Traduza os textos do blog para seu idioma. Translate the blogposts to your language.
English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

O que você quer ser quando crescer?

19 de out. de 2009

* Post de dia das crianças atrasado.

Toda criança sempre quis ser umas coisas bem nada a ver quando crescesse. Bom, alguns sonhos nem eram tão nada a ver assim. E acabou que eu segui o último e mais nada a ver de todos eles: ser jornalista. Não condiz nem um pouco com o primeiro desejo forte de ser alguma coisa que tive.

Eu já quis ser professora. Acho que boa parte das meninas já quis isso um dia. Já quis também ser modelo/atriz/apresentadora. Aí cresci e fiquei tímida. Colocou um microfone na minha mão e uma câmera na minha cara, pronto, acabou-se! Minha capacidade de raciocínio diminui e a produção das glândulas sudoríparas aumenta proporcionalmente. Além do mais, eu era uma criança gordinha e nunca terei o vara-pau-way-of-life das modelos.

Descobri, na adolescência, que era o maior trabalho escravo, porque a agência te contrata e te dá um book, uma campanha no oriente, estadia em hotel e tudo o mais. Aí deduz tudo do seu salário até pagar as dívidas. Só depois a modelo começa a receber algo. Sem falar no: "1,70m e 40 Kg? Ah, minha filha, vc está muito gorda, precisa perder uns 10 Kg ainda!"



Porque, afinal de contas, é supersexy ser um cabide com uma cabeça desproporcionalmente grande. A Keira Knightley não é modelo, mas tá bem no estilo.

Aí eu quis ser cantora e tocar algum instrumento. Muito depois de ter passado esse sonho, ainda fiz uns meses de canto coral no colégio aonde eu estudava, afinal sempre gostei da idéia de cantar bem, ainda que fosse pra mim mesma, no chuveiro. E bateu a tal da timidez, lembram? Eu não ia ser lá grande coisa em cima dum palco com um microfone na mão. Mas a vontade de tocar um instrumento nunca me abandonou.

A primeira coisa que quis tocar foi violão, mas aí meu irmão começou e eu não queria fazer a mesma coisa que ele. Aliás, abandonei o desenho e diversas outras coisas porque ele também fazia e eu queria ser notada por algo que ele não fizesse e não comparada. Didn't work out very well... Anos depois eu vi, numa festa de Halloween, uma menina tocando baixo. Bem quietinha no canto dela, com o maior jeito de quem sabia o que estava fazendo. Achei fantástico. Aí meu namorado babaca da época (eu era uma aborrecente na ocasião) me disse que eu não poderia fazer isso.

No entanto, a primeira coisa que eu quis ser, sem nem saber direito o que era, foi ser astrônoma. Nem astróloga, nem astronauta. Astrônoma. Eu ficava encantava com as poucas estrelas que via no céu paulistano e bestificada com as que via no céu pessoense, quando vinha passar as férias. Meu pai me apontava algumas constelações e me ensinava algumas coisas do universo e eu ouvia atentamente, como se fosse a coisa mais maravilhosa do meu mundinho infantil. Eu queria estudar as estrelas, as galáxias, descobrir de um observatório, com um telescópio gigantesco, um novo brilhinho lá em cima.

Aí passou-se o tempo, eu fiquei sem saber o que fazer da vida e resolvi fazer jornalismo, já que eu gostava de milhares de coisas e, como jornalista, esperava ver um pouquinho de cada uma delas.


Clique na imagem para ampliar

No dia 11/10 eu me revoltei contra tudo e contra todos, inclusive contra minha reeducação alimentar, e fui almoçar no Mconald's, porque tava a fim de comer calorias vazias e ninguém tinha nada a ver com isso. Aí me deparo com este cobertor de bandeja e me lembro de como eu queria estudar essas coisas.

O violão e o baixo já estou estudando. E astronomia, será que ainda dá tempo?

E você, o que quer ser quando crescer?
Bookmark and Share


Share/Bookmark

Verão

11 de out. de 2009

A madrugada se estende triste, quente, abafada, pesada e silenciosa. Não passa vento, não corre bicho, não ameaça chuva, nem cricrila grilo. A hora tardia e o tempo pesado me parecem mais opressores do que nunca. Mas o sono não chega - ele nunca chega. O cansaço vem e me abate, mas a dormida é tumultuada, turbulenta, sem descanso nem conforto.

O ar quente e úmido chega a ser desconfortável nos pulmões. Os lençóis da cama esquentaram e, agora, sinto-me numa frigideira. Ou numa panela de pressão. A sensação é mais parecida com estar cozinhando do que fritando. Mudo de posição na cama, mas em poucos minutos o novo lugar também esquenta. Encosto a pele desnuda na parede fria e sinto algum alívio. Queria poder dormir na parede. Queria poder, simplesmente, dormir.

Penso que, talvez, estivesse melhor se não estivesse só. O calor de um corpo poderia me confortar, por mais ambigüo que isto pareça. Um outro corpo junto ao meu, dormindo suavemente, a respiração calma e cadenciada, o semblante que quem descansa - Descansa! Talvez ver alguém dormindo assim ao meu lado me servisse de inspiração. Talvez o sono viesse para nós dois.

Talvez não. Talvez o sono não viesse para mim, de qualquer forma. Eu continuaria seguindo por dias iguais sem conta. Dias de olheiras, cabeça pesada, mente lerda e irritação fácil. Será uma sina? Ou só o verão?

Não agüento e saio pelas ruas a procura de um vento, uma brisa, um ar menos sufocante. Quem sabe um amor mais atordoante? Uma dessas noites que nocauteiam e tanto faz se é frio ou calor, o corpo pára, a mente cede e o mundo, de repente, fica em paz. E o sono vem. Tranquilo, leve, agradável. E então eu dormiria e sonharia e descansaria e, depois, acordaria num mundo novo, numa manhã agradávelmente colorida, num, enfim, novo dia.



******
Eu não consigo dormir. São 3h43 da manhã e eu estou acordada escrevendo textos deprimentes por causa do calor. Preciso comprar um ar-condicionado ASAP, antes que eu:
a. Perca o juízo;
b. "Perca" o juízo dos outros.
Ah! Conto sem revisão. Perdoem qualquer besteira. Amanhã, se eu acordar sem minha enxaqueca (que me acompanha há 6 dias), dou uma revisada geral aqui e em outros textos.


Bookmark and Share


Share/Bookmark

Vodca

5 de out. de 2009

- Os meninos vão tocar numa quinta-feira, né?

- É.

- Eita, eu acho que não vou!

- Por quê?

- Dia 18 tenho uma prova e terei que acordar cedo para estudar na sexta.

- Ah, tá. Faz bem. Eu vou, de qualquer forma.

- Mas você não tem aula na sexta, não?

- Tenho. Por isso mesmo. Eu vou e vou encher a cara, pra ir pra aula bêbada, que a professora é um pé no saco e o assunto, insuportável. Não tem quem aguente!

Ele me olha assustado, levanta-se da cadeira e se afasta. Olha para mim e para o irmão.

- Quem é esta pessoa, que eu não conheço? Como assim você vai encher a cara?

Simplesmente tomo mais um gole do meu refrigerante, sorrio de leve e continuo a jantar.



******

UPDATE!
Escrevi o texto, me referindo a um show e coloquei uma data específica, mas esqueci de dizer que realmente vai ter um show nesta data.
No dia 15/10, também conhecido como próxima quinta, os Old Boys tocam no John People, na Av. Olinda, Feirinha de Tambaú. O show começa às 22h e deve ter 3h de duração, com clássicos do rock nacional e internacional das décadas de 50, 60 e 70.
Apareçam. ;)


Bookmark and Share


Share/Bookmark

São Paulo - Dia 3: Light²

4 de out. de 2009

Dia 1
Dia 2, parte 1
Dia 2, parte 2
Dia 3, parte 1

17.09.2009
Pouco depois de chegar da rua, a Camilla chega para nosso jantar seguido de cinema. Enquanto troco de roupa, decidimos ir ao cinema ali perto, na Joaquim Floriano, e comer numa lanchonete no meio do caminho. Seguimos pela S.Gabriel (notaram que a S.Gabriel me ligou praticamente a todos os meus passeios?) conversando sobre passados, futuros e baladas e compramos o ingresso para depois lancharmos. Gostei da brincadeira: o cinema possui poltronas marcadas, então dá para escolher o lugar e voltar só na hora do filme.


New Dog
A lanchonete foi criada em 1967 e continua no mesmo lugar até hoje. É enorme, estilo lanchonete americana mesmo, point pós-balada (a Mi mesmo me falou que sempre ia lá depois que saía com as amigas e nunca tinha se tocado de que era tão perto da casa da vovó) e comida gostosa. Ao menos eu aprovei meus caríssimos cheeseburguer com cebolas fritas e milkshake de Nutella (e só isso já explica os 32% de gordura corporal que acharam em mim na academia). Desde sempre eles têm uma maionese feita lá, ótima para comer com as batatinhas fritas.

Chegamos no horário de se chegar em lanchonetes aqui em J.Pessoa e estava quase vazia. Ainda assim, o atendimento foi um pouco lento. Mas a medida que o tempo foi passando e começaram a chegar famílias por ali, ocupando boa parte das mesas, eles se agilizaram. Apesar de caro, gostei da comida e do atendimento. Os garçons foram simpáticos e prestativos (e ainda ganhamos pirulitos junto com a conta), dá para conversar tranquilamente no local, existem opções menos engordativas e tem rede de internet sem fio, para aqueles incapazes de se desconectar. Mas falta de educação tem em todo canto, né? E tinha uma galerinha bem mal-educada e gritona na mesa ao lado.



A foto é de 2007, mas o local continua exatamente igual.

Na hora eu, com a endorfina lá em cima de tanto castigar meu pobre cartão de crédito, não estava nem aí. Mas tenho ouvido com alguma frequência as pessoas falarem meio admiradas que S.Paulo deve ser uma maravilha em questão de atendimento, educação e gente bonita e não é bem assim. Tem de tudo. Tem muito mais coisas do que por aqui. Como é muito maior e tem muito, muito mais gente, encontramos pessoas educadas com mais frequência. E é verdade que fui bem atendida em quase todos os estabelecimentos que fui (mas ou eu tenho sorte ou sou tolerante, que em JP também raramente sou mal-atendida). Mas lá estava o povo na mesa do lado gritando. E o celular tocou no cinema. E tinha gente comendo de boca aberta. E vi gente jogando lixo no chão, a poucos metros de um lixeiro. Ces't la vie.

Jantamos, rimos, falamos pelos cotovelos (já vi que isso é genético) e fomos embora, caminhando pela noite geladinha para nosso próximo objetivo.

Os Normais 2
Queríamos assistir "A Verdade Nua e Crua", com Gerard Butler, ator que babamos, mas por motivos diferentes. Ela, porque acha lindo; eu, porque... bem, gosto da aparência dele, ainda que não o ache exatamente bonito, e gosto da atuação dele. O filme não estava disponível, então escolhemos outra comédia bobinha não-pensante. Eu estava em férias auto-impostas e, quando voltasse, assistiria um monte de filmes pensantes na universidade. Coisas leves e engraçadas para mim, por favor.

Não lembro o nome do cinema, sei que fica no mesmo prédio aonde tem uma livraria Saraiva gigantesca e linda de morrer e vários restaurantes arrumadinhos, estilosos, que pareciam bem legais e bem caros. Talvez nem fossem, mas não entrei pra perguntar.

O cinema não é novo. Claro que deve ter passado por suas reformas, mas existe ali há muito tempo. Eu, acostumada com a falta de conservação dos cinemas daqui, fiquei ligeiramente admirada com a sala de lá. Não era grande, mas tinha cadeiras muito confortáveis (!), com espaços para as pernas (!!) e cujo encosto tinha uma ligeira inclinação (!!!), o que ajuda a sair de lá sem uma dor na lombar. Assisti o filme confortavelmente, sem ficar me remexendo a procura de uma posição confortável e nem achei tão ruim pagar bem mais caro do que normalmente não pago para ir ao cinema em JP.


Exibir mapa ampliado

Sobre o filme: É legal! É engraçado! Eu ri bastante! Vani está frustrada com a frequência sexual de Rui (ou a falta dela) e resolve ceder ao desejo dele, fazer um menage à trois. Lá vão os dois atrás da garota ideal. Se dão mal com a prima despirocada da Vani, se envolvem com uma lutadora de kickboxing (isso tá escrito certo?), com uma francesa, um traficante, ficam presos dentro de uma banheira de hodromassagem... Para quem gosta da série, é legal. Parece um episódio extendido que eles conseguiram fazer de modo que não ficasse cansativo. E vale salientar: eles não maltrataram nenhum animal durante a filmagem e só um ou dois estagiários.

Voltamos para o apartamento da minha avó e já combinamos as aventuras do dia seguinte: a busca a famigerada calça jeans que eu não achava em canto nenhum (e olhe que passei mais de um ano procurando).



Bookmark and Share


Share/Bookmark

São Paulo - Dia 3: Light¹

2 de out. de 2009

Dia 1
Dia 2, parte 1
Dia 2, parte 2

17.09.2009
Depois de ir dormir tarde (pouco depois da meia-noite, estava até cedo para meu padrão pessoense) vendo os twits da @lilyroseallen sobre como amou cantar em SP e compartilhando as impressões pós-show com os meus seguidores, num friozinho superconfortável, acordei inevitavelmente tarde. Não tão tarde que perdesse o café da manhã, mas não valia a pena sair do apartamento antes do almoço.

Shoestock
Liguei para meus pais. Acho que foi o segundo telefonema que fiz para casa, contando com o "cheguei bem, o avião não caiu, o táxi não me levou para conhecer a cidade nem fazia parte de um esquema de assalto e não perdi nenhuma mala". Minha mãe logo sugeriu que eu fosse conhecer a Shoestock, uma loja de sapatos que tem uns preços ótimos. Dizia ela que me arrependeria de ter gastado dinheiro na Dunes. Mas quem em sã consciência se arrepende de comprar sapatos lindos e de boa qualidade por um preço melhor do que na cidade em que mora?

Munida de informações extraídas do Google Maps, eu não saí de casa. Ainda não tinha almoçado e minha avó insistiu em conferir tudo o que o site me disse de acordo com o Guia 4 Rodas 2008.

Acontece que o site do Google é bastante confiável. Me disse todos os ônibus que eram opção para mim, mostrou tudo o que eu teria que andar, o tempo que passaria em cada parte do percurso e o tempo total da viagem. Estava super-confiante em todas as direitas-esquerdas-direitas que pegaria e tudo foi confirmado pela minha avó, que passou a gostar ainda mais da tecnologia.

Lá fui eu, então, para minha primeira aventura solo na Cidade da Garoa, com um papelzinho com as opções de ônibus anotadas e as direitas-esquerdas-direitas que teria que andar à pé.

Cometi o erro brutal de não ir de tênis, achando que facilitaria minha vida na hora de provar sapatos. Nunca, jamais, saiam para bater perna numa cidade gigantesca com calçados que podem se revelar pouco confortáveis ou que sejam novos. Big mistake.

Não esperei mais do que 5 minutos no ponto de ônibus da S. Gabriel pela minha primeira opção (mentira: segunda; o primeiro ônibus que passou, quase na hora em que cheguei, estava muito cheio e eu sou fresca, não importa se em J.Pessoa, S.Paulo ou Londres). Notei uma coisa bem interessante: na parada havia uma tela que informava quais ônibus estavam chegando e quanto tempo eles demorariam. Mais tarde vi que são poucos os painéis que funcionam, mas eles são bem precisos. Achei uma idéia muito legal e que deveria ser implementada em outros cantos. Claro que as pessoas deveriam deixar de ser vândalas e abolir a idéia de que "o que é público não tem dono". Tem dono sim, e os donos somos nós, que pagamos imposto. Os tais painéis, o mobiliário urbano, os prédios públicos, tudo isso sai do nosso bolso (quando o dinheiro não vai parar nos bolsos de políticos corruptos). Deveríamos preservar e exigir que tudo fosse mantido funcionando.

Mas isso não é post de expressar minha indignação com a falta de educação generalizada no país e sim de falar bem da minha linda viagem e preservar por mais tempo as recordações, além de me lembrar das coisas que queria fazer e não fiz.

Peguei o ônibus e vi o cenário se transformar em direção à Moema. O caminho era uma reta (ou o mais parecido possível com isso) e pedi para o cobrador me alertar da parada que deveria descer (apesar de ter o nome gigante Eucaliptos numa placa na frente do ponto...) e fiquei vendo o verde dos jardins e o coloridos dos prédios bem cuidados se transformar em cinza-concreto e preto-pichação.

Desci na tal parada Eucaliptos e entrei na Av. Cotovia. Fui andando até a Av. Gaivota e, apesar de ter anotado "entrar à esquerda", segui tranquilamente pela direita, observando as lojinhas de bijuteria e lingerie, todas muitos bonitinhas, muito arrumadinhas, muito cheias de seguranças na frente de cada uma delas e, quando acabou-se o quarteirão, numa enorme loja de roupas, e começou uma área residencial com várias casas de muro coberto de hera, me toquei que estava no canto errado.

Volta tudo e segue pela Gaivota no sentido certo até chegar na Bem-te-vi, também povoada de lojinhas, lojonas e seguranças.



De São Paulo
No início da Bem-te-vi

A rua é ótima para quem quer gastar dinheiro, tem lojas bem legais de roupas, lingerie, acessórios e sapatos. A maior parte é de marca, mas o preço de meia-estação é bem normal. Esse período de transição do inverno para o verão sempre traz promoções. Só não tinha nada que prestasse nas lojas, mas deve ser porque não sou escrava da moda. Não achei nada unfashion, mas tinha pouca coisa bonita.

A Shoestock em si é gigantesca. Toda separada por numeração, com uma sala especial para os números 36 e 37. Segundo andar dedicado ao público masculino e terceiro andar deliciosamente dedicado a produtos em promoção! E de lá saíram duas gracinhas que já passearam bastante comigo aqui em J.Pessoa.


De São Paulo

O atendimento da loja é ótimo. O cliente fica a vontade para passear, escolher, desescolher, experimentar, depois vai atrás de um vendedor, que faz a sua conta e você vai ao caixa pagar para depois receber. No mês do seu aniversário, 5% de desconto garantido. ;)

Voltei. Sem entrar em ruas erradas e sem me demorar muito observando a vizinhança. Camilla chegaria em instantes no apartamento da minha avó para a programação noturna.

Continua depois, que estou com preguiça de escrever...



Bookmark and Share


Share/Bookmark
PageRank
Related Posts with Thumbnails