
Sempre gostei muito -MUITO - de falar. Com 6 meses eu já estava tentando engatar conversas com as pessoas no aeroporto quando vinha visitar minha avó. E as tentativas, segundo minha mãe, eram bem sucedidas. Mas (né?) nunca se sabe. Eu não lembro. Mas dizem meus pais que desde muito nova eu já falava pelos cotovelos.
Aí, eu lendo um livro, me deparo com a frase "ser jornalista é, antes de tudo, ser um contador de histórias". Nem sei mais em que livro foi, mas o autor era, provavelmente, um jornalista. Livros de jornalistas sempre me fascinaram e eu queria ser assim quando crescesse. Aí inventei essa de "vou fazer jornalismo". E até ouvi a tal frase de um professor (achando que tava abafando, mas já não era mais furo, era embalagem de peixe) no início do curso, mas eu não vejo muito isso do contador de histórias no jornal.
As notícias não tem cor, não fogem da forma padrão em que todos os fatos são encaixados e moldados para depois saírem no jornal. Muitas vezes nem dá para saber se foi escrito por Fulano ou Beltrano. O texto de um é igual ao de outro mesmo...
Claro que há jornalistas que têm seu diferencial. Mas não é o que aprendemos no curso. Lá, aprendemos a pirâmide invertida, o lead e a padronização. And stick to it! Os professores até gostam de pegar o texto de um aluno ousado que foge do padrão e dá um acabamento m

Então esse blog é para contar histórias. Tentar extrair algo de bom, interessante e quem sabe um pouco mágico das chatices cotidianas. É um blog pra ver se eu volto a escrever! É também um lugar para trazer umas coisas menos cotidianas e mais mágicas, porque faz tempo que não escrevo um conto, por exemplo. E continua sendo um canto para praticar alguma forma de jornalismo, porque se formos pensar direitinho os bardos da Idade Média exerciam esse papel, não?
