dentro, várias vozes femininas acompanham a cantora no refrão. A chuva fica cada vez mais forte, tamborilando na marquise, na fachada do bar, nas placas do mobiliário urbano.

Um tiro ecoa pela rua. O motociclista que estava discutindo sob a marquise cai no chão, sem ao menos ver de onde veio a bala ou quem a disparou. A mulher não olha para os lados. Toda a raiva, todo o desespero antes estampados no seu rosto se transformam numa tristeza profunda, os ombros caem em resignação. As lágrimas contidas vêm a tona, ela se vira e caminha devagar para longe do corpo, cujo sangue escorre para a vala e escoa com a água da chuva. No bar, apenas aplausos enquanto a cantora repete a mesma palavra até o encerramento da música.

A mulher que se afasta não ouve nada fora de sua cabeça, mas se identifica com o final da canção.


Black...
Black...
Black...
Black...



*****
 Um conto totalmente ficcional. A única coisa que realmente aconteceu foi que a chuva caiu forte no sábado passado (16/01) enquanto os Old Boys tocavam Back to Black e a Beira Rio, aonde se localiza o Astral Drinks, estava um deserto. Letra da música completa aqui


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Distância

20 de jan. de 2010

Um ensaio despreocupado corre na sala dos fundos, uma parte da banda tirando as músicas para o próximo show, alheia ao que ocorre no resto da casa. Enquanto isso, na sala principal, principal o futuro próximo do guitarrista é discutido, sem sua participação. A família debate sobre o próximo mês, sobre a viagem, sobre a moradia...


No escritório, a aspirante a comunicóloga se exaspera, sem conseguir focar em sua pesquisa. A conversa é por demais importante para ser ignorada. E é alta demais para permitir a concentração nos textos em outro idioma. Se nem as palavras em português se fixam em sua cabeça! Apenas os detalhes da mudança ecoam em seu cérebro: "Niterói, Niterói, Niterói." Uma cidade desconhecida, mas que guarda tanto do futuro. Ao menos do guitarrista. E o seu? Também estará lá?

A comunicóloga ouve as palavras do senhor, o mais velho na sala, e elas parecem pedras dispostas a enterrar o futuro do guitarrista. São palavras pesadas e negativas, dispostas a prenunciar "não vai dar certo". São quase que raivosas. Mas não podem ser, certo? Afinal, é do futuro do filho que está falando. As outras vozes são mais otimistas, mais leves, mais dispostas a fazer com que as coisas dêem certo. Nelas, a estudante se fixa.

Se tiver planejamento, vai dar certo. Se houver vontade do "migrante", além de paciência. Se não houver estresse demais. Não tem porque não dar. Mas... e se der certo? Se der certo ele estará longe e praticamente incomunicável. É certo que é o futuro dele. Mas estaria o futuro do casal comprometido?

A garota pára de fingir que está prestando atenção ao computador. Não está tampouco focada na conversa. Agora suas preocupações são outras. Não são mais se ele conseguirá encontrar um apartamento com facilidade. Será se eles conseguirão encontrar vôos e coordenar folgas com facilidade. Ele, sempre independente e seguro de si, tão adaptável, se moldando à nova cidade com facilidade. Ela, tão pouco flexível no tocante à distância e tão carente de atenção, de um colo, de sua companhia, ainda que silenciosa, na mesma cidade de sempre. Com os mesmos afazeres de sempre. Ele tem muito para desviar a atenção. Mas e ela?


De repente, sua preocupação não é com traição, com o que ele fará com o tempo livre, com o que fazer com as saudades. É com a adaptação. Com o que fazer com as horas que sobrarão. Se terá foco o suficiente para aproveitá-las de forma útil. De conseguir seu ticket para outro estado. Sua preocupação nunca foi com o outro. Não é tanto com o relacionamento. É consigo mesma.


******
Imagens daqui (avião) e daqui (Niterói). Vi umas fotos de Niterói na internet e gostei. Fiquei com vontade de conhecer. Fiquei com vontade de ir morar lá. Será que consigo ser centrada o suficiente, fazer um bom projeto e passar na prova do mestrado? 2011 promete!... (2010 nem começou e já tô visando o ano seguinte... Nonsene!)
 




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