Aproveitando que estou falando de redes sociais, por que não falar do Postcrossing, projeto que me viciou este mês?
O Postcrossing é um site de trocas de cartões postais. Você se cadastra, coloca seu endereço e escreve um pequeno about, muito útil pra quem está te enviando um postal. É lá que você diz o que você gosta e de quê você gostaria de receber (turístico, artístico, aberto, em envelope, sem texto etc.).
(Eu sugiro não marcar a opção "repetir países" no cadastro, caso queira mandar para os mais diversos locais possíveis.)
Dá para associar com o Twitter e com o Facebook, que atualizam automaticamente ao enviar ou registrar um postal.
O usuário começa com o "crédito" de 5 postais. Ao selecionar "send postcard", tem umas regrinhas que sempre aparecem e que você tem que aceitar. Depois disso, será enviado um endereço aleatório e você será redirecionado para o perfil do destinatário.
Não dá para ter mais de 5 postais viajando. Quando alguém recebe um e cadastra, o remetente ganha crédito para mais um. Caso o postal expire (60 dias da data qem que pegou o endereço), também libera um. A cada 20 postais, aumenta em 1 a quantidade de postais que você pode enviar. ( + info)
Registro: Ao receber um endereço para enviar um postal, é dado também um número de identificação (ID), que deve ser escrito no postal. O destinatário usa esse número para registrar o postal.
Recebendo: Depois que o primeiro postal enviado chega ao destino, o seu endereço será sorteado aleatoriamente para alguém em algum outro lugar do mundo (ou do Brasil mesmo). Ao registrar, dá para deixar uma mensagem para a pessoa que te mandou o cartão e, depois desse passo, subir uma imagem, caso o remetente não o tenha feito, para constar na "postcard wall".
Direct swap: Alguns usuários tem essa opção habilitada. Eles estão dispostos a trocar postais (às vezes algo mais, como selos, ímãs, cartões telefônicos...) independentemente do site. Esses postais não entram para os registros e a forma como a troca é feita é combinada entre os usuários. Recentemente mandei 2 postais para uma portuguesa e estou esperando mais dois dela dessa forma.
Minha página
Meus postais recebidos
Meus postais enviados
Eu descobri que é viciante e fiz uma segunda conta, porque, por algum motivo, mandar postais para desconhecidos falando da Paraíba, do Brasil e alguma coisinha da minha vida me deixa feliz. Receber me deixa mais feliz ainda. =D
Postais viajando pelo mundo
Postado por Fernanda Eggers às 01:49 0 comentários
Marcadores: fikdik, interações sociais, internet, postcrossing related
O que você anda lendo?
Com essa pergunta, a rede social Skoob pretende ser uma gigante biblioteca virtual. Eu estava mesmo buscando um jeito de colocar online os livros que tinha, que estava lendo e interagir com meus amigos, de forma que pudéssemos emprestar livros uns aos outros e até trocar obras, quem sabe?
A parte de trocar obras não tinha me ocorrido, até ver que a opção existia lá no site. Em 24h, já tenho 5 ou 6 páginas de livros que li, estou lendo, quero ler ou abandonei. E até fiz minhas contribuições, com os quadrinhos de Lenore. ^^
Provavelmente para atrair usuários, o Skoob está com a Promoção "Renove sua estante!" O sorteado ganhará 10 livros de sua escolha. Se quem ganhar tiver se cadastrado por indicação de alguém (a minha, por exemplo), a pessoa que indicou (ou seja, eu) também ganha.
Então, o que você está esperando para concorrer à ampliação da nossa estante? Clique aqui e se cadastre! xD Mas vá logo, que o praze de inscrições termina no dia 27 de Dezembro.
O que você anda lendo?
Postado por Fernanda Eggers às 12:56 0 comentários
Marcadores: fikdik, interações sociais, internet, literatura, livro, promoção, rapidinha
A Busca por Tofu
Já fazem duas semanas que meu gato continua sumido. Já espalhei fotos, conversei com pessoas, apelei na internet. Pesquisei sobre o cio das gatas e outros motivos que os felinos têm para desaparecer. Como comentei no outro post, até pensei em carregar o gato amarelo, terror das gatxinhas, dono da área e carrasco de duas gerações de gatos, para algum outro lugar. Talvez com ele longe, Tofu voltasse mais fácil.
No momento, não há nada o que possa fazer, a não ser esperar.
Numa das minhas andanças, atrás de criadores ou cuidadores de gatos, descobri um casal de idosos morando na rua atrás da minha. São residentes da mesma casa a 18 anos, possuem duas filhas, uma fisioterapeuta, uma doutoranda em Química e apaixonada por arquitetura. Ambos possuem o sotaque paraibano, mas o homem tem algo de misturado. Conversando com ele, fico sabendo que trabalhou durante anos em Santos (SP), depois foi para o Rio de Janeiro, antes de se fixar em João Pessoa, numa rua de terra, num bairro calmo.
Rua esta que prometem há 18 anos que será calçada. Bairro este que não tem mais quase nada de calmo. Para os pobres gatos, nunca houve.
Seu Xavier tem dois cães de grande porte e sua esposa "coleciona" aves: na garagem na qual caberiam três carros e no que já foi uma confortável casa de cachorros há várias gaiolas com diversas espécies de pássaros. Dona Zulmira - ou Mira, como Seu Xavier carinhosamente a chama - fala alegremente que ninguém dorme depois das 4h30, por causa da cantoria matinal. Penso na situação e imagino como extremamente desconfortável. Eles gostam. Eu não critico. Ao menos eles amam os animais que têm - e os que não tem.
O casal Xavier é indignado com maus tratos a animais e, ainda que não possam adotar os gatos, por causa dos cães, os alimentam diariamente. São cerca de 13, que estão constantemente sob a sombra das árvores da calçada ou encostados no portão, durante a noite.
"Nós os alimentamos duas vezes por dia, de manhã e no fim da tarde", me diz d. Zulmira. Seu Antônio complementa: "Damos um litro de leite todo dia de manhã. Depois ração. No fim da tarde, mais ração. Eu dei comida pra eles um pouco antes de você chegar, tá vendo? Toda semana compro 13 litros de leite! Gasto um dinheirão, mas eu gosto, sabe?"
Estimulo o senhor a continuar a história:
"Acho uma maldade, uma judiação ver os bichinhos com fome, sofrendo. Então eu dou comida. E o senhor que mora naquela casa que tem um jardim da frente também dá. Uma vez a gente se encontrou e ele me parabenizou pela ação. Mas eu faço porque gosto.
"Mas não é todo mundo que gosta. O vizinho mesmo já disse que não gostava. E uma mulher que mora perto da academia [Quatro Estilos, onde um funcionário também alimenta gatos e cuida deles] disse que ia comprar um pit-bull pra pegar eles.
"Tem um moleque que morava por aqui que vinha maltratar os bichos. Hoje ele já é um rapaz. Um loiro, que usa brinco numa orelha, você conhece? Ele já veio aqui com estilingue, que eu tomei dele. Teve uma vez que ele e uns amigos pegaram um gato e ficaram passando com a bicicleta por cima dele, até que morreu atropelado."
Seu Antônio diz que o garoto (agora rapaz) sumiu depois de severas ameaças e diversos estilingues confiscados. Hoje, quando vê um dos Xavier na rua, fica sem jeito e ressabiado. Eu sinto raiva dele e pena dos gatos.
Saí da casa do casal idoso com uma grande apreensão pelo meu gato e com uma esperança no mundo, depois de ter conhecido gente que também cuida dos animais e se importa. E, pela conversa que tivemos, o respeito se extende aos seres humanos de forma pouco encontrada atualmente.
Talvez seja pedir demais que esse zelo se espalhe e penetre certas cabeças miúdas, mas a faísca se acende em situações como essa.
Se encaixa no post sobre gentileza escrito por Eloísa em seu novo blog, Je Suis Diva! Ela também está ajudando na busca pelo meu gato: leia.
Ler o post do sumiço de Tofu.
A Busca por Tofu
Postado por Fernanda Eggers às 00:47 0 comentários
Marcadores: aconteceu_mesmo, cotidiano, diálogos, gato, procura-se, Tofu
Restaurante Tókyo
A mãe de uma amiga minha disse, uma vez, que eu não poderia trabalhar como degustadora, porque comia de tudo e achava bom. Claro que achava bom, ela era uma senhora cozinheira e fazia cada comidinha mineira gostosa...
Me lembrei disso mais cedo. Estava chegando no Bessa Shopping, com a intenção de comer uma tapioca com água de coco e não gastar nem R$ 5, mas a moça me entregou o panfleto do restaurante e meu estômago me pediu para eu testar o restaurante novo. Como recusar o pedido? Mas só se não fosse caro.
Aí eu dei uma olhada. Não era exatamente barato, mas a fome também não era tanta. Dei uma olhada, a comida parecia bonita, então eu decidi arriscar. Por quê não, não é mesmo? Já que eles faziam temakis, seria a vítima da vez. Dificilmente superaria o do Tanabata ou do Temaki da Villa, mas daremos a chance.
Eles não tinham cardápio. Um "epa" piscou lá no fundo do inconsciente, mas uma mulher precisa ser alimentada antes de prestar atenção a esses sinais. Fui perguntando e me decidi pelo temaki basicão de salmão. Água de coco, só de caixinha. (Sempre acho que tão tirando uma da minha cara quando dizem isso, porque, tipo, no Bessa é praticamente atravessar a rua e tem um coqueiro! Mas tudo bem...) Vai a boa, velha e gasosa Coca-Cola mesmo.
Dou aquela twitada básica do celular, com as primeiras impressões, e observo a placa. "Tókyo". Não tinha como ser mais enfeitado. O "epa" já virou um alerta amarelo. Porque a pessoa tem que escolher entre "Tóquio", em bom português, ou "Tokyo". Mas isso é preconceito meu.
Chega meu temaki basicão. A apresentação é bonita, ainda que não seja a ideal. Um prato comum não é o melhor lugar para o temaki, porque não dá muito apoio. Há suportes específicos para isso. Considerei isso bobagem e parti pro ataque. Não é ruim, mas sabe como é... Quando se come coisas melhores, o paladar fica fresco. Ainda mais com uma comida "metida" como é a japonesa. Mas eu tenho uma séria reclamação a fazer: utilizaram arroz comum.
Arroz japonês, na minha concepção leiga da coisa, vai além do modo de preparo e do tempero (que varia de restaurante pra restaurante e eu acho superdivertido ficar observando as diferenças). O arroz oriental tem um gosto diferente e "dá a liga" de um jeito diferente do arroz nosso do dia-a-dia. Resultado: na metade o temaki desmontou e exigiu alguma habilidade da minha parte pro bicho não ir todo pro chão.
Mas não vou reprovar um restaurante por causa de um único prato. Servi-me, então, de alguns sushis, alguma coisa empanada que eu não sabia o que era e aquela couve-flor cozida que eu acho muito gostosa. O sushi também era com arroz comum (mas estava melhor temperado que o do temaki), um empanado continuou não-identificado, o outro era um pedacinho de camarão (!!!) e a couve-flor foi uma frustração. Não se deram ao trabalho de descobrir como fazia e simplesmente jogaram tempero de miojo. Ok, podia não ser de miojo exatamente, mas se eu quisesse comer comida com gosto de miojo de galinha caipira, eu tinha ficado em casa. Isso tinha na despensa.
Eu resolvi que não volto mais lá, ao menos não tão cedo. Se daqui a um ano o restaurante ainda estiver ali, é porque melhoraram. Ou porque o paladar do povo é muito pouco confiável. O Sushi Bessa, a duas lojas de distância, é mais barato e mais gostoso.
Restaurante Tókyo
Postado por Fernanda Eggers às 20:47 0 comentários
Marcadores: aconteceu_mesmo, comida, fikdik, japonês, JP, resenha, restaurante
Data marcada pra mudar
As pessoas ficam constantemente esperando uma data específica para mudar algo. O ano novo para que a vida melhore, a próxima segunda para começar a dieta, o aniversário para se emendar, o natal para mostrar que gosta da família/amigos.
Qual é a grande diferença de 1/1/10 para 31/12/09? Ainda é feriado, você continua bêbado, mas vai ter que adquirir um calendário novo. Vai repetir um monte de coisas do ano anterior, começando pelas tradições (carnaval, páscoa, dietas não começadas na segunda-feira seguinte, são joão, natal, outro ano novo...). Se você disser por exemplo, que a partir de agora vai sentar a bunda na cadeira, estudar e abrir sua própria empresa, o resultado não será diferente daquele que obteria a partir do mês que vêm. Mas acontecerá mais cedo. E não é porque o ano virou que ocorreu uma grande mudança e você passou a ser alguém mais centrado, disciplinado e dedicado. Qualquer mudança leva tempo, não vai acontecer nos primeiros minutos de 2010, como não aconteceria daqui a meia hora.
Tem gente que diz que o verdadeiro ano novo é o aniversário de cada um. Mas sério: você só envelheceu um dia, ainda que o numerozinho tenha mudado. As experiências adquiridas não aconteceram em 24h, mas em 365 dias e 6 horas mais ou menos (comparando com o seu aniversário do ano anterior). De certa forma, não e um "novo eu", apenas um "eu mais evoluído" (ou não, tem gente que se recusa). Claro que eu acho que com 23 eu sou uma pessoa mais madura do que com 22. Comparando com setembro de 2008. Porque comparando com o dia anterior, eu era apenas uma pessoa mais descansada, após hooooras pingando de aeroporto em aeroporto pra chegar em casa.
A melhor hora de começar a dieta é agora, antes da próxima refeição. Porque se você marcar pra próxima segunda, pode crer que não vai dar certo. No fim de semana haverá a despedida das gordices gostosas, na segunda vai ter um monte de trabalho e aquele chocolatinho no meio da tarde, só pra aliviar o estresse, já vai comprometer a coisa toda.
Não espero que 2010 vá ser melhor que 2009. A não ser por situações aleatórias sobre as quais eu não tenho controle, eu tentarei fazer por onde ser melhor. Ao menos será um passo adiante: eu me formo, eu faço seleção para mestrado, eu organizo minha vida pra me mudar, caso passe... Do mesmo jeito que 2009 foi um avanço em relação a 2008, em diversos aspectos. E não sei se foi melhor, até porque acho que os anos se misturaram muito com o calendário maluco da UFPB, mas foi diferente.
Estou pouco preocupada com saber se um ano foi melhor que outro. Me interessam datas mais próximas, tipo o hoje e o amanhã. E eu venho adiando certas mudanças há um bom tempo, mas vou aproveitar que estou com espírito e fazê-las hoje, depois de espalhar por aí panfletos procurando Tofu.
Data marcada pra mudar
Postado por Fernanda Eggers às 15:04 0 comentários
Marcadores: cotidiano, tapa-buraco, WTF?