Traduza os textos do blog para seu idioma. Translate the blogposts to your language.
English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

Cara Nova (1)

13 de mar. de 2010

Depois de mexer pra cá, puxar pra lá, editar isso e aquilo outro, estou relativamente satisfeita com o layout novo. É um pouco bagunçado, mas espero que continue fácil de localizar o que procuram.

A busca pode ser feita tanto na caneta como numa das colunas laterais. É possível visualizar os comentários mais recentes e acredito que as atualizações do twitter estão mais claras agora. Provavelmente irei mudar esse fundo preto (que é default do widget).

Coloquei alguns links novos e atualizei os que mudaram, além de ordená-los alfabeticamente, achei que ficaria mais fácil para quem estivesse procurando algo específico.

Não descobri um modo melhor de exibir as tags, então continua essa coluna enorme e horrorosa aí mesmo. Se eu resolvesse migrar para o Wordpress, esse problema estaria resolvido, mas não estou muito a fim de fazer isso agora.

O primeiro item da primeira coluna ainda é para assinar os feeds por e-mail e agora é possível assinar direto por Google Reader, Bloglines, NewsGator ou onde quer que vocês acompanhem seus feeds. =)

Ufa! Nem acredito que consegui ocupar toda uma tarde de sábado! Não deixem de comentar, dizendo o que acharam. ^^


Share/Bookmark

Notte Italiana

12 de mar. de 2010

Depois de despedidas com família, amigos, com jantar e com churrasco, bem que eu merecia uma noite só com o BF. No dia anterior da viagem, fomos ao restaurante Divina Itália, na Feirinha de Tambaú.

É um desses lugares simples, mas arrumados. Mesas de madeira, ar-condicionado, cadeiras acolchoadas e lindas luminárias coloridas, lembrando abajures, com velinhas de LED acesas. Na lateral, a adega. Nos fundos, a cozinha fica visível através de uma vidraça. Sentei-me de frente para a cozinha, até porque dá para ver uns quadros que me hipnotizam toda vez que vou lá.

O atendimento do local é excelente, os garçons são gentis e educados. Uma reclamação constante minha, aqui em João Pessoa, é o atendimento ao cliente. Normalmente é desleixado, feito de má vontade, deixa muito a desejar. No Divina Itália esse aspecto é impecável.

Cardápio nas mãos, hora de escolher os pratos, em sua maioria, individuais. Se não me engano, as lasanhas servem duas pessoas. Acho o menu uma graça: ele leva a fundo a idéia de oferecer uma experiência italiana. A maior parte das refeições tem nomes que remetem ao país. São filmes italianos, artistas, lugares... Pedi um Cinema Paradiso, macarrão em formato de bombom recheado com frango ao molho funghi. BF foi de Da Vinci, penne com um molho de tomate, ervas, filé e mais outras coisas que não lembro – afinal não fui eu quem comeu – dentro de um pão italiano. A apresentação do prato dele é a coisa mais linda!

Antes de vir o prato principal, saboreamos um antepasto de pão artesanal com bolinhas de queijo. Sim, o pão é realmente artesanal. Como neta de uma italiana danada que faz de massa de pão à massa de macarrão em casa, fiquei feliz da vida! Novinho, macio, ligeiramente adocicado (mas não muito) por causa das ervas... Valeu a pena.

A entrada custou R$ 15. Os pratos ficaram entre R$ 25 e R$ 32, não sei ao certo. Sei que o Cinema Paradiso está na faixa dos R$ 20 e o Da Vinci, na dos R$30. É o preço médio de um prato por lá, ainda que alguns sejam mais caros.

Apesar de o restaurante possuir mesas maiores, para acomodar uma família ou um grupo de amigos e ofereça pizzas, mais próprias para reuniões com muita gente, acredito que seja um ótimo lugar para ir de casal. A atmosfera favorece. =)

Divina Itália – Avenida Targino Marques, 56 – Tambaú 

*Nós pagamos os pratos, ninguém no restaurante esperava uma resenha (nem mesmo eu, acabei de decidir que devia escrever a respeito) e eu sou chata pra caramba.

 *Imagem do Gourmetidos


Share/Bookmark

Bolsa-Viagem

11 de mar. de 2010

Tantos planos para dar dinheiro a quem precisa, bem que eu poderia inventar o meu, né?

Tudo começou com uma brincadeira com uma amiga. Eu disse que ia fazer uma vaquinha para visitar o BF na Páscoa, ela sugeriu que eu pedisse um real a cada amigo do orkut e eu pensei... Por que não criar um botão de doações do PayPal e adicioná-lo ao blog?

Porque tô lisa, lesa e louca. E até me acostumar com a distância, eu que o via todo dia - ou quase - vou choramingar um bocado. Tá. Existem férias. Eu sei. Ele volta. Existe também um calor desgraçado por essas bandas e um friozinho muito agradável por aquelas e eu tô doida pra usar meia calça, conhecer uma cidade nova e perturbar tanto o homem que ele vai me colocar de volta no avião, à força, no bagageiro, 2 dias mais cedo.







Então vote em mim! Ops! Clica aí, faça uma doação e veja uma blogueira feliz! xD

(Criei o post de brincadeira, mas o botão realmente funciona. E realmente vai para a minha conta do Paypal.)


Share/Bookmark

8 de Março

10 de mar. de 2010

 Não encaro muito a data como comemorativa. O Dia Internacional das Mulheres existe por causa de 128 (129?) mulheres que morreram queimadas numa fábrica em Nova Iorque por exigirem melhores condições de trabalho. É uma data trágica, que merece sim ser lembrada, mas não é esse dia sexista que inventaram. Feito o Holocausto, a bomba atômica, Hiroshima e Nagasaki e tantas outras tragédias humanas. Vamos sim nos lembrar, mas saber exatamente o que é aquilo para que a história não se repita.


A data tem basicamente duas formas de ser celembrada: uma delas é a exaltação da beleza e importância da mulher; a outra é de protestos e reinvidicações. E, apesar de eu ter começado o texto assim, não é bem a linha que vou seguir, porque acho que temos que exigir nossos direitos todos os dias, em qualquer dia, quando acharmos que este nos está faltando.

Deveria ter escrito isso na segunda ou ontem, mas sabe como é, o digníssimo estava indo embora, eu não ia ficar na frente do computador quando podia estar com ele. E ontem eu bem que precisava do meu momento de desabafo.

Em uma das despedidas do BF, tive que ouvir besteiras do tipo "mas é o seu papel, você não pode se negar a isso" quando falei que não tinha vontade alguma de ser mãe. Não tenho, ué! Não tenho essa vocação! Oras, há alguns anos eu não queria nem casar, porque via isso como ter que tomar conta do marido. Felizmente meu atual relacionamento me convenceu do contrário, ele não precisa de uma segunda mãe (especialmente depois de morar fora por um ano). Pode ser que eu mude de ideia mais pra frente, mas minha posição e a de qualquer outra mulher deve ser respeitada.

Cabe à mulher decidir se ela tem ou não tem vontade de ter filhos; se vai casar, comprar uma bicicleta, mochilar pela Europa ou tudo isso junto. Se vai só cuidar de casa ou só trabalhar fora. Se gosta de lavar pratos ou vai dar o encargo para o marido - porque eu não engulo essa do homem não ajudar na casa. Se não ajuda, também não mora, no entanto esta é a minha posição e pode ter mulher que pense diferente.

Também vejo gente protestando contra a depilação feminina. Tem coisa mais íntima que isso? E por que todos querem se meter? Qual o problema de se depilar, arrumar, limpar e embelezar? Particularmente, quero meu homem asseado, barbeado, bem vestido e aparado. Muitas mulheres têm exigências parecidas, então acho até normal que suas contrapartes também queiram encontrar as parceiras arrumadas. A decisão não cabe à revistas revoltadas, mas a cada uma que vai no salão e faz só meia-perna, virilha ou arranca logo tudo, na cera ou na lâmina.

A vida é feita de escolhas. Estamos escolhendo muito pouco e deixando que escolham por nós. Estamos deixando que nos digam que temos que ter filhos porque é nosso papel biológico, que temos que nos masculinizar se vamos entrar no mercado de trabalho, que temos isso ou aquilo. Não falei sobre eles aqui, mas os próprios homens estão escolhendo pouco e se deixando levar até demais.
 


Artemis, deusa grega da lua, da caça, 
virgem e ainda assim celebrada por sua beleza. 
Vai dizer que não dá pra escolher?


Share/Bookmark

"Das Tripas, Coração"

9 de mar. de 2010

No caminho de volta, o motor do carro roncava alto, e eu só pensava no barulho de decolagem do avião. Era igual. Na minha cabeça, ao menos, era igual. Enquanto meu sogro zunia pela estrada, meus pensamentos estavam com o filho dele, naquela altura do campeonato já cruzando o país. Já devia estar saindo do Nordeste. E eu, ainda nem tinha saído de Pernambuco.

A viagem até Recife foi tranquila, quente, apesar do ar-condicionado, com o sol a pino invadindo minha janela. Ele do meu lado. A camiseta aberta por causa do calor. Eu olhava e pensava que morreria de saudades daquele 6-pack. E olhava pra ele através dos óculos escuros, com o marejado dos olhos muito bem escondidos e perguntava: "E agora, já posso começar o drama?" "Ainda não", dizia ele, "só quando eu estiver indo." Meu estômago então se revirava, não sei ainda se por causa das saudades prévias ou do balanço do carro, do zigue-zague da estrada, que me deixavam enjoada.

Ainda brinquei que tinha entendido o ditado "fazer das tripas coração". Ele me olhou com aquela ruguinha de indagação entre os olhos, também protegidos do sol, e eu disse que meu estõmago estava todo revoltado, e a culpa era dele, que não queria que eu chorasse. Se tivesse uma gastrite, ia mandar a conta pro Rio. Ele riu, eu sorri. Conversamos amenidades.

Aeroporto de Recife. Despachar malas, taxa de embarque, check-in. Um lanche rápido - muito rápido - e hora da despedida. Minha garganta fechou, a voz embargou, correram umas poucas lágrimas. Abraços, beijos, abraços na sogra, boa viagem, me manda uma mensagem quando chegar, pra eu ter certeza que o avião não caiu.

Até que o choro foi pouco. A fome pra lanchar depois foi pouca. A vontade de voltar pra casa foi pouca. Grande mesmo foi o choque. Voltar pra casa, pro meu quarto bagunçado, tomar banho e saber que não farei uma chamada local para comentar os acontecimentos do dia, não farei um charme para encontrá-lo fora de hora, o próximo abraço tem data certa para acontecer: cerca de 3 meses. Tudo isso pesou por dentro, ao mesmo tempo que esvaziou minha cabeça. Uma dor gelada sobe pelo esôfago. O rosto está quente e a cabeça girando. O lado irracional briga pra explodir, o racional lembra-me das outras coisas.

Daqui a pouco o avião pousará e ele sairá, já nem lembro se do Galeão ou do Santos Dumond. Estará cansado, meio amarrotado, espero que minimamente alimentado. Espero também que encontre fácil a carona dos parentes que o levarão para sua moradia temporária. Então meu telefone vai tocar e eu vou ler/ouvir que o avião não caiu, ele está bem, vai descansar e amanhã deve começar a procurar apartamento. E eu vou chorar e ele vai mandar eu parar. Porque não é o fim do mundo, achar passagens de avião com desconto não é difícil e eu tenho uma monografia para fazer.

No fim, minha estrada corre para o mar dele, de qualquer forma. Mas eu precisava desabafar antes que meu esôfago me abafasse. Que venha a monografia, as férias e o fôlego, porque passar no mestrado e chorar no aeroporto de saudades antecipadas dos meus pais no fim do ano só cabe a mim.


Share/Bookmark
PageRank
Related Posts with Thumbnails