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By Ferramentas Blog

Crepúsculo (pré-leitura)

28 de dez de 2009

Desde antes das reviravoltas libertadoras de amarras deste ano eu via todas as minhas amigas (and the so-called friends too) lendo e se empolgando com os livros da Stethenie Meyer. Então saíram os filmes. E eu não perdi meu tempo assistindo. Pré e pós-reviravoltas me disseram que eram um lixo e que não havia motivo para perder tempo com eles. Mas os livros até que eram divertidos.

Então tá. Eu me rendi, uma das minhas cunhadas me emprestou os dois primeiros, já li o primeiro capítulo, já tenho críticas a fazer, mas vou esperar acabar, né? Que não faz sentido nenhum eu comentar de Crepúsculo tendo lido só as primeiras páginas.


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AUTHORITY: Sob Nova Direção

26 de dez de 2009

Então eu resolvi manter um elo entre o Natal de 2008 e o deste ano. Havia dado a primeira edição de AUTHORITY para o namorado e, tendo sido aprovado por nós dois, resolvi dar a segunda edição este ano, acompanhada de Na Prisão, de Kazuichi Hanawa.

Gostei muito do primeiro, mas achei o segundo ainda melhor. Como é dito na introdução, os super-humanos do AUTHORITY não são quaisquer supers. Podem, sim, ser classificados como heróis (pelo menos por mim), mas não estão sob a autoridade de nenhuma nação (exceto, talvez, a Jenny Sparks, o Espírito do Século XX, mas acho que é menos subserviência e mais paixão pela Inglaterra), como está o Super-Homem, por exemplo. Sim, ele está! E eu não gosto muito dele, então nem vou discutir o assunto.

Ou melhor, vou: pra quem não sabe, minha monografia consiste na comparação de 300 de Esparta nos dispositivos quadrinhos e cinema. Para isso, lógico, óbvio e evidente, eu fui estudar a história dos quadrinhos (depois linko aqui os artigos que podem ser úteis, estou postando do e-mail). E o Tio Sam convocou não só os heróis americanos para a Segunda Guerra Mundial, mas também os super-heróis. E, se as cores de seus uniformes já estampavam antes a bandeira americana, agora o comportamento é mais "For America! For Freedom"* do que nunca. Aí, depois da guerra, apareceu um psicólogo que lançou um livro dizendo que quadrinhos eram maus, subvertiam as crianças e as transformavam em criminosas violentas. A maioria dos heróis, que eram muuuuuitos durante a Guerra, desapareceu. Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha foram alguns dos poucos sobreviventes. Mais tarde, alguns foram renascendo. Mas o texto é sobre os supers de Warren Ellis & cia, não dos heróis padrão que você conhece.

Jenny Sparks, fumante inveterada, sempre com sua camiseta estampada com a bandeira inglesa, comanda seus companheiros, "habitantes" da Balsa, uma nave do tamanho de uma cidade, abastecida por um universo bebê, que transita no limite da realidade. Ela é, aparentemente, um organismo vivo e está dentro e fora da Terra podendo, portanto, abrir uma porta para qualquer lugar. Isso possibilita que o AUTHORITY salve qualquer país de qualquer ataque. Os poderes dos heróis também são utilizados de forma pouco comum, ainda que boa parte deles seja recorrente em outros gibis mundo afora.

Jenny tem o poder do séc. XX: a eletricidade. Além de todo o conhecimento acumulado desde 1900.

Apolo é praticamente um deus-sol. Usando a energia do astro-rei para se abastecer, é um dos mais fortes da trupe. Faz todas aquelas coisas que queremos que um herói faça: voa, explode coisas, tem super força... E, aparentemente, não morre. Basta deixá-lo exposto ao sol que ele se regenera!

Meia-noite compartilha a super-força do companheiro (em todas as acepções da palavra), além de se mover nas sombras. Praticamente um Batman, né? Só que o Robin dele é muito mais poderoso. ;)

Temos também o Deus das Cidades, que pode se mover entre todas as grandes cidades e se comunicar com elas. Tipo, o vilão tá destruindo Roma e ele está em Nova Iorque? Num piscar de olhos ele está na Itália e já convenceu o chão romano que era uma boa idéia engolir o cara.

Swift não mostrou as garras em combate nesta edição, mas seu principal poder é voar. Ela possui asas gigantescas, é bastante forte (já que fica carregando o povo pelos ares) e não pense que "saber voar" se aplica só a si própria. A coisa anda pelos ares? Então ela sabe pilotar.

A Engenheira trocou seu sangue por um metal-líquido-orgânico-muito-

louco, tem todas as informações que precisa sobre qualquer máquina, pode se transformar numa ela própria (aliás, passa a maior parte do tempo em seu formato metálico, combatendo o crime nua por aí) e, se ela não aprendeu sobre a máquina em questão ainda, pode fazer o download das informações necessárias num instante.

Para finalizar (ufa!), temos Doutor, o Xamã. Ele tem conhecimento de todos os xamãs que existiram antes dele (ou seja, desde o início da raça humana), se transporta para um mundo de sonhos e para um mundo espiritual, aonde conversa com seus antecessores, faz um monte de perguntas e adquire as informações necessárias. Tem episódios em que ele é só guia espiritual, em outros, ele é bastante útil, como quando troca uma porta de segurança máxima pelo ar puro das montanhas ou os ossos do seu oponente por elásticos de cuequinhas Calvin Klein.

Sob Nova Direção
Em Sob Nova Direção, o Doutor é que descobre como salvar o mundo. Ou melhor, do quê salvar o mundo. A Terra não é dos humanos. Nós apenas a herdamos, o dono é outro, está voltando e não está feliz. Uma forma alienígena criou o planetinha para ser perfeito para ele. Era um pouco mais próximo do Sol do que o é atualmente, a configuração da atmosfera era outra... Mas resolveu deixar o conforto do lar e vagar pelo universo, pra ver se fazia uma casa de praia por aí. Ao voltar das férias, descobre seu planeta fora do lugar, com um satélite e uma infestação de 6 bilhões de habitantes mexendo em tudo. Então deus resolve que vai colocar ordem na casa e "desterraplanar" a Terra, pra poder voltar a viver nela confortavelmente.

***Spoiler Alert***
A história se passa nos últimos dias de 1999. A líder do grupo é o Espírito do Século XX, prestes a terminar. Eles precisam derrotar Deus antes que a srta. eletricidade durona encontre seu fim. E agora?!

Natividade
No mesmo volume de Sob Nova Direção está Natividade. Vou começar metendo o pau: não gostei do desenho! Nas outras histórias achei muito mais legal. Nesta, está todo mundo bicudo. Também não vi grandes expressões faciais. Eu esqueci de olhar quem era o desenhista, então fico devendo essa.

Agora vamos falar bem. Gostei deveras da história. Primeiro porque os heróis mostram a que vieram. Mostram que não vão baixar a cabeça pra governo americano, japonês ou de onde quer que seja. Mostram também que não estão ali só para combater super-vilões nonsense e ameaças alienígenas. Se é pra proteger o mundo de invasões bizarras, que seja um mundo que valha a pena defender. Portanto, eles acharam por bem acabar com a ditadura corrupta de um país na Ásia, cujo governo estava exterminando parte da população.

***Spoiler Alert***
Segundo, gostei porque, como o próprio nome indica, é a edição de nascimento do Espírito do Século XXI, codinome Jenny Quantum. É claro que, morrendo a Sparks, junto com o séc. XX, seu espírito iria reencarnar, mais poderoso do que nunca.

Eu vou fechar a matraca agora, porque se não o fizer, conto a história toda, aí ninguém vai querer ler o gibi! E ele é muito bom, vale a pena!

* "For Sparta! For Freedom!" Leônidas em 300. Livro ou filme, a frase está lá.


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Meme 2

15 de dez de 2009

Procurando na internet o conceito de Prolepse de João Batista de Brito, porque estou com preguiça de ir buscar o livro, me deparo com uma meme legal neste blog aqui, e nem sei como foi que caí lá, mas enfim... Uma pausa não vai me matar...

O desafio consiste nos cinco passos que se seguem:

1. Pegue no livro mais proximo, com mais de 161 páginas;
2. Abra o livro na página 161;
3. Nessa pagina procure a quinta frase completa;
4. Transcreva na integra para o seu blog a frase encontrada;
5. Aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers a escolha. (que eu não vou indicar, quem quiser, sinta-se a vontade pra pegar as regrinhas e fazer um post parecido.)

E a escolhida é...

"É melhor a prisão do que o seqüestro."

Confesso... Não é o primeiro nem o segundo livro, é o terceiro. Os dois primeiros estão plastificados e embalados porque são presentes. Sorry.

A frase saiu do "Elite da Tropa", de Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel. Óóótimo livro, que surgiu do mesmo roteiro do filme "Tropa de Elite", mas que possui mais histórias, mais vertentes e é bem interessante! Não acho que dê pra comparar um com o outro. E eu recomendo os dois.


 
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Grávida eu não fico

11 de dez de 2009

Estava eu reclamando da vida quando a campainha toca. Já que atendi das outras trezentas (leia-se três) vezes, deixei o hermanito ir ver quem era. Até porque podia ser o "Pepe-Legal" (don't ask...). Ele entra em casa com uma caixa. Logo vejo as letras dkt  na fita adesiva que lacra a caixa, já soube do que se tratava.

Depois de entregas de livros pra mim, entregas de presentes de natal pro namorado, minha mãe veio logo com:
-Tá danado! Comprou mais coisa, menina?

- Nah... Devem ser as camisinhas da Prudence...

- ???

- É, teve uma promoção, Elô me avisou, eu resolvi participar... Porque, né? Camisinha nunca é demais!

- Prudence é a marca de camisinha? E como você ganhou?

- Ah, respondi um questionário, escrevi uma frase, eles gostaram da frase, as respostas estavam certas e eu e mais 99 pessoas ganhamos uma caixa dessa.

Tentei arrancar a fita adesiva com a mão, mas não rolou. Levei a caixa pra cozinha pra abrir com uma faca e notei que era bem mais pesada do que imaginei. Cortei a fita, abri a caixa de papelão e lá dentro estava a da Prudence! Linda! Superaproveitarei depois de aproveitar muito bem aproveitado aquelas coisinhas de látex todas!


De Coisinhas

Depois de babar a caixa com mamãe, abrimos para examinar o conteúdo... E quanto conteúdo! Não me admira que estivesse pesado! Não só a caixa é grande e bem feita como veio recheada até onde pode! Eu e minha mãe rimos um bocado. Ela se admirou com a existência de camisinha de banana e fez toda a encenação de "caia fora da minha casa." [1] [2]

- Imagina só! Uma moça de família* recebendo uma caixa dessa! Se fosse na minha casa eu já tinha sido expulsa! Cai fora daqui!

E tome a gente chamar pelo meu pai pra ver. E era tanto quiquiqui e tanto "vem cá" que ele chega entrou na cozinha com uma cara preocupada. Sob os comandos bem-humorados de mamãe de "pega uma mala e a vassoura!", a cara de "me tiraram do meu gamão pra isso?" quando abri a caixa foi impagável! Sério, eu devia estar com a câmera a postos!


De Coisinhas


Fiquei super-feliz porque:
1. Amo receber coisas pelo correio.
2. Amo ganhar promoções e receber prêmios.
3. A caixa é linda.
4. O conteúdo é ótimo, vieram até adesivos e aviso de porta.
5. O pessoal não brinca em serviço e mandou tudo em grande quantidade.
6. Vamos combinar que é uma bela economia, né? E que vai ser ótimo testar o material.


De Coisinhas

Valeu galera da Prudence! Talvez eu não dê conta de todas, mas acho que, assim como eu, tenho umas amigas que também não planejam bebês e que farão bom uso. Socializar é bom, garantir a diversão dos outros também.

Agora com liccença, que é sexta e a Prudence me deu bastante trabalho pra fazer.


De Coisinhas



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*Ok, isso de moça de família me remete a uma história que não posso mencionar - acho. Se tiver autorização, depois escrevo.


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Bessa: Terra de Ninguém

10 de dez de 2009

Já são 15 anos morando em meio ao caos e à lama (bem Chico Science, né?), só agora as coisas começam a mudar. A pouco tempo foi feita a rede de esgoto, mês passado fizeram os canais pluviais e, agora, estão fazendo o calçamento pra valer.

Sim, o calçamento começou há mais tempo, mas eles (esses seres não identificados que estão praticamente na minha porta agora) faziam uma rua... Depois outra... Depois uma entre essas duas... Numa morosidade irritante. Aí as obras foram paradas. E agora estão fazendo ao menos 8 de uma só vez. Mas já chego aí.

Calçaram as primeiras ruas. Os paralelepípedos se destacavam em meio à terra vermelha. As ruas tornaram-se movimentadas, porque quem podia fazia parte de seu caminho por ali. Andar alguns metros a mais para não ter que passar por lama, terra e uma buraqueira infernal todo dia, de duas a quatro vezes por dia, não é nada.

Mas as pessoas estavam acostumadas com a buraqueira-way-of-life. Nas ruas de terra não há mão e contramão. A mão é o lado que tem menos buracos, menos pedras, menor risco de perder um pneu ou uma suspensão. No inverno, a mão é aquele pedacinho pouco de terra que se mostra nas margens de poças, por vezes verdadeiras lagoas. Quem vem de lá que espere pra passar, porque eu cheguei primeiro.

Aí vieram as pedras acinzentadas pelas quais grande parte dos carros trafegam, às vezes em velocidades mais altas do que o aconselhável para uma zona residencial com mais carros do que estacionamentos nos prédios - eles ficam, evidentemente, parados nas ruas. Nem todas as esquinas permitem que o motorista simplesmente entre à esquerda sem olhar o que vem lá. É Bessa, sim. É zona residencial, metade feita de lama, mas há outros carros circulando nas ruas, utilizando os mesmos caminhos. Mas o que isso importa? As pessoas ainda trafegam na contramão, ainda dobram esquinas sem olhar, não respeitam regras de preferência e quem respeita ganha luz alta e buzinadas. Porque - imagina que afronta! - está empatando o caminho de egos grandes demais para aceitar que aqui não é a Inglaterra e o lado certo da pista é o direito. Ou não é a Índia, onde parece não haver lado certo e errado da pista ou preferência de quem vem à direita. Mas isso pode ser apenas um estereótipo das imagens da internet e da novela indiana da Globo.

Os pedestres também geram e passam por complicações. Em diversos pontos não há calçada para eles e, quando há, muitos se sentem no direito de andar no meio da rua e o carro que desvie. Desviar pra onde, eu me pergunto? Tem calçada que não existe porque o terreno não tem construção, outras porque o dono simplesmente não fez e deixa o mato comendo solto e outros ainda que fizeram. Fizeram um lindo jardinzinho cheio de plantas e flores que impedem a passagem. Afinal, eles só saem de casa de carro, né? Então pra quê vão fazer calçadas pros outros? Eles que só andem de carro também.

***
Calçamento
Das diversas ruas que estão sendo calçadas, uma já está pronta, mas continua fechada. Aproveitando que alguém que parecia ser, de alguma forma, responsável pelo serviço estava dando ordens na calçada da minha casa ontem de manhã, fui assuntar.

Descubro que, depois de terminadas as ruas, é necessário esperar 25 dias para que sejam liberadas. Sabe como é: o cimento tem que secar pra aguentar o tranco, ou o serviço não adianta de nada. Ainda sobre questões estruturais, ele me fala que os donos das casas - inclusive a minha - terão trabalho extra no final, pois as casas foram construídas abaixo do nível da rua. Todo mundo vai ter que subir calçada e afins.

Solto a reclamação de seu Antônio Xavier, que demorou 18 anos pra ver esse serviço sendo iniciado. O senhor que controla a obra então me explica as falcatruas políticas - porque claro que não pode haver obra sem roubalheira. O projeto de pavimentação do Bessa começou no governo anterior. Algumas ruas foram feitas, a passo de formiga, o dinheiro não chegava e o desvio de verbas foi descoberto. Pára tudo e vamos discutir isso! E o Bessa fica mais-ou-menos (mais-pra-menos) calçado até que mude o governador, que conseguiu reabrir o projeto e, de acordo com o senhor baixinho, calvo e bronzeado à minha frente, se ele tá roubando, tá sabendo esconder, porque o dinheiro necessário tá chegando. Não muda minha visão negativa do governador atual, mas ao menos não ficarei mais ilhada em casa por causa da lama.

(Sim, eu perguntei sobre toda a infraestrutura necessária para garantir que tudo não vá inundar depois, que eu sou curiosa.)

A rua principal das redondezas, que liga a parte da frente à parte de trás do bairro, será asfaltada, terá linha de ônibus e tudo (e eu já imagino as batidas causadas pelas criaturas donas da rua, que vivem num Bessashire imaginário, onde qualquer mão é mão). É bom. Claro que não terei mais a trilha sonora de sítio para dormir (grilos, folhas farfalhando, passarinhos, tudo será substituído pela sinfonia urbana de buzinas, pneus travados e roncos de motores). Mas da próxima vez que meu irmão bater o carro, talvez eu tenha menos transtornos pra conseguir chegar na universidade.

Essa tal rua que será asfaltada já devia ter sido calçada desde 2004 (se é que acertei o ano). Na época das eleições para prefeito em que Ricardo Coutinho se elegeu pela primeira vez, encheram a rua de placas, máquinas e fotógrafos, revolveram a terra e nós víamos a promessa diária de que a rua estava sendo calçada com o "IPTU Cidadão". Tiraram fotos, tiraram as máquinas, deixaram a terra revirada e foram embora, sem calçar rua alguma. Dizem que a verba foi desviada para a campanha de Rui Carneiro. A única coisa que posso confirmar é que acabaram as eleições, as placas lá ficaram até o final do ano seguinte e eu tinha muita raiva cada vez que as via.

***
O post ficou enoooooooorme, mas eu queria desabafar tudo isso há muito tempo. Ia fazer de conta gotas, mas resolvi cuspir logo tudo e só voltar a falar do Bessa quando tudo fossem flores - ou quase. Espero que não apenas o descaso político tenha terminado, mas também o dos moradores esteja no fim. Cada vez que fazem um prédio mais arrumadinho, que aparenta oferecer uma boa estrutura a seus moradores eu penso: "Agora sim! Vão calçar as ruas, vão fazer calçadas, vai virar um bairro decente." 


Certas casas e certas associações ainda devem calçadas, mas acho que vão criar vergonha na cara em breve. Gosto de acreditar no melhor das pessoas.


Espero que, já que não tem mais rua de terra nem buraqueira, os motoristas passem a andar na faixa certa. É pedir demais que eles coloquem em prática o que supostamente aprenderam na autoescola?!


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Operation Shut Down

9 de dez de 2009

Eu não vi Duro de Matar 4.0, mas minha mãe fez a prévia e, agora, eu vou ver, um dia. Ela mencionou a Operação Shut Down e parece bem o que vivenciamos esta manhã/tarde em J. Pessoa.

Fomos ao Carrefour fazer a maldita feira semanal. Pegamos tudo o que precisamos, alguma coisa que queríamos, não deixei minha mãe pegar sorvete e, em 40 min., estávamos na fila do caixa, quando recebemos a notícia de que o sistema de cartões de crédito estava fora do ar. Todas as redes, em todos os caixas e na central. De início, achamos que tinha sido apenas no supermercado em que estávamos, mas logo a coisa se revelou maior.

Já havíamos passado por uma situação parecida. Minha mãe resolveu esperar. Em 20 minutos, no máximo, estaríamos passando nossas compras e indo almoçar. Dentro do tempo estimado por mamãe, um cartão voltou a funcionar. O da rede de supermercados. Os outros continuavam fora do ar.

Peguei então o celular. Ia atualizar o twitter e ver se outros lugares também estavam offline. A rede WAP também não funcionava. Não consegui ligar para ninguém nem mandar mensagem. Começou a bater uma crise de abstinência: “estou desconectada do mundo”.

Depois de muita lenga-lenga, o gerente do supermercado resolveu aceitar cheque, mesmo sem fazer cadastro. No total foram 50 minutos na caixa do supermercado, com carnes descongelando e chocolates amolecendo.
Casa, finalmente! Conectar na internet para saber o que aconteceu. E... não tem internet. O telefone, ao menos, funcionava. Não estávamos desconectados do mundo de verdade.

Mas ainda assim deve ter sido a primeira vez em muito tempo que fiquei offline por imposição alheia, não por vontade própria. E fiquei preocupada que isso durasse o dia inteiro. Imagina: tanto o meu projeto de monografia quando o meu projeto de revista dependem da internet. Nem todos os artigos, textos, matérias e afins que preciso estão no computador. E aí? #Comofas? Não sei os outros, mas estou dependente demais da tecnologia e sempre que fico impossibilitada de algo por causa dela penso a respeito. As lojas também estão, afinal isso de boleto para cartão de crédito não existe mais, né? E nem todo mundo anda com cheque ou dinheiro vivo em grandes quantidades, hoje em dia.

Caso um bando de hackers decidam que vão parar o mundo simplesmente com uma pane de computador, eu acho que terão sucesso. E que, antes de tudo entrar nos conformes, haverá um certo caos.


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Postais viajando pelo mundo

8 de dez de 2009

Aproveitando que estou falando de redes sociais, por que não falar do Postcrossing, projeto que me viciou este mês?

O Postcrossing é um site de trocas de cartões postais. Você se cadastra, coloca seu endereço e escreve um pequeno about, muito útil pra quem está te enviando um postal. É lá que você diz o que você gosta e de quê você gostaria de receber (turístico, artístico, aberto, em envelope, sem texto etc.).


(Eu sugiro não marcar a opção "repetir países" no cadastro, caso queira mandar para os mais diversos locais possíveis.)

Dá para associar com o Twitter e com o Facebook, que atualizam automaticamente ao enviar ou registrar um postal.
O usuário começa com o "crédito" de 5 postais. Ao selecionar "send postcard", tem umas regrinhas que sempre aparecem e que você tem que aceitar. Depois disso, será enviado um endereço aleatório e você será redirecionado para o perfil do destinatário.

Não dá para ter mais de 5 postais viajando. Quando alguém recebe um e cadastra, o remetente ganha crédito para mais um. Caso o postal expire (60 dias da data qem que pegou o endereço), também libera um. A cada 20 postais, aumenta em 1 a quantidade de postais que você pode enviar. ( + info)

Registro: Ao receber um endereço para enviar um postal, é dado também um número de identificação (ID), que deve ser escrito no postal. O destinatário usa esse número para registrar o postal.

Recebendo: Depois que o primeiro postal enviado chega ao destino, o seu endereço será sorteado aleatoriamente para alguém em algum outro lugar do mundo (ou do Brasil mesmo). Ao registrar, dá para deixar uma mensagem para a pessoa que te mandou o cartão e, depois desse passo, subir uma imagem, caso o remetente não o tenha feito, para constar na "postcard wall".

Direct swap: Alguns usuários tem essa opção habilitada. Eles estão dispostos a trocar postais (às vezes algo mais, como selos, ímãs, cartões telefônicos...) independentemente do site. Esses postais não entram para os registros e a forma como a troca é feita é combinada entre os usuários. Recentemente mandei 2 postais para uma portuguesa e estou esperando mais dois dela dessa forma.

Minha página
Meus postais recebidos
Meus postais enviados

Eu descobri que é viciante e fiz uma segunda conta, porque, por algum motivo, mandar postais para desconhecidos falando da Paraíba, do Brasil e alguma coisinha da minha vida me deixa feliz. Receber me deixa mais feliz ainda. =D



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O que você anda lendo?

7 de dez de 2009

Com essa pergunta, a rede social Skoob pretende ser uma gigante biblioteca virtual. Eu estava mesmo buscando um jeito de colocar online os livros que tinha, que estava lendo e interagir com meus amigos, de forma que pudéssemos emprestar livros uns aos outros e até trocar obras, quem sabe?

A parte de trocar obras não tinha me ocorrido, até ver que a opção existia lá no site. Em 24h, já tenho 5 ou 6 páginas de livros que li, estou lendo, quero ler ou abandonei. E até fiz minhas contribuições, com os quadrinhos de Lenore. ^^

Provavelmente para atrair usuários, o Skoob está com a Promoção "Renove sua estante!" O sorteado ganhará 10 livros de sua escolha. Se quem ganhar tiver se cadastrado por indicação de alguém (a minha, por exemplo), a pessoa que indicou (ou seja, eu) também ganha.

Então, o que você está esperando para concorrer à ampliação da nossa estante? Clique aqui e se cadastre! xD Mas vá logo, que o praze de inscrições termina no dia 27 de Dezembro.


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A Busca por Tofu

Já fazem duas semanas que meu gato continua sumido. Já espalhei fotos, conversei com pessoas, apelei na internet. Pesquisei sobre o cio das gatas e outros motivos que os felinos têm para desaparecer. Como comentei no outro post, até pensei em carregar o gato amarelo, terror das gatxinhas, dono da área e carrasco de duas gerações de gatos, para algum outro lugar. Talvez com ele longe, Tofu voltasse mais fácil.

No momento, não há nada o que possa fazer, a não ser esperar.

Numa das minhas andanças, atrás de criadores ou cuidadores de gatos, descobri um casal de idosos morando na rua atrás da minha. São residentes da mesma casa a 18 anos, possuem duas filhas, uma fisioterapeuta, uma doutoranda em Química e apaixonada por arquitetura. Ambos possuem o sotaque paraibano, mas o homem tem algo de misturado. Conversando com ele, fico sabendo que trabalhou durante anos em Santos (SP), depois foi para o Rio de Janeiro, antes de se fixar em João Pessoa, numa rua de terra, num bairro calmo.

Rua esta que prometem há 18 anos que será calçada. Bairro este que não tem mais quase nada de calmo. Para os pobres gatos, nunca houve.

Seu Xavier tem dois cães de grande porte e sua esposa "coleciona" aves: na garagem na qual caberiam três carros e no que já foi uma confortável casa de cachorros há várias gaiolas com diversas espécies de pássaros. Dona Zulmira - ou Mira, como Seu Xavier carinhosamente a chama - fala alegremente que ninguém dorme depois das 4h30, por causa da cantoria matinal. Penso na situação e imagino como extremamente desconfortável. Eles gostam. Eu não critico. Ao menos eles amam os animais que têm - e os que não tem.

O casal Xavier é indignado com maus tratos a animais e, ainda que não possam adotar os gatos, por causa dos cães, os alimentam diariamente. São cerca de 13, que estão constantemente sob a sombra das árvores da calçada ou encostados no portão, durante a noite.

"Nós os alimentamos duas vezes por dia, de manhã e no fim da tarde", me diz d. Zulmira. Seu Antônio complementa: "Damos um litro de leite todo dia de manhã. Depois ração. No fim da tarde, mais ração. Eu dei comida pra eles um pouco antes de você chegar, tá vendo? Toda semana compro 13 litros de leite! Gasto um dinheirão, mas eu gosto, sabe?"

Estimulo o senhor a continuar a história:

"Acho uma maldade, uma judiação ver os bichinhos com fome, sofrendo. Então eu dou comida. E o senhor que mora naquela casa que tem um jardim da frente também dá. Uma vez a gente se encontrou e ele me parabenizou pela ação. Mas eu faço porque gosto.

"Mas não é todo mundo que gosta. O vizinho mesmo já disse que não gostava. E uma mulher que mora perto da academia [Quatro Estilos, onde um funcionário também alimenta gatos e cuida deles] disse que ia comprar um pit-bull pra pegar eles.

"Tem um moleque que morava por aqui que vinha maltratar os bichos. Hoje ele já é um rapaz. Um loiro, que usa brinco numa orelha, você conhece? Ele já veio aqui com estilingue, que eu tomei dele. Teve uma vez que ele e uns amigos pegaram um gato e ficaram passando com a bicicleta por cima dele, até que morreu atropelado."

Seu Antônio diz que o garoto (agora rapaz) sumiu depois de severas ameaças e diversos estilingues confiscados. Hoje, quando vê um dos Xavier na rua, fica sem jeito e ressabiado. Eu sinto raiva dele e pena dos gatos.

Saí da casa do casal idoso com uma grande apreensão pelo meu gato e com uma esperança no mundo, depois de ter conhecido gente que também cuida dos animais e se importa. E, pela conversa que tivemos, o respeito se extende aos seres humanos de forma pouco encontrada atualmente.

Talvez seja pedir demais que esse zelo se espalhe e penetre certas cabeças miúdas, mas a faísca se acende em situações como essa.

Se encaixa no post sobre gentileza escrito por Eloísa em seu novo blog, Je Suis Diva! Ela também está ajudando na busca pelo meu gato: leia.


Ler o post do sumiço de Tofu.


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Restaurante Tókyo

3 de dez de 2009

A mãe de uma amiga minha disse, uma vez, que eu não poderia trabalhar como degustadora, porque comia de tudo e achava bom. Claro que achava bom, ela era uma senhora cozinheira e fazia cada comidinha mineira gostosa...

Me lembrei disso mais cedo. Estava chegando no Bessa Shopping, com a intenção de comer uma tapioca com água de coco e não gastar nem R$ 5, mas a moça me entregou o panfleto do restaurante e meu estômago me pediu para eu testar o restaurante novo. Como recusar o pedido? Mas só se não fosse caro.

Aí eu dei uma olhada. Não era exatamente barato, mas a fome também não era tanta. Dei uma olhada, a comida parecia bonita, então eu decidi arriscar. Por quê não, não é mesmo? Já que eles faziam temakis, seria a vítima da vez. Dificilmente superaria o do Tanabata ou do Temaki da Villa, mas daremos a chance.

Eles não tinham cardápio. Um "epa" piscou lá no fundo do inconsciente, mas uma mulher precisa ser alimentada antes de prestar atenção a esses sinais. Fui perguntando e me decidi pelo temaki basicão de salmão. Água de coco, só de caixinha. (Sempre acho que tão tirando uma da minha cara quando dizem isso, porque, tipo, no Bessa é praticamente atravessar a rua e tem um coqueiro! Mas tudo bem...) Vai a boa, velha e gasosa Coca-Cola mesmo.

Dou aquela twitada básica do celular, com as primeiras impressões, e observo a placa. "Tókyo". Não tinha como ser mais enfeitado. O "epa" já virou um alerta amarelo. Porque a pessoa tem que escolher entre "Tóquio", em bom português, ou "Tokyo". Mas isso é preconceito meu.

Chega meu temaki basicão. A apresentação é bonita, ainda que não seja a ideal. Um prato comum não é o melhor lugar para o temaki, porque não dá muito apoio. Há suportes específicos para isso. Considerei isso bobagem e parti pro ataque. Não é ruim, mas sabe como é... Quando se come coisas melhores, o paladar fica fresco. Ainda mais com uma comida "metida" como é a japonesa. Mas eu tenho uma séria reclamação a fazer: utilizaram arroz comum.

Arroz japonês, na minha concepção leiga da coisa, vai além do modo de preparo e do tempero (que varia de restaurante pra restaurante e eu acho superdivertido ficar observando as diferenças). O arroz oriental tem um gosto diferente e "dá a liga" de um jeito diferente do arroz nosso do dia-a-dia. Resultado: na metade o temaki desmontou e exigiu alguma habilidade da minha parte pro bicho não ir todo pro chão.

Mas não vou reprovar um restaurante por causa de um único prato. Servi-me, então, de alguns sushis, alguma coisa empanada que eu não sabia o que era e aquela couve-flor cozida que eu acho muito gostosa. O sushi também era com arroz comum (mas estava melhor temperado que o do temaki), um empanado continuou não-identificado, o outro era um pedacinho de camarão (!!!) e a couve-flor foi uma frustração. Não se deram ao trabalho de descobrir como fazia e simplesmente jogaram tempero de miojo. Ok, podia não ser de miojo exatamente, mas se eu quisesse comer comida com gosto de miojo de galinha caipira, eu tinha ficado em casa. Isso tinha na despensa.

Eu resolvi que não volto mais lá, ao menos não tão cedo. Se daqui a um ano o restaurante ainda estiver ali, é porque melhoraram. Ou porque o paladar do povo é muito pouco confiável. O Sushi Bessa, a duas lojas de distância, é mais barato e mais gostoso.


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Data marcada pra mudar

1 de dez de 2009

As pessoas ficam constantemente esperando uma data específica para mudar algo. O ano novo para que a vida melhore, a próxima segunda para começar a dieta, o aniversário para se emendar, o natal para mostrar que gosta da família/amigos.

Qual é a grande diferença de 1/1/10 para 31/12/09? Ainda é feriado, você continua bêbado, mas vai ter que adquirir um calendário novo. Vai repetir um monte de coisas do ano anterior, começando pelas tradições (carnaval, páscoa, dietas não começadas na segunda-feira seguinte, são joão, natal, outro ano novo...). Se você disser por exemplo, que a partir de agora vai sentar a bunda na cadeira, estudar e abrir sua própria empresa, o resultado não será diferente daquele que obteria a partir do mês que vêm. Mas acontecerá mais cedo. E não é porque o ano virou que ocorreu uma grande mudança e você passou a ser alguém mais centrado, disciplinado e dedicado. Qualquer mudança leva tempo, não vai acontecer nos primeiros minutos de 2010, como não aconteceria daqui a meia hora.

Tem gente que diz que o verdadeiro ano novo é o aniversário de cada um. Mas sério: você só envelheceu um dia, ainda que o numerozinho tenha mudado. As experiências adquiridas não aconteceram em 24h, mas em 365 dias e 6 horas mais ou menos (comparando com o seu aniversário do ano anterior). De certa forma, não e um "novo eu", apenas um "eu mais evoluído" (ou não, tem gente que se recusa). Claro que eu acho que com 23 eu sou uma pessoa mais madura do que com 22. Comparando com setembro de 2008. Porque comparando com o dia anterior, eu era apenas uma pessoa mais descansada, após hooooras pingando de aeroporto em aeroporto pra chegar em casa.

A melhor hora de começar a dieta é agora, antes da próxima refeição. Porque se você marcar pra próxima segunda, pode crer que não vai dar certo. No fim de semana haverá a despedida das gordices gostosas, na segunda vai ter um monte de trabalho e aquele chocolatinho no meio da tarde, só pra aliviar o estresse, já vai comprometer a coisa toda.

Não espero que 2010 vá ser melhor que 2009. A não ser por situações aleatórias sobre as quais eu não tenho controle, eu tentarei fazer por onde ser melhor. Ao menos será um passo adiante: eu me formo, eu faço seleção para mestrado, eu organizo minha vida pra me mudar, caso passe... Do mesmo jeito que 2009 foi um avanço em relação a 2008, em diversos aspectos. E não sei se foi melhor, até porque acho que os anos se misturaram muito com o calendário maluco da UFPB, mas foi diferente.

Estou pouco preocupada com saber se um ano foi melhor que outro. Me interessam datas mais próximas, tipo o hoje e o amanhã. E eu venho adiando certas mudanças há um bom tempo, mas vou aproveitar que estou com espírito e fazê-las hoje, depois de espalhar por aí panfletos procurando Tofu.
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