James Cameron, o Megalomaníaco
por Jorge Cavalcanti, especial para Spoiler Alert
O novo filme de James Cameron (Exterminador do Futuro, Titanic) veio acompanhado de uma enorme campanha publicitária, que conferia a ele uma difícil tarefa: Ser um divisor de águas na história do cinema. Ser algo revolucionário, que conferiria uma experiência totalmente nova aos espectadores. Cameron escreveu e dirigiu este ambicioso projeto, cuja produção custou a impressionante cifra de aproximadamente 400 milhões de dólares.
Em Avatar, somos apresentados a Jake Sully (Sam Worthington), um fuzileiro que se vê envolvido num ambicioso projeto de inserção no mundo de Pandora. O “projeto Avatar” permite que humanos enviem suas mentes para corpos similares aos dos nativos, como forma de se mesclar à população local, os selvagens Na’vi. E, para evitar spoilers, é melhor que só se diga isso sobre a história.
Visualmente, o filme é um espetáculo para os olhos. A tecnologia de captura dos movimentos e expressões faciais dos atores, criada pelo próprio diretor, somada à qualidade dos efeitos gráficos, conferem um altíssimo grau de realismo ao mundo de Pandora. E mais do que isso, tornam possível se ver verdadeiramente a atuação por trás dos efeitos de animação. Cada pequena expressão dos atores foi transmitida aos personagens.

O cenário onde a estória acontece, Pandora, é um mundo belo, e fascinante. James Cameron resolveu “brincar de Deus”, sempre trabalhando com o esmero que lhe é característico, dando vida à flora e à fauna local, e criando um ambiente verdadeiramente único. O resultado é fantástico.
O enredo do filme, por sua vez, segue uma história simples, sem grandes surpresas, mas muito bem conduzida, com uma estrutura narrativa envolvente. É um “feijão com arroz”, mas muito bem temperado. A mensagem ecológica que ele contém é transmitida de forma pouco sutil, mas eficaz.
Se Avatar é revolucionário? Talvez, se tomarmos por parâmetro o campo dos efeitos especiais. Contudo, não deve criar uma “era pós-avatar” no cinema. Apesar disso, é um filme excepcional, obrigatório para os fãs de fantasia e ficção científica, e uma excelente pedida mesmo para aqueles que não apreciam estes gêneros.
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Assisti domingo e amei! Fico devendo a minha própria resenha.
