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By Ferramentas Blog

Dia 5 (II) - Vagão Beer & Food

10 de mai. de 2010

04.04.2010
Saindo da Feirarte, fomos ao restaurante Vagão Beer & Food, por sugestão e insistência do priminho do meu namorado. Pense num garotinho de 3 anos que sabe escolher o jantar! =) O restaurante é muito interessante: é ambientado num vagão de trem, todo de madeira, com mesas para duas ou quatro pessoas. Há também mesas fora do vagão de trem e uma parede revestida com os mais diversos tipos de cerveja, especialidade do local.

O próprio local já vale a visita, mas nossos estômagos não se deixavam enganar. O meu não estava nem aí para como o lugar era diferente e interessante, queria era ver a carne. O menu de especialidades chamou a atenção, cada prato vinha bem detalhado, inclusive informando quantos gramas de carne seriam servidos. O restaurante serve, principalmente, comida australiana, pelo que li, mas confesso que achei que fosse americana, de início. Há também pratos brasileiros. O que escolhemos foi o Filet Baldwin Especial, nada menos que meio quilo de filé mignon (ok, não lembro se era isso tudo, mas era muito e pedimos um desses para duas pessoas - 250g/cada, no caso) com molho de queijo gorgonzola, acompanhado de batatas fritas e arroz com queijo, cenoura e castanhas. Preciso dizer que minha refeição seguinte foi o café da manhã de segunda-feira?

O menu de cervejas não deixa à desejar, possui um monte de opções, algumas novas para mim, mas passamos os alcóolicos. Sem problemas durante a espera dos pratos: além das câmeras fotográficas, três televisores de LCD exibiam cada uma programação: um DVD de clipes antigos e dois jogos de futebol. Também não é muito difícil entreter crianças, pois o estabelecimento dá um livrinho de colorir e fornece um baldinho com giz de cera - azul para os meninos, vermelho para as meninas.

Depois de uma ótima manhã de comprar e de um almoço que foi uma prazerosa e saborosa experiência, recheada de fotos que infelizmente não chegaram às minhas mãos, pegamos a estrada para Niterói.

A Volta
Poupa-los-ei dos detalhes. Foram três ou quatro horas dentro do carro por causa do engarrafamento. Felizmente eu dormi a maior parte desse tempo (santo ombro do namorado). Sei que, independente de trânsito congestionado por causa de feriado ou falta de roupa, gostaria muito de ter tido mais um fim de semana numa cidade tão linda, tranquila e geladinha. Teresópolis consta na minha lista de melhores viagens, definitivamente.

Lembranças
Quando criança, fui à Teresópolis uma vez. Morava em São Paulo ainda e fomos passar uma páscoa lá. (Que coisa - este ano também!) Não lembro de muita coisa, só que a pousada que ficamos era muito boa, visitamos um museu que tinha uma locomotiva antiga e foi quando descobri que nem todas as princesas seguiam o padrão Disney. Havia uma pintura da Princesa Isabel, se não me engano, e choquei quando meu pai disse que sim, ela foi uma princesa e que era feia daquele jeito. Lembro também de comprar uma roupinha de frio pra minha boneca Barbie na Feira do Alto.
*Se eu achar fotos, digitalizo e coloco aqui*

Localização do Vagão
O restaurante possui uma "estação" em Teresópolis, na Av. Lúcio Meira, 855 e outra em Itaipava, na Est. União Indústria, 11.000 lj. 105A. Ambas funcionam a partir das 18h nas quartas e quintas-feiras e a partir do meio-dia às sextas, sábados e domingos. Se for à Teresópolis ou Itaipava, não deixe de visitar! Gastronomicamente falando, esse foi o ponto alto da viagem.


O site não deixa por menos, possui fotos, mapas, cardápio e lista de cervejas: http://www.vagaobeer.com/new/

*As fotos foram extraídas do site Vagão Beer & Food.
Os outros dias:
Dia 8 - Mais chuvas, quedas de energia e o inevitável retorno

Quer me ajudar? Clica aqui e responde um questionário sobre HQ e Cinema. Curtinho, juro!


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Dia 5 (I) - Feirarte

9 de mai. de 2010

04.04.2010
Já mencionei a Feirarte - Feirinha do Alto de Teresópolis, lugar ótimo para quem quer comprar roupas, bijus e acessórios. Foi nossa primeira parada no passeio dominical antes de voltar para o Rio.

A Feira é composta por diversas barracas (cerca de 700) e, como já dito, várias lojas de shopping nasceram ali. Os preços são ótimos e a qualidade é boa, mas não deu para eu me esbaldar. O orçamento curto nem foi a única razão: a maior parte das roupas eram de inverno, afinal a estação já se aproxima.

Muitas das barracas aceitam cartão de crédito mas, por via das dúvidas, é sempre bom ter dinheiro vivo em mãos. Até porque fica mais fácil de conseguir algum desconto (não que eu ache necessário, os preços são realmente bons).

Nem preciso dizer que enlouqueci, querendo morar ali pra poder comprar tudo e usar, né? Não é novidade que gosto de um climinha frio e adoro me vestir de acordo. Meu namorado foi com o tio e o priminho para o parque, enquanto fiquei perambulando com as tias dele. Não voltei de mãos vazias. Adquiri uma linda regatinha por R$ 10, uma echarpe maravilhosa, com uns fios dourados, por também R$ 10 e um colarzinho de pérolas falsas, desses de dar nó, por R$ 5. Ah, sim! E minha linda saia de cintura alta por R$ 20!
*Fotos em breve*

Depois de alguma perambulação, o primo estava de saco cheio, queria a mãe e queria ir embora. Tínhamos feito nossas compras e partimos para o Vagão, um restaurante temático de Teresópolis muito interessante. No caminho, recebemos presentes de Páscoa muito legais. Ganhei uma linda pulseira de pérolas com strass, minha atual xodó, foram distribuídas camisetas para os homens e a tia se deu um anel muito bonito, assim como o que deu para a irmã. Achei bem melhor que chocolate, vou confessar. =D

Localização
A Feira funciona aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h, na Praça Higino da Silveira - Alto.
A página Feirinha do Alto - Como Chegar disponibiliza um mapa para os visitantes.


*A foto da feira foi retirada do site http://feirinhadoalto.com.br/
Os outros dias:


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Aviso

7 de mai. de 2010

Tive um pequeno problema de BIOS* aqui no blog, mas já coloquei o célebro pra funcionar, ajeitei as coisas e até incluí umas novidades. Além dos posts relacionados com o LinkWithin, os textos também podem ser compartilhados com o AddToAny. Aí vai da vontade de vocês mandar via e-mail, twitter, facebook, buzz e etc. para quem convier.

Em breve concluo o diário de viagem e volto com o roteiro (a)normal do Excentricidades. Este texto ficará no ar enquanto não tenho tempo de escrever (a monografia me chama). Para coisas breves, o Fernandices está no ar. Até breve!


*Bicho Idiota Operando o Sistema (ou seja: a culpa do blogger não abrir era minha)


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Ausência

2 de mai. de 2010

Chegou em casa tarde naquela noite. Tirou os desconfortáveis sapatos antes mesmo de fechar a porta, apoiando-se na maçaneta. Deixou-os na sala, amanhã guardaria, e seguiu para o quarto com passos leves e rápidos pelo chão frio.

Ele estava sentado diante do computador e a recepcionou com seus grandes olhos e um sorriso carinhoso, que ela recebeu com alívio depois do dia que tivera.

Disse-lhe que tomaria um banho rápido, depois iriam para a cama e assim o fez. Voltou para o quarto relaxada após a ducha quente e deitou-se ao lado dele. Deixou que o peito macio aquecesse suas costas, confortou-se com o braço que passava pela cintura e, sentindo que estava em casa, inspirou fundo o aroma amadeirado que ele exalava e que tomava todo o ambiente.

Inspirou até que não sentiu mais. O quarto esfriou. O peso do braço era imperceptível. Nas suas costas, só o vento gelado. Não havia vincos nas cobertas ou o peso da cabeça dele no travesseiro. No ar, nada do aroma reconfortante, só o cheio asséptico do lustra-móveis. Ele esvanecera, tal qual fumaça.

*Imagem por Meaghan Thomas, no Flickr


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Spartacus: Sangue e Areia

1 de mai. de 2010



- Cara, você viu 300?!
- Se vi! Umas trocentas vezes! Deu até vontade de fazer algo parecido!
- Como o quê?
- Sei lá, produzir uma série para a TV...
- Será que não fica batido? Afinal, a Batalha das Termópilas foi só uma e talz.
- Ah, eu aproveito que Roma fez sucesso e encaixo. Coloco um gladiador, sei lá! Todo mundo gosta de gladiadores.
- E joga Leônidas lá no meio?
- Não, pô! O cara já morreu! A gente faz assim: usa o visual de 300, numa história que se passa na Roma antiga, trazendo um guerreiro de uma vila menor como escravo para morrer na arena, só que ele se sobressai aos outros.

*****
Eu tenho certeza (ok, não tenh;, mas para efeito de texto, eu tenho) que rolou algo assim quando Steven S. DeKnight resolveu criar a série Spartacus: Blood and Sand. Não confundir com o filme de 1960. Há um escravo de nome Spartacus que vira gladiador e lidera uma revolta, mas as semelhanças param por aí.

O que não quer dizer que seja ruim, em absoluto! Um herói lutando pela honra, civilizações antigas, gladiadores, sangue, guerra, romance (e sexo) e intrigas. É o enredo mais antigo, mais batido do mundo, mas se bem executado, acho difícil ficar ruim. E Spartacus... tandandandan! É bem feito.

Ou talvez seja o efeito de tudo aquilo junto num telão, som surround e corpitchos bonitos lutando por suas vidas. Porque tem seus pontos negativos na produção e tem um buraco no roteiro do primeiro episódio. Vou falar do primeiro. Não vou falar do segundo, que não vou fazer spoiler. But be warned.

Como conheci a série
Estava eu conversando num domingo modorrento com um amigo, @dimitribessa, matando nossos tédios e a ressaca dele com uma Coca-Cola, quando enveredamos por séries filme e afins. Eu falando das produções para menininhas. Acho que falei de Escalpo, da Vertigo. (Sim, séries, cinema e HQs: tudo a ver. Quem disser que não, apanha.) Eu não gostei. Machão demais. Mas sugeri, porque ele poderia gostar. E aí seguimos falando de produções para "menininhos" (palavras dele).

Dimitri citou a série, mas salientou que eu talvez não gostasse. E contou como era uma história dum gladiador na Roma antiga, com muito sangue, que até lembrava 300, visualmente. Aí eu digo: "Oi? Você lembra o tema da minha monografia?!" Que se segue de um: "Ah é!" e uma risada, além da promessa de trocarmos DVDs de séries.

Aí a gente esqueceu de levar os DVDs quando foi se encontrar, mas sabendo que minha mãe também gosta do gênero, já falei pra ela que disse: "Eu vi a chamada na TV, mas o povo parecia ser todo feio. Não quero ver uma série com gente feia." Eu ri. Muito! E sugeri que ela desse uma olhada na internet. E ela descobriu que o povo não era feio, se empolgou e baixou a primeira temporada toda!

Ontem à tarde, no intervalo dos estudos, resolvi dar um pulinho no quarto da minha mãe pra encher o saco dela e ela estava assistindo a série. Me joguei na cama e fiquei lá, presa pela história. De repente, pergunto sobre um fato específico, ao que ela responde: "São 12 capítulos de história, pegue a série e vá assistir."

"São quantos depois desse?"

"Esse é o último da temporada."

E eis que assisti o último episódio antes do primeiro, visto hoje à tarde.


Considerações
A história é muito interessante! Temos os lideres de aldeias da Trácia que firmam um acordo com os romanos para derrotar os inimigos da Trácia (que eu esqueci o nome) e depois ajudá-los com a invasão grega. Os romanos traem os trácios quando as aldeias deles estão prestes a serem invadidas, os guerreiros se rebelam e voltam para defender suas terras, que caem. O futuro Spartacus salva sua esposa, mas é encontrado pelos romanos, que levam os poucos desertores vivos de volta à Roma, escravizados, para morrerem na arena de Cápua. Mas o guerreiro, sem nome até então, sobrevive, recebe "misericórdia" do senador e o nome Spartacus, em referência a um antigo rei trácio, que supunha-se que lutava com igual garra.

Tem umas coisas chupadas e cuspidas diretíssimo de 300. Todo o uso de sangue, algumas vezes até desnecessário, certas paradas nas imagens, a trilha sonora!... O sangue, como o próprio título da série diz, é elemento primordial. Acho que tentaram e não conseguiram fazer dela um elemento de arte, como é a idéia em 300 - filme e HQ. No entanto, como na obra citada, até que funciona como elemento de ligação. Os guerreiros trácios também lembram muito os espartanos. Andando na neve de peito nu, a capa vermelha, o escudo redondo, a "macheza" toda. Além do quê, a cor poderia ter sido toda atribuída à Lynn Varley, colorista que trabalha com Frank Miller.
Vai dizer que não?!

Algo que gostei muito foi o efeito de transição de cenário, que dá uma acelerada na história como que dissesse "este personagem passou pelos lugares B e C antes de chegar a D, saindo de A, mas não aconteceu nada importante aqui". Ao mesmo tempo que dá uma dimensão maior ao deslocamento do personagem, poupa tempo e embeleza visualmente a narrativa.

Além de toda a guerra, cabeças cortadas, sangue, clamores por sangue e honra e violência, há as intrigas políticas e pessoais, como não podia deixar de ser numa obra que se passa em Roma. Seguindo o exemplo da série Roma, também tem cenas de sexo espalhadas pelo episódio, além da "sugestão" de libertinagem.

No mais, é uma série legal, empolgante e que, talvez, se você só viu 300 uma vez e não está analisando a obra para um trabalho de final de curso, não ache tantas semelhanças quanto eu encontrei. Bom, talvez ache, porque afinal leu meu texto - eu presumo. Se filmes como 300, Gladiador e outros do gênero, além de séries como Roma, lhe agradaram, vai por mim: Spartacus vale o seu tempo. =)

E que venha a segunda temporada!

*Imagens: [1] [2] [3] [4]
*O link [2] leva para uma resenha da série em inglês, de um estudante de história, que encontrou os mesmos elementos que eu e têm um link para assistir um episódio online.


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