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By Ferramentas Blog

TCC

28 de out. de 2009


Mais uma dessas coisas que, se fosse uma manada de rinocerontes desesperados on ecstasy, teria me atropelado e eu não teria visto, a não ser que alguém levantasse minha cabeça pós-atropelamento do chão e me mostrasse a traseira do que me atropelou.

Meu problema de pesquisa estava ali o tempo todo, eu passei a semana falando dele e... não me toquei que era o meu problema de pesquisa.

Burrice tem limite, eu sei. Mas eu sou loira e minha casa tá em reforma, mereço um desconto. =p

Dito isso, vou ali escrever em algum canto, antes que eu esqueça. (Tá na hora de comer mais peixe e carne vermelha, o negócio tá brabo!)


Galeria de CariDee: America's Next Top Model (em flash, sorry about that...)





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A Piscadela

27 de out. de 2009



Na academia há muitos seres estranhos. Na minha antiga tinha uma gordinha divertidíssima, da qual eu gostava muito, apesar de nunca ter trocado nem bom dia. Ela era uma pessoa bem feliz-com-a-vida-apesar-dos-50Kg-excedentes e não lembro de tê-la visto de cara fechada uma vez. A via era dançando vez por outra, no intervalo das séries. Corpitcho sarado nada, eu queria era aquele bom-humor daquela mulher!

Em qualquer academia há os tarados. Eles variam de idade, cor, credo, mas existem, estão lá e estão olhando para o seu bumbum enquanto você está na flexora.

Há também aquelas criaturas que só malham a parte superior do corpo (mais comum em homens) e as que só malham a parte inferior (mais comum entre mulheres) e fica aquela coisa tosca, que você olha não porque é bonito, mas porque é bizarro e, até se acostumar, é difícil desviar o olhar.

Junto dos tarados, sempre há as putas. Melhor mudar o verbete. Puta, pelo menos, cobra pelo que faz, é trabalho. Essas dão de graça e só faltam pagar pra ver se o homem pega. Na academia em que um amigo meu malha a uma biscate que rende histórias engraçadíssimas. Eu, honestamente, acho meio nojento, porque elas vão seminuas e ficam se esfregando nos aparelhos suados e carregados de possíveis vírus/fungos/bactérias de doenças de pele (já falei que tenho um sério pavor a doenças de pele?)

Mas a figura que eu ainda não tinha tomado conhecimento e que podia ser um rinoceronte histérico correndo ladeira abaixo que teria me atropelado todos os dias e ainda assim eu não ia notar - até o presente momento - é o cara da piscadela.

Ele não é um, é vários. E são os mais diferentes estilos. Cheguei hoje e me deparei com um cara que estudou inglês comigo a séculos. Dei aquele tchauzinho básico, com um sorriso não-sou-simpática-mas-também-não-sou-mal-educada e a retribuição foi um sorriso, uma piscadela e um tchauzinho. Tá. Tudo bem.

Seguem os minutos, faço meus exescícios e fico esperando a última máquina que me resta vagar. O cara se levanta. Pergunto, só para confirmar, se ele terminou (porque podia ser só um intervalo). Ele me diz que sim, com o dedão pra cima, um sorriso e... uma piscadela. Começo a me intrigar. Será que eles acham que são o Cool Jesus? Ou o Obama dizendo "You're the man" pro Lula?


Sessão de tortura chinesa Exercícios terminados, entrego minha ficha, cheia de marcações, para meu instrutor e, após uma breve conversa instrutor-aluna, despeço-me. E ele sorri, pisca e aponta para mim. Mais Cool Jesus impossível: até cabelo comprido e olho azul ele tem. Aí eu páro e olho ao redor. Vários marombeiros conversando entre os exercícios, alguns rindo, hora ou outra todos eles apontam e piscam.

Retrocedo um pouco no meu breve histórico de academias e lembro que sim, eles sempre sorriram, apontaram ou levantaram o dedão e piscaram. Antes que eu pisque e aponte para alguém, vou para um lugar são, aonde as pessoas sorriem, acenam e piscam, mas cada coisa na sua vez, não tudo-junto-misturado-agora-mesmo-e-de-novo-daqui-a-cinco-minutos.



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BTW

By the way, o caos psicológico do último post era tpm mesmo. Felizmente. Já basta o resto de depressimo/paranóico/mal-humorado crônico.

Claro que encontrar com meu orientador super-gente-boa hoje de manhã deu um up na minha vida! O cara é a pessoa mais alto astral que já conheci, dá prazer trabalhar com alguém assim. Mais uma coisa pra eu aprender, além de cinema, literatura, narratologia e afins (ó, ao menos o agradecimendo da mono tá pronto).

Falando em agradecimentos, jamais posso esquecer de B.O.B.

E vamos que vamos!


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Desabafo

26 de out. de 2009

O post de hoje nada tem de interessante. Estou de tpm. Ponto.
















Acontece que minha tpm está tirando uma com a minha cara. Só pode. Porque eu nunca me senti um lixo tão lixo (e olhe que me sentir um lixo meio que faz parte da minha personalidade) na minha vida. Não me lembro de ter estado tão deprimida ou de ter achado tão difícil me animar. E não, eu não tenho motivo algum para ficar deprimida. E também não estou - ou não deveria estar - de cabeça vazia. Quem tá tentando escrever uma monografia, tem trocentos feeds pra ler por dia, tá tentando aprender violão e tem joguinhos para jogar nos quase inexistentes momentos livres não está de cabeça vazia. Sem contar com as pessoas ao redor, interações sociais também ajudam a preencher um pouco o tempo.

E, no entanto, até meus pensamentos de querer morrer voltaram (sim - eu passei parte da minha infância e parte da minha adolescência achando que o mundo seria um lugar melhor sem mim). Não são pensamentos suicidas. Eu não quero me matar. Nem de uma vez nem aos pouquinhos. Eu fantasio sobre mortes absurdas ou inesperadas, como ser acertada por um tijolo vindo do alto de uma construção ou escorregando e batendo a cabeça ou simplesmente não acordando. Sendo vítima de uma bala perdida (oi? em João Pessoa? Sério?) que me acertaria de um jeito fatal. O médico depois diria "Sinto muito, ela não teve chances. Ela nem ao menos sentiu o tiro. Foi imediato." Se bem que eu desconfio desse discurso. Acho que é falso e que o médico só diz isso pra aliviar a família/os amigos da vítima.

Surpreendo-me que estou escrevendo esse texto, principalmente se estiver saindo de uma forma coerente, porque eu não vou revisar.

Confesso que morro de medo de ter uma depressão de verdade. Dessas de distúrbio químico no cérebro, dificuldade em produzir ou assimilar aqueles hormônios que dão a sensação de felicidade... Os fatos de estar com dificuldade pra encontrar prazer nas coisas que normalmente me dão prazer, de encontrar motivação pra fazer as coisas que quero e as coisas que preciso fazer e a facilidade com que meus olhos se enchem de lágrimas sem motivo algum me assustam de verdade. Eu fico em pânico, com medo de, de repente, ter dado um estalo na caixola e ter revirado tudo lá dentro e eu estar doente. Também me aterroriza eu estar tão fora de controle, com vontades repentinas de chorar por nada.

Estou escrevendo uma besteirada dessas porque não consigo conversar com ninguém. Isso me tira o chão.

Mas eu estou de tpm, mais dia, menos dia a menstruação desce e essa situação imobilizante e assustadora vai passar. Vai ter que passar! Porque se não passar, todo o resto vai por água abaixo e aí eu realmente vou perder a noção de sentido na vida. E o que é que se faz com uma vida sem sentido, sem objetivos?


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Dramas internéticos - WiFi

21 de out. de 2009


Eu tinha toda intensão de começar esta série falando da Velox, Net e como está impossível ter acesso a internet na minha casa. Mas esses são dramas mais sérios, me dedicarei a eles mais tarde.

Sem internet em casa, porque o serviço da Velox está um lixo e não sustenta a conexão, fui expulsa em busca de uma rede, porque sou um ser totalmente dependente do Google para fazer meus trabalhos. E para escrever bobagens e espalhar por aí. Ainda aproveitaria a saída compulsória para pesquisar sobre os serviços de internet 3G oferecidos pelas operadoras de telefonia móvel (ó como tô chique e rebuscada hoje!).

Primeira opção: MAG Shopping. Mais perto de casa, menos gente circulando durante a tarde, maior probabilidade de eu realmente estudar e trabalhar. Chego, me instalo, faço o que preciso fazer sem internet no centro de estudos do Unipê e, como minhas tentativas de me conectar à rede de lá foram mal-sucedidas, desço para o primeiro andar do micro-shopping e logo localizo a rede.

Beleza!

Me instalo, abro o navegador e... descubro que preciso consumir algo em um dos estabelecimentos para pegar uma senha que me dará acesso à internet por uma hora. Na mesma hora reuni meus cacarecos, enfiei de volta na mala e, se o dono do lugar estivesse lá, eu com certeza teria dito "Perdeu, preibói" pra ele.

De volta para o carro, naquela garagem mal-projetada (eles não pensaram no espaço necessário para abrir/fechar portas), dirigi-me ao Manaíra Shopping. Um pouco mais longe, mas aonde eu tinha certeza de encontrar internet sem fio de graça. E cá estou escrevendo esse texto.

Se no MAG eu tivesse tido acesso à internet, passaria mais tempo por lá. Certamente ficaria com fome. Uma vez que a poucos metros se encontravam dezenas de restaurantes e, na minha carteira, se encontra uma quantia de dinheiro que deve dar pelo menos pra tomar um sorvete, eu teria gastado alguma coisa ali. Podia até ser que fosse pouco, mas ora, seria algo ainda assim, não?

Outras duas pessoas se encontravam no local, com as quais discuti brevemente o assunto. Ambas estavam batendo em retirada. Uma porque tinha que trabalhar, a outra porque ficou frustrada ao descobrir que o acesso a rede sem fio não era mais gratuito. As duas acharam rídiculo (palavra de uma delas) o acesso ser pago.

Ainda comentei que ouvi falar (olha quanta precisão!) de planos da prefeitura de João Pessoa para colocar internet sem fio gratuita ao longo da Rui Carneiro. Se acontecer mesmo e der certo, eles devem espalhar essa rede aos poucos. Aí o que o pessoal do MAG vai fazer para cobrar o acesso à internet?

Eu já comentei aqui que, em São Paulo, na João Cachoeira, há banquinhos, tomadas e rede WiFi. De grátis. Na rua.

Meu sonho é que chegue o dia em que seremos que nem Londrina, que tem internet sem fio grátis em vários pontos da cidade. Aí quero ver operadoras prestarem o serviço péssimo que prestam hoje em dia ou alguém ter que pular de estabelecimento em estabelecimento para fazer algo, porque a internet pela qual a pessoa paga todo mês e com a qual conta não funciona.

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